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Coluna / Opinião

Rumos da Política / fevereiro – 2ª edição

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OPINIÃO

Por Paulo Roberto Borges

Vereadores representativos

Grande parte da população tem a ideia de que o vereador ocupa uma posição menos importante na estrutura política. Ledo engano. Trata-se de um equívoco decorrente do desconhecimento sobre as atribuições desse agente público, que é justamente o político mais próximo da comunidade, do cidadão comum e das demandas cotidianas da população. Para muitos, é também a porta de entrada para a vida político-partidária.

O vereador é quem efetivamente representa o cidadão, o morador das nossas cidades. É ele quem está mais acessível, sobretudo nos momentos de maior necessidade. Atua, muitas vezes, onde o município e até o Estado falham ou se ausentam.

Dito isso, é importante ressaltar que há bons vereadores espalhados por diversos municípios e câmaras do Espírito Santo. Destaco, em especial, a Câmara Municipal de Vitória, nossa bela capital.

É difícil afirmar que seus membros não sejam comprometidos, atuantes e representativos dos bairros que compõem a cidade. O nível do parlamento municipal é elevado. Cada vereador possui seu estilo e suas características próprias. Defendem ideologias distintas — o que, longe de desqualificá-los, fortalece o debate democrático. Não se ouve falar, nem se constata, envolvimento em atos de corrupção.

Seu presidente, o vereador Anderson Goggi (Republicanos) — assim como seus antecessores — tem se destacado pela retidão com que conduz e defende a instituição.

O cidadão de Vitória está bem representado.

Em tempo: A Câmara de Vitória é o órgão mais transparente do Espírito Santo, é Selo Diamante, é, como diz o seu presidente, Anderson Goggi, farol para outros órgãos.

Blindagem e hipocrisia

Os membros da esquerda e da base do governo federal na CPMI do INSS, nos discursos falam com veemência da necessidade de se apurar e punir quem esteja envolvido na roubalheira do órgão previdenciário. Na hora de votar para aprovar requerimento para envolvidos deporem, eles são contra. E descobriu-se que o líder do governo do PT, Paulo Pimenta, teria participado de reunião em mansão de Brasília, articulando para prejudicar a CPMI.

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O PT usa muito a tática da fumaça para esconder o fogo. O governo diz ser a favor da CPMI do INSS, mas joga contra.

Mudanças à vista

Pode haver mudanças na composição da Câmara Municipal de Santa Teresa. O plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) votou pela cassação do mandato do vereador José Roberto Neto (PSD), além de anular todos os votos recebidos pela legenda.

Todo esse imbróglio decorre de uma suposta fraude à cota de gênero na chapa montada pelo PSD nas eleições de 2024. O juiz Hélio João Pepe de Moraes, relator da ação de investigação judicial, votou pela cassação do mandato do parlamentar.

________

Resumão

De A a Z – No Brasil, vários órgãos governamentais estariam aparelhados pela esquerda, especialmente pelo PT. Foram anos, segundo críticos, estruturando um sistema que oprime, censura e persegue.

Discurso forte – O presidente da Câmara de Vitória, Anderson Goggi (PP), subiu à tribuna na sessão de terça-feira (24) e fez severas críticas ao diretor-presidente do DER, Eustáquio de Freitas. O assunto foi o desvio de uma rodovia que passou por terras de um ex-deputado, o qual recebeu indenização. O clima foi tenso.

Fato – Um líder comunitário não precisa, necessariamente, pertencer a uma associação de moradores. Normalmente atua de forma voluntária, o que o deixa livre das amarras de um presidente de associação eventualmente indicado por políticos.

Ajuda – O deputado federal Messias Donato (Podemos) tem sido, segundo o prefeito Fernando Rocha (PDT) e o presidente da Câmara, Darley Espíndula (PP), um grande aliado do município de Santa Leopoldina. Suas emendas parlamentares têm sido importantes para a realização de benfeitorias que beneficiam a população leopoldinense.

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Enigmático – O vereador de São Mateus, Raphael Barboza (PDT), afirmou em sessão da Câmara que não compactua com “rachadinha”. Logo depois, mencionou que uma festa comunitária teria custado R$ 400 mil, enquanto outra realizada por ele, no Nativo, saiu por apenas R$ 12 mil. O vereador Cristiano Balanga acompanhou atentamente a fala…

Agressores – Integrantes da tropa de choque do governo, que não assinaram, mas participam da CPMI do INSS, partiram para cima da Mesa Diretora, agredindo parlamentares e tentando reverter uma derrota imposta democraticamente pela oposição. Após o episódio, recorreram ao presidente do Senado, David Alcolumbre, e devem acionar o Supremo Tribunal Federal para contestar a decisão tomada em votação dos requerimentos. Tudo isso, segundo a oposição, para tentar livrar “Lulinha”, citado como personagem central no escândalo envolvendo aposentados e pensionistas.

