Política Regional
Sessão da Câmara de São Mateus foi marcada por forte discurso do seu presidente
POLÍTICA & GOVERNO
Paulo Fundão conclamou à sociedade mateense a se unir no combate ao mal que se instalou no município com a eleição e reeleição do atual prefeito
Em sessão realizada nesta terça-feira (2) o que de mais relevante aconteceu foi o dramático discurso do presidente do Poder legislativo, vereador Paulo Fundão (PP). As proposições, indicações e requerimentos não foram apreciados, foram adiados para a próxima sessão dando tempo para que a secretaria legislativa possa prepará-los e a votação será nominal, conforme foi estabelecido pela maioria do plenário.
O líder do prefeito, Kásio Mendes (PSDB) leu um discurso preparado, segundo se suspeitou, pelos “profissionais do Gabinete Municipal do Ódio”, elencando um rosário de ações em que diz ter o prefeito feito pelo município, “mas que a realidade o desmente de A a Z”, conforme ressaltou o eletricista autônomo, Antônio Henrique de Moraes, que assistia a sessão sem acreditar, conforme disse, na “conversa fiada do vereador”.
Em seu discurso lido, a única coisa que despertou atenção da assistência foi quando afirmou que está se preparando para tentar outros voos em sua trajetória política. O que surpreendeu alguns, não surpreendeu outros, que sabiam do interesse do prefeito Daniel Santana (sem partido) em prepará-lo para a sua sucessão. Pela atuação do seu líder, será um árduo trabalho a ser feito. Vai ter que construir uma longa pista para que ele consiga alçar voo em direção ao Palácio Municipal.
Mas o discurso que mexeu com os brios dos mateenses foi o do presidente da Câmara, Paulo Fundão. Começou pedindo perdão a sociedade pelos erros cometidos no início de sua primeira gestão como presidente, que ouviu pessoas importantes do Estado e por isso, tomou decisão errada, numa alusão ao pedido de abertura de uma CPI para cassar o mandato do atual prefeito, quando foram descobertas as irregularidades por ele promovidas. Em nome de pacificar os ânimos, dar estabilidade político e governabilidade para que o município não fosse prejudicado, votou pela continuidade do prefeito Daniel no mandato de chefe do Executivo. “Eu fraquejei e por isso peço perdão aos mateenses, porque amo a minha terra”, disse em tom dramático.

Ainda em seu pronunciamento, ele afirmou que o prefeito Daniel é vingativo, perseguidor e conclamou toda a sociedade mateense, suas lideranças políticas e entidades para que se unissem para combater o mal instalado no município nesses quase sete anos de mandato. Na oportunidade, falou das perseguições que sofrem os servidores efetivos, que estão desmotivados diante das ações do chefe do Executivo.
Sobre o projeto do empréstimo de R$ 100 milhões, ele disse que em sete anos não existe nenhuma obra no município, apesar da arrecadação nesse tempo chegar a mais de R$ 2 bilhões. “Para onde foi todo esse dinheiro? ”, perguntou. Aproveitou para enumerar alguns dos problemas da cidade, que está abandonada, escura, suja e nada tem sido feito para reverter essa situação, apesar da arrecadação. “Nem remédio se encontra nos postos de saúde”.
Outra situação abordada pelo presidente do Poder Legislativo, foi o processo que envolve o prefeito que acabou por leva-lo a prisão. Afirmou que não está parado, que segue seus trâmites.
Por fim, conclamou a união de toda a sociedade, as igrejas, as lideranças políticas como os ex-prefeitos, ex-deputados e empresários para enfrentar todo esse mal que se instalou no município. “Me coloco à disposição com vocês para enfrentarmos esse sistema criminoso”, enfatizou acrescentando que uma quadrilha se instalou dentro do Poder Executivo mateense.
Terminou aplaudido pelo forte discurso que, para muitos mexeu com os brios dos mateense que desejam ver essa administração fora do município e “na cadeia”, segundo o aposentado Givanildo Alves dos Santos.

As proposições ficaram para a próxima sessão, quando serão discutidas e votadas. Kásio Mendes, líder do prefeito, ameaçou dizendo que nenhum requerimento da oposição será aprovado pela bancada governista, que é maioria.
Prefeito Daniel, o Carrasco de São Mateus
- Com informações do Jornal do Norte
- Fotos: Paulo Fundão CMSM – Divulgação
- Foto: Prefeito – Reprodução FV
POLÍTICA & GOVERNO
Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1
Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais
Brasília – DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.
O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.
De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.
Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.
Veja o que prevê o projeto de lei:
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- Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
- Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
- Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
- Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
- Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
- Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
- Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
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- Informações da Presidência da República
- *Foto destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
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