Política Nacional
PT elege executiva com foco em reeleição de Lula e críticas a Trump
Política / Eleições
No tema das eleições, Edinho Silva ainda falou ser prioridades do PT maior articulação política com eleitores e partidos que representam os evangélicos
Por Francisco Artur de Lima* – Brasília / DF
O Partido dos Trabalhadores (PT) formou neste sábado (23/8) a nova diretoria executiva. Presidido pelo prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, a legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá a ala interna Construindo um Novo Brasil (CNB) no comando dos principais cargos internos. Ao todo, essa ala ocupará 14 dos 26 cargos da legenda.
Na comissão executiva do PT, haverá cinco vice-presidentes: Jilmar Tatto, Joaquim Soariano, José Guimarães, Rubens Junior e Washington Quaquá. Os líderes das bancadas da Câmara e do Senado são Lindbergh Farias e Rogério Carvalho, respectivamente.
Mobilização
Após a definição dos nomes que vão comandar o PT, o presidente Edinho Silva elencou as principais ações do partido para os próximos meses e sobretudo às eleições de 26. Ele foi enfático ao afirmar que o principal compromisso da legenda é defender a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“As eleições de 26 formam o eixo central. A nossa prioridade é batalhar pela reeleição de Lula”, pontuou Edinho. Embora coloque como principal agenda a pauta da reeleição, Lula ainda não confirma publicamente que concorrerá por mais um mandato à frente do Planalto.
No tema das eleições, Edinho Silva ainda falou ser prioridades do PT maior articulação política com eleitores e partidos que representam os evangélicos. “O partido tem que ter mais presença junto a lideranças religiosas. Sabemos que precisamos trabalhar para que essa aproximação ocorra cada vez mais. É preciso romper esse preconceito que se criou (com evangélicos)”, projetou Edinho.
A preocupação com o eleitorado evangélico vem sob a perspectiva de que é esse um dos principais públicos que reprovam a gestão do governo Lula. A pesquisa Quaest divulgada na semana passada mostrou que 65% dos eleitores que se identificam como evangélicos desaprovam a gestão do presidente. Esse percentual até oscilou em favor do presidente, já que, em julho, 69% dos evangélicos reprovaram Lula.
Críticas ao Tarifaço
O presidente Edinho Silva também comentou que mobilizações em prol da bandeira em defesa da soberania nacional e contra o ‘tarifaço’ de 50% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros serão protagonizadas pelo PT. Uma deles será feito nas celebrações da Independência do Brasil, no 7 de Setembro.
Neste dia, disse Edinho, serão feitas diversas manifestações contra o governo de Donald Trump. A ideia é que os diretórios estaduais do PT organizem suas mobilizações.
“O Brasil está sendo penalizado injustamente. As tarifas sempre foram utilizadas para equilibrar relações comerciais, mas estão sendo usadas pelo governo Trump de forma autoritária, sem nenhum fundamento e com viés político. Um viés político que tem por objetivo impedir a apuração de crimes graves. Primeiro, uma tentativa de golpe. Se o povo brasileiro banalizar o que aconteceu em 8 de janeiro de 23, nós vamos abrir precedente histórico gravíssimo. Toda vez que alguém perder eleição vai se sentir no direito de organizar um golpe para que o resultado da eleição não seja cumprido. Isso é grave”, protestou.
Edinho também defendeu as falas feitas durante o evento do PT pelos ministros Fernando Haddad (Economia), que chamou o tarifaço de atitude hostil do governo trump; e do vice-presidente Geraldo Alckimin (Desenvolvimento, Indústria e Serviços), que considerou a medida como injustificada.
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* Correio Braziliense – Conteúdo
* Foto/Destaque: Crédito – Anderson Barbosa
Política / Eleições
Marcos do Val, após ser excluído de sabatinas da Rede Gazeta, aciona a Justiça Eleitoral
O senador Marcos Do Val (Avante-ES), candidato à reeleição ao Senado Federal, ingressou nesta segunda-feira (14) com representação e pedido de tutela de urgência no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo contra a Rede Gazeta (TV Gazeta e Rádio CBN Vitória), após ser excluído da rodada de entrevistas com candidatos ao Senado que a emissora promove entre os dias 14 e 18 de setembro.
Segundo a campanha, a Rede Gazeta havia comunicado previamente aos candidatos, em reunião realizada em 20 de agosto, que participariam das sabatinas aqueles que atingissem 5% ou mais na última pesquisa estimulada de intenção de voto do instituto Quaest, contratada pela própria emissora. Marcos Do Val cumpriu esse critério: na pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto, o senador obteve exatamente 5% no cenário estimulado para a primeira vaga ao Senado.
Apesar disso, a emissora o excluiu da lista de sabatinados alegando que ele não teria atingido o percentual — usando, para isso, um recorte “consolidado” da pesquisa, não divulgado nem explicado aos candidatos como critério de corte, e conhecido apenas depois de apurado o resultado. Trata-se, segundo a campanha, de parâmetro que não constava das regras originalmente apresentadas e que teria sido aplicado para produzir a exclusão do senador.
Na representação protocolada no TRE-ES, a defesa do senador pede a inclusão imediata de Marcos Do Val na rodada de entrevistas ou, subsidiariamente, a realização de sabatina em condições equivalentes às oferecidas aos demais candidatos, antes do dia 4 de outubro, data da eleição.
“A Rede Gazeta criou uma regra, eu cumpri a regra, e ainda assim fui excluído por um critério inventado depois que o resultado já era conhecido. Isso não é jornalismo imparcial, é seleção arbitrária de quem pode ou não falar com o eleitor capixaba”, afirma o senador.
Marcos Do Val reforça que não se opõe à existência de um critério objetivo de corte para as sabatinas — pelo contrário, defende que esse critério exista e seja aplicado de forma igual a todos. O que contesta é o uso de uma pesquisa realizada num momento ainda inicial da campanha, antes de os candidatos terem tido oportunidade plena de se apresentar ao eleitor e expor suas propostas, como parâmetro definitivo e insuscetível de revisão — sobretudo quando aplicado de forma seletiva, prejudicando apenas um dos candidatos que o atingiu.
Para o senador, o episódio expõe um padrão mais amplo: candidaturas como a sua, que historicamente fazem oposição frontal ao sistema político, ideológico e econômico que governa o país há décadas, enfrentam resistência crescente de parte da grande mídia em 2026 — resistência que, no entender do senador, se manifesta também na forma como esses veículos moldam o acesso dos candidatos a seu público. Marcos Do Val lembra ainda que sua exclusão priva do contato direto com a cobertura da Rede Gazeta não apenas um candidato, mas um senador eleito e em pleno exercício do mandato.
A campanha espera pronta resposta da Justiça Eleitoral e reafirma confiança de que a decisão da emissora será revista, assegurando a Marcos Do Val o mesmo espaço concedido aos demais candidatos que atingiram o critério anunciado.
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Sobre Marcos do Val:
Marcos Ribeiro do Val é senador da República pelo Espírito Santo, eleito em 2018, e candidato à reeleição pelo Avante nas Eleições 2026.
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- Matéria veiculada na mídia capixaba
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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