Máxima filosófica – O português D. João VI dizia que “quando não se sabe o que fazer, é melhor não fazer nada”.

Sentença – A Justiça do PT é à La Carte.


Pode isso, Arnaldo?!

Não. Não pode.

As bikes elétricas continuam circulando pelas calçadas, colocando em risco a segurança das pessoas, principalmente idosos e crianças. Nas proximidades do ponto de ônibus em frente ao Shopping Vitória, o abuso e a irresponsabilidade de alguns condutores dessas bicicletas beiram as raias da imprudência.

Quando haverá uma ação efetiva contra essa prática que expõe pedestres ao perigo?

Reflexão

“Seja você mesmo. Todos os outros já existem.”
— Autor desconhecido

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OPINIÃO

Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil

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A baixa produtividade do trabalhador brasileiro tem origem no modelo extrativista da economia que vem do colonialismo e, em muitos aspectos, permanece em vigor, mesmo tendo à frente governos liberais ou progressistas

Por Arthur Gebara Júnior*

A produtividade do trabalhador brasileiro é considerada baixa quando comparada à de países desenvolvidos e de algumas nações em desenvolvimento. O Brasil ocupa a 94ª posição no ranking global de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ficando atrás até mesmo de vizinhos latino-americanos com graves dificuldades estruturais.

Na América Latina, por exemplo, o Brasil perde para o Uruguai, o Chile, a Argentina e Cuba – país que lida há décadas com um embargo econômico e fortes limitações sob um governo centralizado. No ranking global de produtividade por hora trabalhada, que avalia 184 países, o Brasil registra uma geração média de riqueza de US$ 21,2 por hora. No contexto regional, o Uruguai lidera com US$ 38, seguido por Chile (US$ 34,4), Argentina (US$ 33,8) e Cuba (US$ 22,6).

O indicador é calculado pela OIT ao dividir o Produto Interno Bruto (PIB) em dólares pelo total de horas trabalhadas da população ativa. Os líderes mundiais em produtividade são a Irlanda (US$ 164,7), Luxemburgo (US$ 159), Noruega (US$ 125,6) e Cingapura (US$ 100,4). Em relação aos Estados Unidos, onde o trabalhador gera US$ 81 por hora, o rendimento brasileiro representa apenas cerca de 26% da riqueza produzida por um americano.

A pesquisa da OIT (com dados do primeiro trimestre de 2026) também aborda a jornada semanal. O brasileiro trabalha, em média, 38,9 horas por semana, índice inferior ao de 97 países, incluindo nações como a China (46,1 horas), Índia (45,7 horas) e o México (42,2 horas). A possível aprovação da jornada 6×1, em andamento no Congresso Nacional, por exemplo, deve aumentar o custo para o empregador e para o consumidor, sem alterar a produtividade.

Mas, afinal, o que trava a produtividade? Por que o país permanece estagnado nesse patamar há décadas? Trata-se de uma questão complexa, na qual fatores históricos e estruturais exercem um papel decisivo.

Para ajudar a entender a baixa performance do trabalhador brasileiro, é possível recorrer ao chamado “mito da preguiça tropical”: ideias racistas e deterministas do século XIX, herdadas do período colonial, tentavam culpar o clima ou a etnia pelo atraso econômico. No entanto, a história econômica desmente esses mitos ao demonstrar a alta intensidade de esforço físico imposta aos trabalhadores sob regimes de exploração e escravidão.

Instituições determinantes

Daron Acemoglu é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e James A. Robinson, professor de ciência política da Universidade de Chicago. Os dois receberam o Prêmio Nobel de Economia pelo conjunto de suas pesquisas acadêmicas fundamentais sobre como as instituições sociais e políticas afetam a prosperidade dos países, que servem de base para a tese apresentada na obra “Por que as Nações Fracassam”. Este livro destaca como as justificativas geográficas e culturais para decretar a riqueza ou a pobreza de um país não convencem. Os dois especialistas afirmam que o desenho de suas instituições é determinante.

