Opinião / Coluna Bloco de Notas
Bloco de Notas – 1ª edição de outubro
OPINIÃO

Paulo Roberto Borges
A hora da decisão do eleitorado
O dia e a hora estão se aproximando para que o eleitor faça a sua escolha com o seu voto depositado na urna. Esse depósito deve trazer rendimentos ou, fazendo uma má escolha, prejuízos. Mas, a esperança é que algo melhore para a vida das pessoas.
Considero as eleições municipais como as mais importantes. É ali que decidimos muitas de nossas intenções, nossas demandas, a vida que desejamos para nossa cidade. Claro que nem sempre esses desejos são convertidos em realidade em função da qualidade de muitos dos nossos políticos.
Em alguns municípios capixabas a eleição está praticamente decidida, como é o caso de Aracruz. Dr. Coutinho é franco favorito e deve ganhar com larga margem de vantagem. Mas, em outros lugares a luta é voto a voto. Exemplo é Linhares. Bruno Marianelli (Republicanos) e Lucas Scaramussa (Podemos) empreendem uma disputa ferrenha e as recentes pesquisas apontam empate entre esses dois promissores políticos, em uma safra que nem sempre foi boa e com boas colheitas.
Em Santa Teresa, pelo que se diz os entendidos da política local, o prefeito Kleber Medici (PSDB) se reelege. Já em Santa Leopoldina a disputa continua indefinida em seu resultado. Fernando Rocha (PDT) e Romero Endringer (Podemos) podem vencer.
Em Vitória o atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) lidera e pode até, quem sabe, vencer em primeiro turno.
Cariacica Euclério Sampaio (MDB) não tem adversário. Se reelege com os pés nas costas. O mesmo não acontece em Guarapari onde Rodrigo Borges (Republicanos) e Zé Preto (PP) disputam voto a voto. Danilo Bahiense (PL) corre por fora.
Na Serra Audifax Barcelos (PP) lidera e em segundo, embolados, vêm Pablo Muribeca (Republicanos) e Weverson (PDT).
Em São Mateus ainda há tendências e não certezas. Carlinhos Lyrio (Republicanos) pontua, segundo as pesquisas. A inelegibilidade do ex-prefeito Amadeu Boroto (MDB) foi um fator decisivo para a formação do atual cenário político mateense. Apesar da subida do Marcus da Cozivip (Podemos), Lyrio continua à frente. A expectativa é grande, pois sempre existe o fator do imponderável. Política não é uma ciência exata.
Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos) se reelege. As pesquisas apontam essa preferência da maioria dos eleitores. O mesmo não acontece em Colatina, pois a diferença entre Guerino Balestrassi (MDB) e Renzo Vasconcelos (PSD) ainda não crava nenhuma definição. Mas, de certa forma, Balestrassi leva vantagem, até porque pontua nas pesquisas.
Vale ressaltar que o eleitor terá o resultado que deseja se as urnas não tiverem vontade própria…
Os vereadores
Muitos eleitores, principalmente os desavisados (para não dizer alienados), não vêm a importância de eleger o seu vereador para representa-los na Câmara Municipal. É ali que são elaboradas as leis que podem afetar diretamente toda a sociedade. O Poder Legislativo é onde o cidadão está, de fato, representado. Não é no Executivo.
A eleição de um vereador esclarecido, comprometido com as demandas do eleitorado e do município faz toda a diferença. Na Câmara o chefe do executivo encontra o filtro, o freio de muitas das suas intenções, republicanas ou não. Acredito que a população está cansada de muita conversa e pouca ação. Uma câmara atuante, propositiva, fiscalizadora é o início de perspectiva de que algo de bom deve acontecer.
Em tempo: Vereador cassa prefeito; prefeito não cassa vereador.
