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Governo do Estado: orçamento previsto para 2026 é de R$ 32 bi

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POLÍTICA & GOVERNO

Vitória / ES

Foi apresentado, nesta segunda-feira (29), pelo Governo do Estado, o Projeto de Lei Orçamentário (PLOA) do próximo ano. No projeto prevê uma receita total dos orçamentos da Seguridade e Fiscal de R$ 32 bilhões. De acordo com o Governo, o valor é de 8,51% superior ao de 2025, que foi de R$ 29,5 bilhões.

O PLOA estima a receita e fixa a despesa do Estado para o exercício financeiro de 2026 e foi enviado para apreciação da Assembleia Legislativa do Estado.

Os recursos previstos para o Poder Executivo estão estimados em R$ 28,6 bilhões. Dentre as principais secretarias estão: a da Educação (Sedu), com R$ 4,1 bilhões e da Saúde (Sesa), com R$ 4,8 bi. As áreas de Segurança Pública e Infraestrutura também seguem como prioritárias para a gestão estadual, com previsão orçamentária, respectivamente, de R$ 3,9 bilhões (Secretarias da Segurança Pública e Defesa Social e da Justiça) e R$ 2,2 bilhões (incluindo as Secretarias de Mobilidade e Infraestrutura e de Desenvolvimento Urbano).

“A proposta orçamentária consolida o modelo de governança desta gestão, que prioriza investimentos estratégicos em áreas essenciais — como segurança, saúde e educação —, sempre com foco em entregas concretas e resultados para a população. O orçamento também contempla iniciativas fundamentais nas agendas de mudanças climáticas, inovação e infraestrutura, reforçando o compromisso com o futuro sustentável do Espírito Santo”, destacou o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc.

“A peça apresentada assegura a continuidade de uma gestão fiscal responsável e eficiente, baseada na racionalização dos gastos e no uso adequado dos recursos públicos, reafirmando o compromisso do governador Renato Casagrande com a boa governança e com a melhoria da qualidade de vida dos capixabas”, completou Duboc.

Um diferencial da peça orçamentária capixaba é o chamado “Orçamento Climático”, uma iniciativa pioneira no Brasil e que foi iniciada pelo Governo do Estado a partir do PLOA 2025, tendo a metodologia sido aprimorada e definitivamente incorporada ao documento no PLOA 2026. Trata-se da classificação das ações orçamentárias que contemplam atividades relacionadas à mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O objetivo é dar mais transparência, além de garantir a maior efetividade no acompanhamento da execução orçamentária dessas ações.

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Em relação aos demais poderes, estão previstos R$ 3,5 bilhões, contemplando Poder Judiciário, Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas e Defensoria Pública Estadual.

Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa. O gerente de Arrecadação e Cadastro da Secretaria da Fazenda (Sefaz), o auditor fiscal Geovani do Nascimento Brum, observou que a previsão de crescimento de 8,5% na receita estadual em relação ao exercício anterior considera o comportamento das principais fontes de arrecadação tributária, bem como as perspectivas de desempenho da economia capixaba e nacional para o próximo ano.

De acordo com Geovani Brum, a projeção está alinhada ao compromisso de planejamento responsável e equilíbrio das contas públicas. “A Secretaria da Fazenda, por meio da Receita Estadual, projeta esse crescimento de 8,5% na arrecadação com base em uma avaliação criteriosa do cenário econômico e em conformidade com as metas fiscais do Estado”, explicou.

O assessor especial da Subsecretaria do Tesouro Estadual, Bruno Pires, ressaltou que na elaboração do PLOA de 2026, o Governo do Espírito Santo reafirmou sua diretriz de responsabilidade na gestão das finanças públicas, assegurando que a definição das receitas e despesas esteja alinhada às prioridades do Estado e à manutenção do equilíbrio fiscal.

“Esse compromisso é fundamental para garantir previsibilidade e segurança na execução das políticas públicas. O Governo do Estado tem se pautado pelo equilíbrio e pela responsabilidade fiscal, o que garante ao Espírito Santo, há dois anos consecutivos, a Nota A+ do Tesouro Nacional e, por 14 anos seguidos, a Nota A na Capacidade de Pagamento (Capag)”, destacou.

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Entre os projetos em destaques para a gestão estão: o Complexo de Saúde Norte; o Hospital Geral de Cariacica; o fortalecimento da Rede de Atenção Primária à Saúde e da oferta de educação em tempo integral; a ampliação da tecnologia e da inovação na gestão, especialmente nas escolas, na segurança pública e na oferta de serviços digitais; a modernização das instituições de segurança pública e defesa social; a expansão da Redetec; a conclusão do Cais das Artes; ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas destacadas no Orçamento Climático; entre outras.

Participação popular

A população capixaba também participou da elaboração do PLOA 2026, por meio de Audiências Públicas, realizadas durante o mês de junho de 2025 nas diferentes microrregiões, de norte a sul do Estado.

Os encontros presenciais aconteceram de forma aberta, livre e gratuita, momento em que a população teve participação direta, em microfone, podendo opinar e questionar sobre os projetos e as ações de governo, com pronta e imediata resposta de gestores governamentais e intermediação de equipes técnicas.