Para uma análise mais precisa, eles classificaram os países em duas categorias. Os de economias inclusivas, que promovem a prosperidade ao garantir direitos de propriedade, incentivar a inovação e distribuir o poder político, com um resultado histórico que gera crescimento sustentável de longo prazo. Direitos amplos, garantia da propriedade privada com segurança jurídica e regulação clara também contribuem para a construção de um ambiente favorável aos investimentos, o que não tem ligação com fatores geográficos e culturais. A educação, a qualificação e o preparo do trabalhador afetam diretamente a sua produtividade.

Já as nações enquadradas como extrativistas concentram a riqueza nas mãos de poucas elites e barram o desenvolvimento. Embora a questão das instituições seja parte das regras do jogo, ela é também determinante para o desenvolvimento de um país. O modelo que os economistas classificam como extrativista não estimula o trabalhador, o que afeta de maneira decisiva a sua produtividade. Ele não tem incentivo para se educar ou investir na sua qualificação técnica, o que o impede de enxergar oportunidades, se preocupar em inovar ou empreender. Além disso, não existe a perspectiva e a garantia de que será recompensado e se apropriará dos resultados do seu esforço, já que o investimento produtivo é muito baixo, com falta de capital físico, o que compromete a produtividade.

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O livro compara o sucesso de países como os Estados Unidos com a economia de nações da América Latina, África e Ásia, explicando como essas características institucionais e políticas são cruciais para o êxito ou o fracasso. No caso da América Latina, o modelo colonial de dominação e exploração gerou instituições extrativistas que concentram renda e travam a produtividade moderna.

Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil

E o Brasil?

O país ainda sofre com as sequelas desse modelo. O latifúndio colonial limitou o acesso à propriedade para a maioria da população, enquanto a escravidão prolongada atrasou a criação de um mercado consumidor livre e qualificado.

Marcel Solimeo, economista-chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alerta que a educação e, especialmente, a qualificação dos trabalhadores ainda não são efetivas. “Existem cursos de qualificação profissional em várias entidades empresariais, escolas e institutos de formação técnica, mas o problema vem da educação básica, ainda muito deficiente e que continua produzindo um grande número de analfabetos funcionais”, diz.

O economista afirma ainda que “a falta de cultura geral e o pouco interesse de alguns setores do empresariado pela educação e pelo investimento na qualificação do trabalhador agravam o problema.”

Determinismo histórico

Historicamente, a estrutura econômica brasileira priorizou a extração de recursos de baixo valor agregado para exportação. Esses fatores afetam diretamente a produtividade do trabalhador, que recebe menos e tem menor acesso à infraestrutura e à tecnologia de ponta.

Países dominados por dinâmicas extrativistas entram em ciclos de estagnação, pobreza e disputas pelo controle do Estado. Nesse contexto, fica claro que atribuir a baixa produtividade à cultura do povo desvia o foco dos problemas reais e das falhas dos sistemas econômicos, ignorando as profundas diferenças entre modelos inclusivos e exploradores.

Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP e professor de História Econômica do Insper, trata-se de um problema crônico: “Ao longo de toda a sua história, o Brasil sofreu com essas instituições extrativistas que, infelizmente, se mantêm vivas, independentemente da linha ideológica dos sucessivos governos. Nem a ascensão de governos declaradamente progressistas foi capaz de promover mudanças“.

O professor acrescenta que, além do problema da baixa qualificação do trabalhador, o Estado muitas vezes protege interesses corporativos específicos em vez de garantir a livre concorrência, criando um ambiente de negócios que penaliza o empreendedorismo em massa, dificulta ganhos de eficiência e desincentiva os ganhos de produtividade do trabalhador.”

O mapa da baixa produtividade

A colonização estabeleceu bases estruturais que moldaram o destino econômico e social de continentes inteiros. A África teve fronteiras desenhadas arbitrariamente pelas potências europeias na Conferência de Berlim, o que fragmentou etnias, alimentou conflitos civis duradouros e estruturou economias baseadas na exportação de commodities primitivas.

A Ásia sofreu com a exploração comercial agressiva e a imposição de tratados desiguais, sendo que a desestruturação de impérios locais abriu caminho para instabilidades políticas prolongadas no século XX.

Na América Latina, o foco na extração de recursos e na monocultura para exportação deixou um legado de extrema desigualdade social, concentração de terras e dependência externa.

A Divergência Coreana

Em “Por que as Nações Fracassam”, os autores mostram o contraste entre as duas Coreias: a do Norte (comunista) e a do Sul (capitalista). O capítulo ilustra como as instituições e os modelos econômicos superam o determinismo geográfico.