Nós, os “achistas”
Os brasileiros têm a mania de repetir o que outros metidos a sabichões costumam a dizer sem qualquer critério técnico ou científico. Se um ator da Globo diz algo que sequer conhece, aquilo passa a ser verdade absoluta pelo simples fato de que foi um ator disse. É hilário! É mediocridade de quem acredita sem apurar.
A mídi disse que Arrascaeta era o melhor jogador do brasil. Para alguns, até mais do que Pelé etc. Sequer é titular na seleção do seu País, o Uruguai. O Flamengo tem elenco, não tem time. É rico, é verdade. Talvez não seja o único.
Agora, aliás, de uns tempos para cá, a máscara caiu e a verdade apareceu. Foi um grande time em 2019. Ano passado foi pífio, não ganhou nada. E continua – por enquanto – não ganhando nada.
Vamos ver o que vai dizer a mídia flamenguista, se o rubro-negro ganhar alguma coisa este ano. Talvez diga que é o melhor do mundo e que “o Real Madri pode esperar”.
E nós achando, com a velha mania do achismo, pelo fato de que algum famoso ou a mídia disseram o que é bom e não o é.
Uma verdade escondida
Santa Teresa e Santa Leopoldina tem inúmeras belezas naturais e culturais. Quem conhece a região serrana do Espírito Santo pode afirmar. Infelizmente essas cidades, em sua maioria, não são divulgadas e o potencial que tem fica apenas para os de casa. Essas duas cidades precisam estar na mídia, mas para que isso aconteça os seus governantes devem adotá-las de boa infraestrutura, desenvolver políticas e projetos voltados para o turismo de negócios, de eventos e em geral. É necessária divulgação em veículos de comunicação etc. Essa política de tapar buraco, varrer rua e inaugurar chafariz deve ter a sua importância, mas existem coisas muito mais relevantes que contribuem para, verdadeiramente, desenvolver o município e dar qualidade de vida a sua população. Educação, saúde, saneamento básico, segurança, são fatores que compõem o quadro turístico da cidade.
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Pode Isso, Arnaldo?!

Não. Não pode.
Um governo que se diz democrático, como o do Brasil, não condenar os ataques terroristas contra o Estado de Israel e sua população. Demonstra omissão e conivência.
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Resumão
Dúvidas – As pesquisas têm demonstrado certo favoritismo para o candidato a prefeito de São Mateus, Carlinhos Lyrio (Republicanos). Mas, de acordo com observadores das coisas e gentes daquele município, o outro candidato, Marcus da Cozivip (Podemos), cresceu e “supostamente” empatou a disputa. Nós, os leigos, preferimos aguardar o 6 de outubro, após o escrutínio. /// Finalmente – O candidato a prefeito de Santa Leopoldina, Genivaldo Potratz (PL), deu as caras para a mídia local. Não participou de uma sabatina promovida por um podcast da cidade. E tem gente que achava que ele estava em campanha em outro planeta. Ele mostrou que está vivo e convencendo o eleitor leopoldinense que é o melhor candidato para ser prefeito do município. /// Israel – O Estado de Israel é a única democracia do Oriente Médio. Tem sofrido ataques de grupos terroristas que tem um único objetivo: varrer Israel e os judeus do mapa daquela região. Felizmente o povo israelense, ao contrário de muitos, é determinado e deve inverter a situação, podendo impor derrotas fragorosas a esses grupos terroristas e ao Irã, por exemplo. O Brasil tem dificuldade em condenar esses grupos terroristas. O Governo Lula é omisso.
Para Reflexão
Na política existem dois tipos claros de interesses. Os pessoais e os inconfessáveis. E os interesses dos eleitores? Esses são detalhes pouco relevantes.
OPINIÃO
Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil
A baixa produtividade do trabalhador brasileiro tem origem no modelo extrativista da economia que vem do colonialismo e, em muitos aspectos, permanece em vigor, mesmo tendo à frente governos liberais ou progressistas
Por Arthur Gebara Júnior*
A produtividade do trabalhador brasileiro é considerada baixa quando comparada à de países desenvolvidos e de algumas nações em desenvolvimento. O Brasil ocupa a 94ª posição no ranking global de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ficando atrás até mesmo de vizinhos latino-americanos com graves dificuldades estruturais.
