Política Nacional
Senador pede para que STF inclua Lula no inquérito das Fake News
POLÍTICA & GOVERNO
Rogério Marinho apresentou queixa crime contra presidente por declaração de que plano de facção para atacar Moro era “armação” do ex-juiz
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) encaminhou, nesta sexta-feira (24), pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para incluir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no inquérito das Fake News, por causa da declaração de que o plano para atacar Moro e outras autoridades é uma “armação” do ex-juiz. No documento, o senador cita também a declaração do presidente, ao lembrar durante uma entrevista do tempo na prisão, de que só estaria tudo bem quando conseguisse “foder esse Moro”.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que também protocolou junto ao Supremo pedido de investigação contra Lula. E o partido Novo entrou com ação na Procuradoria Geral da República (PGR) pedindo que Lula responda por prevaricação.
“Encaminhamos pedido ao ministro Alexandre de Moraes do STF para que inclua o presidente Lula no inquérito das fake news. É grave a propagação de informações falsas numa clara tentativa de desmoralizar todo o sistema judiciário brasileiro. Não vamos tolerar esse comportamento”, postou o senador no Twitter.
Segundo o senador, Lula questionou o trabalho desenvolvido pela Polícia Federal, pelo Ministério da Justiça e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, sem qualquer embasamento.
“Tais episódios relatados e comprovados demonstram reprovável conduta adotada pelo Exmo. Senhor Presidente da República de se utilizar das prerrogativas do cargo para divulgar informações falsas e, assim, desacreditar sérias investigações conduzidas pelo Polícia Federal e acompanhadas pelo Poder Judiciário e pelo Ministério da Justiça, além de atentar contra o exercício do mandato parlamentar de um senador da República”, diz o documento entregue ao STF.
• Com informações Extra / Foto: Luiz Gomes – Fotoarena
POLÍTICA & GOVERNO
Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1
Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais
Brasília – DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.
O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.
De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.
Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.
Veja o que prevê o projeto de lei:
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- Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
- Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
- Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
- Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
- Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
- Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
- Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
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- Informações da Presidência da República
- *Foto destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
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