Política Estadual
Deputados estaduais aprovam projeto que aumenta ICMS para 19,5%
POLÍTICA & GOVERNO
Por Paulo Borges – Vitória / ES
Os deputados estaduais, em sua maioria, aprovaram em regime de urgência, numa sessão extraordinária, nesta segunda-feira (27), o projeto de lei do governo do Estado que tem como finalidade o aumento da alíquota básica do ICMS de 17% para 19,5%. Dos 29 parlamentares presentes, 13 foram contras e a base chapa branca venceu por apenas dois votos, até porque o presidente da sessão não vota.

Nas galerias um grupo de populares protestava contra os deputados governista e ficou surpreso com o voto contra o projeto pela deputada do PSOL, Camila Valadão. Foi aplaudida nas galerias, mas surgiram comentários de que sua condição de pré-candidata a prefeita de Vitória, a fez votar contra “para agradar a maioria que é contra o aumento de impostos”.
Os deputados Lucas Polese (PL) e Callegari (PL) foram até as galerias da Assembleia Legislativa para conversar com os populares e explicar que o governo tem maioria na Casa e fica difícil a oposição atuar numa situação dessa.
“Mas vale observar que o governo venceu por apenas dois votos de diferença, o que já é um avanço”, disse Callegari.
O projeto entrou na pauta porque o líder do governo na Assembleia, Dary Pagung (PSB), pediu regime de urgência. Solicitou que a sessão ordinária fosse derrubada para que o projeto fosse aprovado numa sessão extra – isso porque o regimento diz que o projeto não pode ser lido e votado na mesma sessão.
Ficou para o vice-líder do governo, Tyago Hoffmann (PSB), relatar o projeto, de forma oral, nas Comissões de Justiça e Finanças. Ele justificou que a principal razão do aumento da alíquota, num estado equilibrado como o Espírito Santo, é para fazer frente às eventuais perdas que o Estado poderá sofrer com a Reforma Tributária, que ainda tramita no Congresso.

“Se a Reforma Tributária fosse aplicada hoje, o Espírito Santo perderia 30% de sua arrecadação”, disse Hoffmann. Ele também justificou que outros estados teriam iniciado a movimentação, de forma irresponsável, do aumento das alíquotas para receberem uma fatia maior do IBS – Imposto sobre Bens e Serviços que irá substituir o ICMS e o ISS. “É por isso que relato pela constitucionalidade e pela aprovação”.
deputados que votaram contra o projeto:
Callegari (PL), Capitão Assumção (PL), Danilo Bahiense (PL), Lucas Polese (PL),Coronel Welinton (PTB), Alcântaro Filho (Republicanos), Lucas Scaramussa (Podemos), Bispo Alves (Republicanos), Hudson Leal (Republicanos), Camila Valadão (Psol), Pablo Muribeca (Republicanos), Allan Ferreira (Podemos) e Zé Preto (PL).
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* Portal Pauta 1 – Reportagem Paulo Borges / Foto: Ales (Reprodução / Foto/Crédito: Victor Thomé (Thiago Hoffmann)
POLÍTICA & GOVERNO
Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1
Proposta prevê também redução de jornada a 40 horas semanais
Brasília – DF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.
A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial. Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.
O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.
De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.
Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral. “O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.
Veja o que prevê o projeto de lei:
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- Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
- Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
- Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
- Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
- Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
- Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
- Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana
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- Informações da Presidência da República
- *Foto destaque: Crédito – Marcelo Camargo / Agência Brasil
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