Na América Latina, por exemplo, o Brasil perde para o Uruguai, o Chile, a Argentina e Cuba – país que lida há décadas com um embargo econômico e fortes limitações sob um governo centralizado. No ranking global de produtividade por hora trabalhada, que avalia 184 países, o Brasil registra uma geração média de riqueza de US$ 21,2 por hora. No contexto regional, o Uruguai lidera com US$ 38, seguido por Chile (US$ 34,4), Argentina (US$ 33,8) e Cuba (US$ 22,6).
O indicador é calculado pela OIT ao dividir o Produto Interno Bruto (PIB) em dólares pelo total de horas trabalhadas da população ativa. Os líderes mundiais em produtividade são a Irlanda (US$ 164,7), Luxemburgo (US$ 159), Noruega (US$ 125,6) e Cingapura (US$ 100,4). Em relação aos Estados Unidos, onde o trabalhador gera US$ 81 por hora, o rendimento brasileiro representa apenas cerca de 26% da riqueza produzida por um americano.
A pesquisa da OIT (com dados do primeiro trimestre de 2026) também aborda a jornada semanal. O brasileiro trabalha, em média, 38,9 horas por semana, índice inferior ao de 97 países, incluindo nações como a China (46,1 horas), Índia (45,7 horas) e o México (42,2 horas). A possível aprovação da jornada 6×1, em andamento no Congresso Nacional, por exemplo, deve aumentar o custo para o empregador e para o consumidor, sem alterar a produtividade.
Mas, afinal, o que trava a produtividade? Por que o país permanece estagnado nesse patamar há décadas? Trata-se de uma questão complexa, na qual fatores históricos e estruturais exercem um papel decisivo.
Para ajudar a entender a baixa performance do trabalhador brasileiro, é possível recorrer ao chamado “mito da preguiça tropical”: ideias racistas e deterministas do século XIX, herdadas do período colonial, tentavam culpar o clima ou a etnia pelo atraso econômico. No entanto, a história econômica desmente esses mitos ao demonstrar a alta intensidade de esforço físico imposta aos trabalhadores sob regimes de exploração e escravidão.
Instituições determinantes
Daron Acemoglu é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e James A. Robinson, professor de ciência política da Universidade de Chicago. Os dois receberam o Prêmio Nobel de Economia pelo conjunto de suas pesquisas acadêmicas fundamentais sobre como as instituições sociais e políticas afetam a prosperidade dos países, que servem de base para a tese apresentada na obra “Por que as Nações Fracassam”. Este livro destaca como as justificativas geográficas e culturais para decretar a riqueza ou a pobreza de um país não convencem. Os dois especialistas afirmam que o desenho de suas instituições é determinante.
Para uma análise mais precisa, eles classificaram os países em duas categorias. Os de economias inclusivas, que promovem a prosperidade ao garantir direitos de propriedade, incentivar a inovação e distribuir o poder político, com um resultado histórico que gera crescimento sustentável de longo prazo. Direitos amplos, garantia da propriedade privada com segurança jurídica e regulação clara também contribuem para a construção de um ambiente favorável aos investimentos, o que não tem ligação com fatores geográficos e culturais. A educação, a qualificação e o preparo do trabalhador afetam diretamente a sua produtividade.
Já as nações enquadradas como extrativistas concentram a riqueza nas mãos de poucas elites e barram o desenvolvimento. Embora a questão das instituições seja parte das regras do jogo, ela é também determinante para o desenvolvimento de um país. O modelo que os economistas classificam como extrativista não estimula o trabalhador, o que afeta de maneira decisiva a sua produtividade. Ele não tem incentivo para se educar ou investir na sua qualificação técnica, o que o impede de enxergar oportunidades, se preocupar em inovar ou empreender. Além disso, não existe a perspectiva e a garantia de que será recompensado e se apropriará dos resultados do seu esforço, já que o investimento produtivo é muito baixo, com falta de capital físico, o que compromete a produtividade.