A consulta popular também foi realizada em formato on-line, mediante um cadastramento simples por parte do cidadão em que foram solicitados apenas nome, e-mail e município. No site, a população selecionou sua microrregião e, em seguida, a área estratégica de interesse e pôde destacar os desafios que julgaram pertinentes, fez comentários, acrescentou informações nesses desafios, ou ainda fez contribuições avulsas.

As contribuições colhidas durante o processo de consulta popular subsidiaram a elaboração do Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026, enviado pelo Governo do Estado para apreciação da Assembleia Legislativa do Estado.

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* Fontes: Assessorias de comunicação da SEP e Sefaz

* Foto/Destaque: Divulgação / Governo do Estado

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POLÍTICA & GOVERNO

Presidente da Câmara de Vitória arquiva pedido de cassação de vereador do PT

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O arquivamento foi interpretado como uma derrota para a Prefeitura de Vitória, já que a prefeita Cris Samorini (PP) não esperava a reação da maioria dos vereadores diante da ofensiva contra o parlamentar petista.

Vitória (ES)

Pelo segundo dia consecutivo, nesta quarta-feira (22), a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Vitória esvaziou o plenário, impedindo a votação de uma das matérias mais importantes do Legislativo: o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhado pelo Executivo.

A reação dos parlamentares teve início após a tentativa da Prefeitura de viabilizar a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Professor Jocelino (PT).

A Procuradoria-Geral do Município solicitou que o presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos), encaminhasse o caso à Corregedoria da Casa, medida que poderia, em tese, resultar na cassação do mandato do vereador petista.

Nos bastidores da política capixaba, a iniciativa foi vista como um equívoco estratégico da prefeita. A avaliação é de que o Executivo não dimensionou a reação do plenário, o que acabou provocando um desgaste político desnecessário e uma derrota que não fazia parte dos planos da administração.

Aliado da prefeita, Anderson Goggi saiu em defesa da autonomia do Legislativo e anunciou que arquivará o pedido da Procuradoria.

“O fato de eu estar na base da prefeitura não interfere na minha decisão. Entendo que essa questão deveria ser resolvida pelo Executivo na esfera judicial. Depois, caso haja condenação ou qualquer decisão, o Parlamento poderá ser provocado”, afirmou Goggi.

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Origem da polêmica

O impasse teve origem em uma publicação feita pelo vereador Professor Jocelino nas redes sociais, na qual ele afirmou que uma empresa contratada pela Secretaria Municipal de Educação é alvo de investigação da Polícia Federal.

Embora a empresa realmente seja investigada, a apuração não está relacionada ao contrato firmado com a Prefeitura de Vitória. Em sua publicação, o vereador não fez essa associação direta, mas levantou questionamentos sobre a idoneidade da contratação.

“Aqui em Vitória, o mandato do Professor Jocelino já havia apresentado denúncias e levantado questionamentos sobre contratos relacionados com empresas que atuam na educação do município”.

Caso entendesse que houve ofensa à honra, a prefeita Cris Samorini ou a própria Procuradoria-Geral poderiam recorrer ao Judiciário, alegando eventual prática de calúnia, difamação ou outro ilícito, embora a interpretação jurídica sobre esse tipo de manifestação seja considerada delicada.

Esvaziamento do plenário

Na sessão desta quarta-feira, apenas seis vereadores permaneceram no plenário, número insuficiente para garantir quórum e dar continuidade aos trabalhos legislativos.

Estiveram presentes Anderson Goggi, Armandinho Fontoura (PL), Davi Esmael (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo), Darcio Bracarense (PL) e Luiz Emanuel (Republicanos).

Líder da prefeita na Câmara, Leonardo Monjardim criticou o movimento de esvaziamento.

“Não dá para parar a cidade, deixar de discutir o orçamento e interromper as sessões como forma de retaliação. Retaliação a quem? Há excesso? Talvez tenha, mas é preciso debater e discutir os caminhos”, afirmou.

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Com o arquivamento do pedido de abertura do processo disciplinar contra Professor Jocelino, a expectativa é que a LDO seja apreciada na próxima sessão, marcada para segunda-feira (27).

Pedido de desculpas

No meio da crise política, um episódio chamou a atenção. Na sessão de terça-feira (21), Anderson Goggi foi flagrado proferindo palavrões logo após o encerramento dos trabalhos. As declarações foram captadas pelo microfone da Mesa Diretora.

Nesta quarta-feira, o presidente pediu desculpas aos servidores da Casa e “às pessoas que porventura não gostaram” das palavras utilizadas, embora tenha afirmado que não se arrepende da reação.

Segundo Goggi, a irritação ocorreu após ser informado de que alguns vereadores pretendiam esvaziar a sessão caso ele não comunicasse à prefeita que arquivaria o pedido contra Jocelino.

“Não aceito ser chantageado. Fiquei indignado e falei palavrões por causa da minha revolta.”

O presidente da Câmara também reforçou que sua decisão teve como objetivo preservar a independência do Poder Legislativo.

“Sou totalmente solidário ao vereador Jocelino. Hoje é com o Jocelino; amanhã pode ser com qualquer outro vereador. Me posicionei em defesa do Parlamento”.

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  • Da Redação / Com informações de A Gazeta.
  • Foto de destaque: Divulgação / CMV.

 

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