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Coluna / Opinião

Bloco de Notas / janeiro – 2ª edição

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OPINIÃO

 

Por Paulo Roberto Borges

Guriri, suas festas, suas mazelas e suas maquiagens

O balneário mateense voltou a ser notícia neste final de ano. Seja pelas festividades bem organizadas, seja pelos preparativos para o verão, Guriri ocupou espaço constante na mídia local, com anúncios de bandas, esquema de segurança e as delícias naturais do lugar.

Praia de Guriri: O Destino Mais Conhecido de São Mateus

Entretanto, para os moradores, a principal notícia continua sendo outra: os constantes alagamentos que há décadas infernizam a vida de quem reside no bairro mais famoso do município. Basta uma chuva, de qualquer intensidade, para o problema se repetir.

A Prefeitura de São Mateus promoveu algumas ações, como a instalação de bombas de sucção, que apresentaram certo resultado. Contudo, estão longe de representar a solução esperada. Trata-se, na prática, de um paliativo voltado a preparar áreas específicas onde se concentram os shows, garantindo uma boa aparência para visitantes ocasionais e veranistas.

Não deixa de ser, portanto, uma jogada de marketing. Afinal, essas benfeitorias pontuais não alteram o quadro geral do balneário nem resolvem o drama cotidiano de quem vive ali o ano inteiro.

Passados os festejos e o Carnaval, virão as conhecidas chuvas de verão e, com elas, inevitavelmente, as chuvas de críticas.

Novo visual

A partir de fevereiro de 2026, as faturas da Cesan (Companhia Espírito-Santense de Saneamento) passarão a ter um novo visual. O objetivo da mudança é tornar a conta mais clara e acessível aos clientes, com destaque para as informações essenciais e um design que facilita a leitura dos dados impressos.

O layout reformulado adota novas cores, tipografia mais organizada e uma distribuição mais intuitiva das áreas de informação. A atualização está alinhada ao compromisso da empresa de aprimorar a comunicação com seus clientes.

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A nova fatura mantém todos os elementos obrigatórios e legais, agora apresentados com um equilíbrio visual maior, cores que orientam o olhar e espaços bem definidos, tornando a consulta mais prática e eficiente.

Destaque no Norte

Marcos Guerra (@marcosguerrajaguare) • Facebook

Pouco se vê na mídia o trabalho que vem sendo desenvolvido em um dos municípios do norte do Espírito Santo. Trata-se de Jaguaré, uma cidade que se destaca como uma das mais promissoras da região, graças a uma gestão séria e comprometida com os anseios da população, liderada pelo prefeito Marcos Guerra.

A Câmara Municipal tem atuado como parceira na construção de um novo momento para o município, que no passado foi marcado por episódios negativos amplamente noticiados, para a tristeza de quem sonhava com uma cidade próspera.

Com a atual administração, já em seu segundo mandato, o sonho de viver em uma cidade organizada, estruturada e acolhedora deixou de ser promessa e tornou-se realidade.

PODE ISSO, ARNALDO?!

Pode e não deveria. Mas não deve ser obrigação do cidadão. Os impostos pagos pela população incluem serviços como poda de árvores, capina e limpeza das vias públicas.

Diante da deficiência do poder público na execução de alguns desses serviços, um morador do balneário de Guriri não aguardou uma ação da Prefeitura e resolveu capinar, varrer e limpar parte da rua onde mora. Segundo ele, o descaso e a demora na realização de um serviço corriqueiro — que deveria ser feito regularmente — o incomodaram a ponto de tomar a iniciativa. Munido de equipamentos e utensílios, colocou a mão na massa.

O trabalho ficou tão bem feito que alguns vizinhos já o incentivam a pleitear uma vaga nos serviços gerais da Prefeitura. Pela qualidade do serviço prestado, há quem diga que ele já se credencia até para assumir uma secretaria municipal.

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Resumão

Expectativas – O início do ano legislativo é aguardado com grande ansiedade, diante da extensa pauta de temas polêmicos que devem dominar o debate político. O presidente Lula já se movimenta nos bastidores, promovendo encontros informais, como churrascos com aliados e agregados, com o objetivo de alinhar estratégias e fortalecer sua base de apoio no Congresso.

Estranho – Até o momento, não houve explicação convincente sobre a visita do chamado “navio-médico” da China ao porto do Rio de Janeiro. A embarcação não prestou qualquer tipo de atendimento, não permitiu inspeção do Conselho Federal de Medicina e seus militares adotaram uma postura considerada arrogante. Segundo informações da inteligência dos Estados Unidos, esse tipo de visita teria como objetivo o mapeamento estratégico de portos ao redor do mundo.

Amigos – O governo Lula critica a ação dos Estados Unidos ao capturar um ditador acusado de assassinatos na Venezuela, argumentando que nem a ONU nem o Brasil condenaram oficialmente o regime venezuelano. Em contrapartida, o Irã — país tratado como aliado do governo brasileiro — reprime manifestações, tortura opositores e promove a morte de civis, sem que haja qualquer manifestação pública do Itamaraty condenando tais práticas. Para o governo Lula, aliados como Maduro, China, Rússia, Irã e até grupos terroristas, como o Hamas, parecem gozar de uma tolerância irrestrita.