O livro compara o sucesso de países como os Estados Unidos com a economia de nações da América Latina, África e Ásia, explicando como essas características institucionais e políticas são cruciais para o êxito ou o fracasso. No caso da América Latina, o modelo colonial de dominação e exploração gerou instituições extrativistas que concentram renda e travam a produtividade moderna.

E o Brasil?
O país ainda sofre com as sequelas desse modelo. O latifúndio colonial limitou o acesso à propriedade para a maioria da população, enquanto a escravidão prolongada atrasou a criação de um mercado consumidor livre e qualificado.
Marcel Solimeo, economista-chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alerta que a educação e, especialmente, a qualificação dos trabalhadores ainda não são efetivas. “Existem cursos de qualificação profissional em várias entidades empresariais, escolas e institutos de formação técnica, mas o problema vem da educação básica, ainda muito deficiente e que continua produzindo um grande número de analfabetos funcionais”, diz.
O economista afirma ainda que “a falta de cultura geral e o pouco interesse de alguns setores do empresariado pela educação e pelo investimento na qualificação do trabalhador agravam o problema.”
Determinismo histórico
Historicamente, a estrutura econômica brasileira priorizou a extração de recursos de baixo valor agregado para exportação. Esses fatores afetam diretamente a produtividade do trabalhador, que recebe menos e tem menor acesso à infraestrutura e à tecnologia de ponta.
Países dominados por dinâmicas extrativistas entram em ciclos de estagnação, pobreza e disputas pelo controle do Estado. Nesse contexto, fica claro que atribuir a baixa produtividade à cultura do povo desvia o foco dos problemas reais e das falhas dos sistemas econômicos, ignorando as profundas diferenças entre modelos inclusivos e exploradores.
Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP e professor de História Econômica do Insper, trata-se de um problema crônico: “Ao longo de toda a sua história, o Brasil sofreu com essas instituições extrativistas que, infelizmente, se mantêm vivas, independentemente da linha ideológica dos sucessivos governos. Nem a ascensão de governos declaradamente progressistas foi capaz de promover mudanças“.
O professor acrescenta que, além do problema da baixa qualificação do trabalhador, o Estado muitas vezes protege interesses corporativos específicos em vez de garantir a livre concorrência, criando um ambiente de negócios que penaliza o empreendedorismo em massa, dificulta ganhos de eficiência e desincentiva os ganhos de produtividade do trabalhador.”
O mapa da baixa produtividade
A colonização estabeleceu bases estruturais que moldaram o destino econômico e social de continentes inteiros. A África teve fronteiras desenhadas arbitrariamente pelas potências europeias na Conferência de Berlim, o que fragmentou etnias, alimentou conflitos civis duradouros e estruturou economias baseadas na exportação de commodities primitivas.
A Ásia sofreu com a exploração comercial agressiva e a imposição de tratados desiguais, sendo que a desestruturação de impérios locais abriu caminho para instabilidades políticas prolongadas no século XX.
Na América Latina, o foco na extração de recursos e na monocultura para exportação deixou um legado de extrema desigualdade social, concentração de terras e dependência externa.
A Divergência Coreana
Em “Por que as Nações Fracassam”, os autores mostram o contraste entre as duas Coreias: a do Norte (comunista) e a do Sul (capitalista). O capítulo ilustra como as instituições e os modelos econômicos superam o determinismo geográfico.
A Coreia do Sul adotou o capitalismo de Estado, investiu massivamente em educação de base e promoveu indústrias voltadas à exportação – os chamados chaebols (conglomerados empresariais familiares) -, transformando-se em uma potência tecnológica global.
