Opinião / Editorial
Editorial / Um País que não decola
OPINIÃO
Vivemos num País que não queremos. O Brasil nunca foi o que sonhamos. Nossos governantes, de esquerda, direita, de centro e de qualquer outro segmento ideológico que possa existir, nunca atendeu as demandas e sonhos do brasileiro que busca prosperidade e bem-estar.
O que nos faz um país menor é o fato dos nossos homens públicos apostarem no fracasso daquele que – uma vez eleito – não possa governar pelo simples fato de não professar a mesma ideologia, mesmo que essa ideologia for apenas o desejo de fazer o Brasil ser melhor para todos. Sempre foi assim, desde o Golpe da República.
Somos uma democracia consentida e não conquistada. Alguém disse que ela deve ser relativa, o que é uma contradição que a anula. O Brasil, com todos os problemas estruturais, sociais, políticos não favoreceu para que a democracia plena – mesma com seus percalços – fosse implantada. Uma Nação em que castas são privilegiadas e acumulam privilégios em detrimento da imensa parcela da população, não é terreno fértil para implantar um regime e sistema justos que tragam justiça social, progresso e qualidade de vida para todos os brasileiros. O caminho é longo e a cada dia mais distante. Não por causa de um eventual governo de plantão, mas por uma cultura manipulada que nos empurra para a omissão e o descaso com o nosso próprio futuro.
Ainda não conseguimos realizar a grande revolução brasileira que seria através da educação. Mas, sem qualquer viés ideológico que não fosse a excelência do aprendizado que pudesse ser a mola propulsora de uma mentalidade desenvolvimentista. Estamos parados no tempo, no que pese os esforços de alguns.
Por enquanto, estamos patinando, tentando avançar, mesmo não sabendo qual rumo tomar.
Será que o Brasil é mesmo um país de um futuro que nunca chega?
OPINIÃO
Rumos da Política | Maio – 2ª edição
Por Paulo Roberto Borges 
Como assim?
A questão da segurança é a que mais está na pauta e no debate público da sociedade brasileira. As organizações criminosas promovem ações audaciosas que demonstram que se consolidaram em alguns setores da vida nacional e já ocupam algumas áreas do território do Brasil.
O presidente Lula não gostou da decisão americana de elevar essas organizações a terroristas e narco-terroristas. Ficou indignado e voltou a falar com a batida e surrada narrativa da tal soberania nacional.
Em sua narrativa colocou a intervenção dos Estados Unidos como se os americanos tivessem falado sobre isso.
Visita Presidencial
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Espírito Santo, mais precisamente à cidade de Aracruz, foi marcada pela agressão de um indígena a um dos seguranças presidenciais. O motivo da agressão ainda não foi oficialmente esclarecido, mas, diante do clima de insatisfação vivido no País, surgem diversas especulações sobre o episódio, inclusive envolvendo representantes dos povos indígenas.
População decepcionada
Foi decepcionante para a população de Pedro Canário assistir ao atual prefeito e ao ex-prefeito do município sendo conduzidos à prisão pela Polícia Federal. Mais do que decepção, o episódio representa vergonha e afronta ao cidadão que depositou seu voto acreditando estar escolhendo representantes confiáveis para administrar a cidade.
O atual prefeito, Kleilson Martins Rezende, do PSB, é considerado aliado político do ex-prefeito Bruno Araújo, do PDT. Inclusive, o que se comenta nos bastidores políticos da cidade é que a influência do ex-prefeito ainda permanece forte. Agora, a população acompanha mais um episódio que, infelizmente, não é incomum nem no Espírito Santo nem no restante do País.
Bruno Araújo era visto como uma das promessas políticas do Norte capixaba, com potencial para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições deste ano. No entanto, diante dos acontecimentos recentes, essa possibilidade parece ter perdido força e, ao que tudo indica, sua trajetória política pode ter chegado ao fim.
Golaço
Em época de Copa do Mundo de futebol, o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), marcou um verdadeiro gol de placa ao conseguir, em pouco tempo, uma agenda extensa com o presidente Donald Trump.
