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Prefeitura em Ação

Secretaria de Meio Ambiente intensifica ações voltadas para educação ambiental

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Meio Ambiente

Por Raquel Rosa* | Linhares (ES)

Na sexta-feira (4), alunos do 5° ano da EMEF Luiz de Camões, no bairro Conceição em Linhares, participaram de uma manhã de atividades na nova sede da secretaria municipal de Meio Ambiente. Os estudantes aprenderam sobre fauna e flora, preservação ambiental, plantação de mudas de árvores. Eles tiveram também contato direto com diversos tipos de animais.

A visita marco o início do projeto de visitas escolares na secretaria de Meio Ambiente. Segundo a chefe de Educação Ambiental, Josiane de Souza Nunes, a iniciativa surgiu a partir de uma ação desenvolvida pela própria escola. “Tudo começou depois da própria escola Luiz de Camões fazer um viveiro com mudas de ipês, colhidas na rua do bairro. Entendemos que aquele momento poderia ser estendido, quando surgiu a iniciativa dessas visitas”, explicou Josiane.

A programação foi organizada com uma turma de 50 alunos, divididos em 2 grupos. Enquanto um visitou o viveiro e fez plantio de mudas, o outro conheceu e teve contato direto com os animais. A equipe da secretaria de meio ambiente pensou em cada detalhe para que professores e estudantes tivessem um dia organizado e seguro.

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Para as crianças, foi uma manhã de brincadeiras e descobertas. Elas fizeram passeio a cavalo, conheceram cabritos, uma leitoa, uma família de patinhos, coelhos e preás.

O secretário de Meio Ambiente, Tiago Magalhães, também destacou o projeto de recolhimento de materiais recicláveis. “Para ter direito a essa visita, a escola ainda desenvolveu uma ação entre os alunos. Todos fizeram separação de lixo reciclável, a escola recolheu e vamos encaminhar tudo para a Associação de Catadores de Linhares”, disse o secretário.

A secretaria de Meio Ambiente funciona no antigo projeto social Meninos da Terra, no bairro Nova Esperança, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Informações pelo telefone do Bem Estar Animal: (27) 98162-0172.

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  • Prefeitura de Linhares / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Divulgação / PML
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Meio Ambiente

Agilidade para vencer desafios climáticos

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Mais de 80% dos municípios brasileiros são vulneráveis a desastres no país. Candidatos nas eleições de 2026 devem definir políticas e investimentos para adaptação e prevenção

Por Rafaela Gonçalves* | Brasília (DF)

Mais de 80% dos municípios brasileiros apresentam vulnerabilidade média, alta ou muito alta a desastres geo-hidrológicos, como inundações, enxurradas, alagamentos e deslizamentos. O cenário aumenta a pressão sobre os governantes que serão escolhidos nas eleições de 2026, responsáveis por definir investimentos, políticas de prevenção e estratégias de adaptação diante do avanço dos eventos extremos.

Um levantamento do Observatório do Clima, com base em dados do AdaptaBrasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), mostra que cerca de 4,5 mil dos 5,5 mil municípios brasileiros estão nos três níveis mais altos de vulnerabilidade. O indicador considera tanto a exposição das cidades aos eventos climáticos quanto a capacidade de enfrentar seus impactos.

O risco também é elevado. Apresentam risco médio, alto ou muito alto de inundações, enxurradas e alagamentos. Em 1.513 cidades, 27% do país, o risco é alto ou muito alto. Para deslizamentos, 2.930 municípios, ou 53%, estão nos três níveis mais elevados de risco. Em 1.041 cidades, 19% do total, o risco é alto ou muito alto.

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Das capitais, Salvador (BA) tem a maior combinação de riscos de inundação e deslizamento, seguida por Belém (PA), Manaus (AM) e Macapá (AP). O Nordeste concentra cinco das 10 capitais com maior risco, entre elas Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE).

A vulnerabilidade também é determinada pelas condições sociais e pela infraestrutura disponível. Populações de menor renda tendem a ocupar áreas mais expostas e têm menos recursos para enfrentar e se recuperar dos desastres. “Famílias de menor renda tendem a ocupar áreas mais expostas e dispõem de menos recursos para enfrentar eventos extremos”, afirma Henrique Frota, diretor-executivo do Instituto Pólis.

Enfrentamento

A resposta depende de políticas públicas que envolvem diferentes níveis de governo. Cabe aos municípios atuar em áreas como drenagem, habitação, saneamento, ordenamento territorial e Defesa Civil. Estados e União, por sua vez, têm papel decisivo no financiamento, na infraestrutura, no monitoramento e na coordenação das ações.

O desafio é agravado pela situação fiscal de parte das prefeituras. Segundo o Observatório do Clima, 28,6% dos municípios brasileiros estavam em situação de vulnerabilidade climática e fiscal. São cidades que precisam investir em adaptação, mas têm dificuldade para acessar crédito e financiar obras.

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A experiência de Encantado, no Rio Grande do Sul, mostra como decisões de governo podem reduzir riscos. Depois das enchentes de 2023 e 2024, o município criou um centro de resiliência climática e passou a usar inteligência artificial para monitorar rios e barragens e antecipar possíveis inundações. A prefeitura também instalou rotas de fuga, pontos de encontro e estruturas para manter comunicação, energia e abastecimento durante emergências.


  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Evandro Leal / Estadão
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