Para reflexão

“Em países como os Estados Unidos, o político trabalha para o povo e para o próprio país. Já em países como o Brasil, é o povo que trabalha para o político. Exceções são apenas exceções”.

O autor é desconhecido, mas parece conhecer o que rola no meio da política.

 

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OPINIÃO

ES de olho na sucessão do SESC

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A opinião de Gutman, que comandou o sistema por 50 anos

Por Agnelo Neto*

Poucos sabem que, nas últimas décadas o Espírito Santo construiu a segunda maior estrutura do país, para o atendimento ao trabalhador comerciário – um patrimônio hoje avaliado em mais de R$ 8 bilhões. Nessa estrutura incluem-se três Hotéis, localizados no Centro de Turismo de Praia Formosa, no Centro de Turismo de Guarapari e no Centro de turismo de Domingos Martins. Juntos, representam uma capacidade de recepção de quase 4 mil hóspedes, em mais de 1.000 apartamentos.

As receitas diretas vêm do Turismo, Saúde (serviço odontológico) e escolas. Até 2022, a receita compulsória importava em R$ 5.5 milhões, além de R$ 2.5 milhões, perfazendo um total de R$ 7,5 a R$ 8 milhões por mês, e R$ 115 milhões por ano. Atualmente não se sabe, ao certo, qual é o faturamento, cuja queda obrigou os novos dirigentes ajustarem o valor dos serviços para compensar as perdas. Só as diárias foram em 75%. A ocupação média, que era de 42% caiu para 16 e agora, na alta temporada, conseguiu chegar a 25%.

Para quem observa de longe, aquela grandiosidade perdeu musculatura. Derreteu. Um sintoma de desacerto se observa pelas muitas críticas e reclamações que chegam ao grande público. A grande maioria das reclamações fica sem resposta, em prazos que vão acima de três anos. O otimismo e euforia, entretanto, são encontrados nas publicações sociais dos dirigentes. O que tinha a diretoria anterior de discrição, tem essa de exposição.

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Para comentar essa desconfortável situação, procuramos o ex-diretor do Sesc por mais de 50 anos, o jornalista e executivo Gutman Uchôa de Mendonça. Ele respondeu, em breves palavras com discrição e ética. Fez uma análise apropriada do que sabe e condicionou sua participação à presença também do atual presidente do sistema, o empresário Idalberto Moro.

Segue a entrevista com Gutman:

Repórter – Gutman, há pouco tempo você contava sua história de vida onde relatava do meio século que passou como diretor geral do Sesc, de onde saiu há quatro anos por aposentadorias. Agora, parece que, pela primeira vez em 70 anos de existência do Sistema Fecomércio, estaria ocorrendo desagrado com relação à presidência do senhor Idalberto Moro. Você está mais ou menos a par desse movimento?

GutmanAgnelo, passei 69 anos como secretário executivo da Fecomércio – e 50 anos como diretor do Sesc. Pelo que me consta não existe animosidade com relação ao empresário Idalberto Moro a frente do Sistema Fecomércio. Mas, a presença do Senhor Idalberto foi tomada apressada. Sem um exame que ele pertence a uma categoria de empresa que ela é única no Estado. Na importação e distribuição de peças e acessórios para bicicletas. Ou seja, ele preside uma federação para ele só, o que veio a ser percebido depois pelos comércios lojista de bens de consumo duráveis e Varejista de Gêneros Alimentícios: um ato tomado de afoito. 

Repórter – Essa posição de uma espécie de “estranho no ninho” do senhor Idalberto tem preocupado os companheiros de Conselho?

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Gutman – Bem, o comércio é muito conservador. Como o presidente Idalberto Moro declarou que só ficará um mandato de 4 anos, espera-se que ele próprio decline de concorrer, principalmente por existir nos comércios tradicionais de peso – Lojista e Varejista, quem queira e possa concorrer. Acho melhor, meu caro jornalista, procurar o senhor Idalberto Moro para que ele informe as intenções dele, diante de sua determinação de ficar apenas um período. 

Repórter – Só mais uma pergunta: você acha que pode surgir outra chapa nas eleições do Sistema Fecomércio? 

Gutman – Nenhum sistema Sindical patronal – comércio, indústria, agricultura, transportes tem condições de ter duas chapas. Precisa ter sabedoria para decidir. O sistema Sindical brasileiro sofre um processo de deterioração acentuada desde que foi assinada a Lei de Reforma Trabalhista, de 24 de julho de 2017, quando desobrigou o pagamento da contribuição Sindical. Se não tiver acordo, dificilmente terá eleição em confederações, federações e sindicatos. Eu duvido quem diga o contrário do que afirmo. 

Agnelo, como disse anteriormente, acho que você deve procurar o senhor Idalberto e outros conselhos. Por favor. Não se baseie apenas nas minhas opiniões. No caso da falência do sistema Sindical brasileiro não existe quem possa me desmentir.

Repórter – Obrigado por nos receber, Sr Gutman.


  • Agnelo Neto é jornalista e bacharel em Direito
  • Foto Destacada: Reprodução / Redes Sociais
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