Política & Governo
Governador participa da entrega de unidades habitacionais em Linhares
POLÍTICA & GOVERNO
Por Giovani Pagotto*
O governador do Estado, Renato Casagrande, participou, nesta sexta-feira (16), da entrega de 917 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida – do Governo Federal – no município de Linhares. O evento contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Filho, e representou um marco para a política habitacional na região norte do Estado.
Na ocasião, Casagrande anunciou um importante benefício para famílias capixabas de baixa renda: a quitação integral do saldo devedor de 209 contratos do programa Minha Casa, Minha Vida – Faixa 1, voltado para beneficiários com renda familiar de até R$ 2.850,00. As unidades contempladas estão localizadas no Residencial Mata do Cacau.
“Todos vocês ao receber a chave de sua casa choram de emoção, pois a dignidade bateu à sua porta. O sonho que vocês tinham começa a se realizar. Dos 917, temos pessoas do Benefício da Prestação Continuada (BPC), temos do Bolsa Família, mas temos pessoas que não têm nenhum desses benefícios e teriam que pagar 60 prestações de R$ 350. Através da parceria com o Governo Federal, com o presidente Lula e com o ministro Jader, o Governo do Estado vai pagar essas prestações”, afirmou o governador.
O investimento, viabilizado com recursos do Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social (FEHAB), é fruto da parceria entre o Governo do Estado, o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal. A iniciativa reforça o compromisso da gestão estadual com o direito à moradia e visa a redução do déficit habitacional em regiões mais vulneráveis do Estado.
“O Governo Federal tem o ‘Nossa Casa, Minha Vida’ e nós temos o Nossa Casa, aqui do Governo do Espírito Santo. Estamos trabalhando de forma conjunta. Assim vamos dando mais dignidade aos capixabas e poder ajudar a realizar seus sonhos da casa própria”, completou Casagrande.

O secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, Marcos Soares, falou sobre a importância da entrega. “Ela representa uma grande conquista para todos nós. Nosso compromisso é garantir, cada vez mais, o direito à moradia digna para quem mais precisa e justiça social à nossa população. Por meio da parceria entre o Governo Federal e o Governo do Estado, vamos investir cerca de R$ 5 milhões para juntos atingir esse objetivo e transformar vidas”, destacou.
A quitação ofertada será realizada em parcela única e à vista, em favor das famílias beneficiadas, garantindo a titularidade plena a seus imóveis.
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* Governo do Estado / Comunicação – Conteúdo
* Foto: Mateus Fonseca / Governo do Estado
POLÍTICA & GOVERNO
Presidente da Câmara de Vitória arquiva pedido de cassação de vereador do PT
O arquivamento foi interpretado como uma derrota para a Prefeitura de Vitória, já que a prefeita Cris Samorini (PP) não esperava a reação da maioria dos vereadores diante da ofensiva contra o parlamentar petista.
Vitória (ES)
Pelo segundo dia consecutivo, nesta quarta-feira (22), a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Vitória esvaziou o plenário, impedindo a votação de uma das matérias mais importantes do Legislativo: o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhado pelo Executivo.
A reação dos parlamentares teve início após a tentativa da Prefeitura de viabilizar a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Professor Jocelino (PT).
A Procuradoria-Geral do Município solicitou que o presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos), encaminhasse o caso à Corregedoria da Casa, medida que poderia, em tese, resultar na cassação do mandato do vereador petista.

Nos bastidores da política capixaba, a iniciativa foi vista como um equívoco estratégico da prefeita. A avaliação é de que o Executivo não dimensionou a reação do plenário, o que acabou provocando um desgaste político desnecessário e uma derrota que não fazia parte dos planos da administração.
Aliado da prefeita, Anderson Goggi saiu em defesa da autonomia do Legislativo e anunciou que arquivará o pedido da Procuradoria.
“O fato de eu estar na base da prefeitura não interfere na minha decisão. Entendo que essa questão deveria ser resolvida pelo Executivo na esfera judicial. Depois, caso haja condenação ou qualquer decisão, o Parlamento poderá ser provocado”, afirmou Goggi.
Origem da polêmica
O impasse teve origem em uma publicação feita pelo vereador Professor Jocelino nas redes sociais, na qual ele afirmou que uma empresa contratada pela Secretaria Municipal de Educação é alvo de investigação da Polícia Federal.
Embora a empresa realmente seja investigada, a apuração não está relacionada ao contrato firmado com a Prefeitura de Vitória. Em sua publicação, o vereador não fez essa associação direta, mas levantou questionamentos sobre a idoneidade da contratação.
“Aqui em Vitória, o mandato do Professor Jocelino já havia apresentado denúncias e levantado questionamentos sobre contratos relacionados com empresas que atuam na educação do município”.
Caso entendesse que houve ofensa à honra, a prefeita Cris Samorini ou a própria Procuradoria-Geral poderiam recorrer ao Judiciário, alegando eventual prática de calúnia, difamação ou outro ilícito, embora a interpretação jurídica sobre esse tipo de manifestação seja considerada delicada.
Esvaziamento do plenário
Na sessão desta quarta-feira, apenas seis vereadores permaneceram no plenário, número insuficiente para garantir quórum e dar continuidade aos trabalhos legislativos.
Estiveram presentes Anderson Goggi, Armandinho Fontoura (PL), Davi Esmael (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo), Darcio Bracarense (PL) e Luiz Emanuel (Republicanos).
Líder da prefeita na Câmara, Leonardo Monjardim criticou o movimento de esvaziamento.
“Não dá para parar a cidade, deixar de discutir o orçamento e interromper as sessões como forma de retaliação. Retaliação a quem? Há excesso? Talvez tenha, mas é preciso debater e discutir os caminhos”, afirmou.
Com o arquivamento do pedido de abertura do processo disciplinar contra Professor Jocelino, a expectativa é que a LDO seja apreciada na próxima sessão, marcada para segunda-feira (27).
Pedido de desculpas
No meio da crise política, um episódio chamou a atenção. Na sessão de terça-feira (21), Anderson Goggi foi flagrado proferindo palavrões logo após o encerramento dos trabalhos. As declarações foram captadas pelo microfone da Mesa Diretora.
Nesta quarta-feira, o presidente pediu desculpas aos servidores da Casa e “às pessoas que porventura não gostaram” das palavras utilizadas, embora tenha afirmado que não se arrepende da reação.
Segundo Goggi, a irritação ocorreu após ser informado de que alguns vereadores pretendiam esvaziar a sessão caso ele não comunicasse à prefeita que arquivaria o pedido contra Jocelino.
“Não aceito ser chantageado. Fiquei indignado e falei palavrões por causa da minha revolta.”
O presidente da Câmara também reforçou que sua decisão teve como objetivo preservar a independência do Poder Legislativo.
“Sou totalmente solidário ao vereador Jocelino. Hoje é com o Jocelino; amanhã pode ser com qualquer outro vereador. Me posicionei em defesa do Parlamento”.
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- Da Redação / Com informações de A Gazeta.
- Foto de destaque: Divulgação / CMV.
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