Eleições 2026
Lucas Polese é o deputado federal mais votado da história do ES
Política / Eleições
Com 419,7 mil votos, candidato do PL supera o recorde de Amaro Neto, que havia obtido 181.813 votos em 2018
Vitória (ES)
Lucas Polese (PL) fez história nas eleições de 2026 ao se tornar o deputado federal mais votado da história do Espírito Santo. Em sua primeira disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, o parlamentar recebeu 419.735 votos, segundo a totalização das urnas.
A votação representa 19,66% dos votos válidos no Estado e colocou Polese com ampla vantagem sobre a segunda colocada, Jack Rocha (PT), que recebeu 142.187 votos.
O resultado também superou o recorde anterior para deputado federal no Espírito Santo, que pertencia a Amaro Neto (PP). Em 2018, ele recebeu 181.813 votos. A votação de Polese em 2026 foi mais que o dobro da marca anterior.
Esta foi a segunda eleição disputada por Lucas Polese. Em 2022, aos 26 anos, ele foi eleito deputado estadual pelo PL, conquistando uma cadeira na Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

O parlamentar iniciou sua trajetória política há cerca de dez anos, com atuação em movimentos políticos e participação na liderança do Instituto Liberal do Espírito Santo (Iles).
Durante a campanha deste ano, Polese ganhou projeção por sua atuação em pautas relacionadas ao combate à corrupção, à defesa da propriedade privada e às críticas a ações de invasão de terras. Também fez denúncias sobre questões envolvendo obras e alterações no traçado da Rodovia do Sol, tema que gerou repercussão política no Estado.
Identificado com pautas conservadoras, Lucas Polese afirmou que pretende levar para Brasília a defesa de seus valores políticos, buscar recursos e investimentos para o Espírito Santo e atuar contra privilégios que, segundo ele, prejudicam os cidadãos que trabalham para sustentar suas famílias.
Com a votação histórica, Polese deixa a Assembleia Legislativa e inicia, a partir de 2027, uma nova etapa de sua trajetória política, agora como representante capixaba na Câmara dos Deputados.
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- Da Redação / Pauta1
- Foto Destaque: Crédito – JV Andrade / Ales
Política / Eleições
Governo do Espírito Santo: a eleição entra em uma nova fase
Da Redação* | Vitória (ES)
A eleição para o Governo do Espírito Santo terá segundo turno entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). Com 100% das urnas apuradas, Pazolini recebeu 1.048.633 votos (49,65%), enquanto Ferraço obteve 719.397 votos (34,06%). A votação decisiva será em 25 de outubro.
O resultado do primeiro turno redesenha completamente a disputa. Pazolini ficou a poucos décimos de alcançar a maioria absoluta dos votos válidos e, portanto, de encerrar a eleição já no primeiro turno. Ferraço, por sua vez, garantiu a segunda colocação e terá agora uma nova etapa de campanha para ampliar sua votação.
O terceiro colocado, Helder Salomão (PT), terminou com 15,32%, enquanto Breno Barcelos (Missão) teve 0,85% e Rafael Demuner (UP), 0,13%.
Dois projetos e uma nova disputa
A segunda etapa coloca frente a frente dois políticos com trajetórias bastante diferentes.
Pazolini, de 44 anos, é delegado de polícia e ganhou projeção política no Espírito Santo como deputado estadual e, posteriormente, prefeito de Vitória, cargo para o qual foi reeleito em 2024.
Ricardo Ferraço, de 63 anos, tem uma trajetória política mais longa. Já foi vereador, deputado estadual, deputado federal, vice-governador e senador. Assumiu o Governo do Estado em abril de 2026, após a renúncia de Renato Casagrande para disputar uma vaga no Senado.
A campanha, portanto, passa a colocar em confronto a experiência acumulada de Ferraço e a trajetória mais recente de Pazolini na política capixaba, sem que isso, por si só, determine o resultado eleitoral.
O que muda no segundo turno
A principal mudança é matemática e política: os dois candidatos precisam agora dialogar com um eleitorado que, no primeiro turno, optou por outras candidaturas.
O destino dos votos de Helder Salomão passa a ser um dos elementos da nova etapa. O candidato petista, que recebeu mais de 320 mil votos, declarou após o resultado que não anunciaria imediatamente apoio individual a nenhum dos dois concorrentes e que a decisão seria discutida coletivamente.
Também haverá uma disputa importante pelo eleitor que não votou em nenhum dos dois candidatos no primeiro turno, além dos votos brancos, nulos e daqueles que se abstiveram.
A eleição capixaba chega, assim, a uma fase completamente diferente. Não se trata mais de uma disputa entre cinco candidatos, mas de uma escolha direta entre Pazolini e Ferraço. As próximas três semanas deverão ser marcadas por alianças, negociações políticas, debates e pela tentativa de cada campanha de ampliar sua capacidade de diálogo com diferentes segmentos do eleitorado.
Para o Espírito Santo, o dia 25 de outubro será, portanto, o momento em que o eleitor decidirá entre os dois nomes que sobreviveram ao primeiro turno e definirá quem comandará o Palácio Anchieta no próximo mandato.
Se quiser, posso transformar esse material em uma coluna política mais forte, no estilo “Rumos da Política”, com título, subtítulo e uma análise dos bastidores de Pazolini x Ricardo Ferraço, incluindo o papel de Casagrande, Helder Salomão, PL, Republicanos, MDB e os votos do interior.
- Com informações do TRE-ES / TSE
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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