A conversa, que durou quase duas horas, foi considerada mais produtiva do que a do presidente Lula, que levou mais tempo para conseguir um encontro com o atual ocupante da Casa Branca.
Informações de bastidores apontam que Lula e seus assessores teriam solicitado que integrantes de facções criminosas brasileiras não fossem enquadrados como terroristas.
Sem Noção
O Itamaraty sempre foi reconhecido mundialmente pela excelência de sua diplomacia. No atual governo Lula, porém, essa credibilidade vem sendo questionada. O chanceler age como se aquela centenária instituição pertencesse ao governo, e não ao Estado brasileiro.
Uma demonstração dessa mentalidade, considerada lamentável por críticos, foi a não disponibilização de um espaço na embaixada brasileira em Washington para que um senador da República concedesse entrevista coletiva à imprensa após reunião com o presidente norte-americano.
Diagnóstico
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado por pesquisas como um dos governadores mais bem avaliados do país, tem sido alvo de uma estratégia recorrente de seus adversários políticos: a tentativa de desqualificar sua gestão. Como sua administração conta com ampla aprovação popular, Tarcísio respondeu às críticas com uma declaração direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido pela habilidade de construir narrativas políticas. “Quem não tem o que mostrar precisa construir narrativas”, afirmou o governador.
Evento em Portugal
Saiu na mídia que o chamado “Gilmarpalooza” conta com recursos públicos. Pelo menos 135 autoridades e servidores receberam autorização para participar do fórum realizado em Portugal.
De acordo com o ministro do STF, Gilmar Mendes, o principal objetivo do evento é discutir o Brasil que dá certo. O que se questiona, porém, é o fato de temas de interesse nacional poderem ser debatidos no próprio país, sem a necessidade de serem tratados no exterior.
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Bloco de Notas

Constatação – Alguém afirmou, com provas, que “Cuba é o socialismo que deu certo: acabou com as desigualdades. Está todo mundo pobre e miserável. Já os líderes continuam extremamente ricos”.
Ele disse e com razão – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em um de seus discursos, que o problema do Brasil foi ter sido governado por pessoas com pouca massa encefálica. De certa forma, ele tem razão, até porque o PT permaneceu quase 20 anos no poder.
O Sombra – O prefeito de Pedro Canário que foi preso era uma espécie de fantoche do ex-prefeito. Aliás, há casos semelhantes pelo país, e este não é pioneiro. O antigo gestor assumiu um cargo na administração do sucessor para mantê-lo sob sua influência. Agora, o “Sombra” saiu da escuridão para a claridade, e ambos acabaram presos pela Polícia Federal.
Segurança – Na sessão da última segunda-feira (25), o presidente da Câmara Municipal de Santa Leopoldina, Darley Espíndula (PP), apresentou uma indicação solicitando que o prefeito Fernando Rocha (PDT) encaminhe ao Legislativo um projeto de lei para a criação da Guarda Municipal.
Brasil Ausente – Os governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram, nesta quinta-feira (28), um compromisso para desenvolver um plano de ampliação da coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico. O Brasil ficou fora da iniciativa. Para a oposição, o antigo discurso do “Nós e Eles” agora estaria sendo substituído por “os contra e os favoráveis aos bandidos”.
Encontro – O deputado Deninho Silva foi o anfitrião do encontro do ex-governador Casagrande (PSB), do atual Ricardo Ferraço (MDB), prefeito de Cariacica Euclério Sampaio e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União), O evento aconteceu no último sábado (30), no Espaço Patrick Ribeiro. Muita gente participou.
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Pode isso, Arnaldo?

Não. Não pode.
Apesar disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou forte irritação com a possibilidade de organizações criminosas brasileiras serem classificadas como grupos terroristas. O mais surpreendente foi a declaração de que “os nossos criminosos não deveriam ser tratados como terroristas”. Segundo ele, essa situação o deixou muito triste.
A afirmação gerou controvérsia e abriu espaço para diferentes interpretações, especialmente diante do avanço da criminalidade organizada no país. Em um tema tão sensível, declarações presidenciais costumam ter grande repercussão e alimentar debates sobre segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado.
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Reflexão
“Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado”.
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