A Coreia do Sul adotou o capitalismo de Estado, investiu massivamente em educação de base e promoveu indústrias voltadas à exportação – os chamados chaebols (conglomerados empresariais familiares) -, transformando-se em uma potência tecnológica global.

Por outro lado, a Coreia do Norte seguiu o modelo de economia planejada e fechada do sistema comunista (Juche), priorizando o setor militar e sofrendo com o isolamento internacional, a estagnação econômica e as crises de abastecimento.

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A retomada de Singapura e da China

A ascensão do Sudeste Asiático e da China redefiniu o equilíbrio de poder econômico mundial por meio do pragmatismo estratégico. Singapura transformou-se de uma ilha portuária vulnerável e sem recursos naturais em um centro financeiro global, com um sucesso baseado em forte controle estatal, combate rigoroso à corrupção, abertura ao capital estrangeiro e foco absoluto em logística e educação.

A China recuperou-se de um século de submissão colonial, conflitos e graves convulsões internas. Sob o governo comunista a partir de 1949, passou por grandes dificuldades econômicas decorrentes das tentativas de Mao Tsetung – como o plano “O Grande Salto Adiante”. Foi com as reformas de abertura econômica iniciadas em 1978 que conseguiu combinar o controle político do Partido Comunista com zonas econômicas especiais de livre mercado, tornando-se uma potência militar e industrial e a segunda maior economia do mundo.

Defasagem

No Brasil, a imensa defasagem no ensino básico e técnico, que reduz a capacidade de inovação e a eficiência nas funções, representa um grande desafio. A infraestrutura insuficiente e pouco eficiente, associada ao chamado “Custo Brasil”, constitui outro fator determinante: logísticas precárias e transportes deficientes geram perdas diárias de tempo e recursos. A baixa incorporação de equipamentos modernos nas empresas também deprime o rendimento por hora trabalhada, ao passo que falhas na gestão de processos produtivos e a baixa valorização do capital humano prejudicam o desempenho geral.

Reformas

As reformas estruturais voltadas à produtividade no Brasil estão no radar dos especialistas. É cada vez mais urgente iniciar mudanças profundas capazes de retirar o país da armadilha da baixa produtividade e conduzi-lo a um modelo econômico inclusivo, o que exige a remoção de privilégios corporativistas e a valorização do potencial da força de trabalho. A produtividade do trabalhador brasileiro segue estagnada desde 1950, acumulando avanço de apenas 0,4% em 2025 e desaceleração contínua em 2026. Esse cenário reflete o peso do ecossistema estrutural e da burocracia, distanciando o país da média global de produtividade no trabalho.

Radiografia da Estagnação Produtiva

A eficiência do trabalho no Brasil patina em meio a desajustes setoriais e à reversão de ganhos pontuais do passado. Dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, gerido pelo FGV-IBRE, mostram que o salto temporário de produtividade registrado em 2020, devido à pandemia, foi totalmente revertido, retornando à trajetória de queda iniciada em 2017.

Após alta de 2,3% em 2023, impulsionada pela agropecuária, o indicador avançou apenas 0,1% em 2024 e fechou 2025 com alta modesta de 0,4%. O setor de serviços, que concentra a maior parte da mão de obra, mantém ganhos de produtividade próximos a zero, na casa de 0,2% ao ano.

Para a Virada Estrutural

A reversão desse quadro depende de reformas profundas, divididas em quatro frentes prioritárias:

– Consolidação e Simplificação Tributária: Fim do Custo Brasil, redução da burocracia fiscal e estímulo direto ao investimento produtivo em inovação, superando o planejamento tributário defensivo.

– Reforma Educacional e Técnica: Alinhamento curricular voltado para ciências, engenharia e ensino técnico, além de requalificação contínua de adultos frente à automação.

– Modernização Administrativa: Corte de privilégios e supersalários no funcionalismo, atrelando a máquina pública à meritocracia e à entrega de serviços eficientes.

– Abertura Comercial e Infraestrutura: Redução de barreiras tarifárias para elevar a competitividade externa e ampliação de concessões em portos, ferrovias e saneamento por meio de segurança jurídica.

Em um momento em que as atenções se voltam para as eleições de outubro, existe a expectativa de que surja um projeto inovador para a próxima gestão. Nesse sentido, refletir sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro é fundamental para confrontar os resquícios de um passado extrativista que continua a limitar o desenvolvimento nacional.

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  • Artigo publicado no Diário do Comércio – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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