Por outro lado, a Coreia do Norte seguiu o modelo de economia planejada e fechada do sistema comunista (Juche), priorizando o setor militar e sofrendo com o isolamento internacional, a estagnação econômica e as crises de abastecimento.
A retomada de Singapura e da China
A ascensão do Sudeste Asiático e da China redefiniu o equilíbrio de poder econômico mundial por meio do pragmatismo estratégico. Singapura transformou-se de uma ilha portuária vulnerável e sem recursos naturais em um centro financeiro global, com um sucesso baseado em forte controle estatal, combate rigoroso à corrupção, abertura ao capital estrangeiro e foco absoluto em logística e educação.
A China recuperou-se de um século de submissão colonial, conflitos e graves convulsões internas. Sob o governo comunista a partir de 1949, passou por grandes dificuldades econômicas decorrentes das tentativas de Mao Tsetung – como o plano “O Grande Salto Adiante”. Foi com as reformas de abertura econômica iniciadas em 1978 que conseguiu combinar o controle político do Partido Comunista com zonas econômicas especiais de livre mercado, tornando-se uma potência militar e industrial e a segunda maior economia do mundo.
Defasagem
No Brasil, a imensa defasagem no ensino básico e técnico, que reduz a capacidade de inovação e a eficiência nas funções, representa um grande desafio. A infraestrutura insuficiente e pouco eficiente, associada ao chamado “Custo Brasil”, constitui outro fator determinante: logísticas precárias e transportes deficientes geram perdas diárias de tempo e recursos. A baixa incorporação de equipamentos modernos nas empresas também deprime o rendimento por hora trabalhada, ao passo que falhas na gestão de processos produtivos e a baixa valorização do capital humano prejudicam o desempenho geral.
Reformas
As reformas estruturais voltadas à produtividade no Brasil estão no radar dos especialistas. É cada vez mais urgente iniciar mudanças profundas capazes de retirar o país da armadilha da baixa produtividade e conduzi-lo a um modelo econômico inclusivo, o que exige a remoção de privilégios corporativistas e a valorização do potencial da força de trabalho. A produtividade do trabalhador brasileiro segue estagnada desde 1950, acumulando avanço de apenas 0,4% em 2025 e desaceleração contínua em 2026. Esse cenário reflete o peso do ecossistema estrutural e da burocracia, distanciando o país da média global de produtividade no trabalho.
Radiografia da Estagnação Produtiva
A eficiência do trabalho no Brasil patina em meio a desajustes setoriais e à reversão de ganhos pontuais do passado. Dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, gerido pelo FGV-IBRE, mostram que o salto temporário de produtividade registrado em 2020, devido à pandemia, foi totalmente revertido, retornando à trajetória de queda iniciada em 2017.
Após alta de 2,3% em 2023, impulsionada pela agropecuária, o indicador avançou apenas 0,1% em 2024 e fechou 2025 com alta modesta de 0,4%. O setor de serviços, que concentra a maior parte da mão de obra, mantém ganhos de produtividade próximos a zero, na casa de 0,2% ao ano.
Para a Virada Estrutural
A reversão desse quadro depende de reformas profundas, divididas em quatro frentes prioritárias:
– Consolidação e Simplificação Tributária: Fim do Custo Brasil, redução da burocracia fiscal e estímulo direto ao investimento produtivo em inovação, superando o planejamento tributário defensivo.
– Reforma Educacional e Técnica: Alinhamento curricular voltado para ciências, engenharia e ensino técnico, além de requalificação contínua de adultos frente à automação.
– Modernização Administrativa: Corte de privilégios e supersalários no funcionalismo, atrelando a máquina pública à meritocracia e à entrega de serviços eficientes.
– Abertura Comercial e Infraestrutura: Redução de barreiras tarifárias para elevar a competitividade externa e ampliação de concessões em portos, ferrovias e saneamento por meio de segurança jurídica.
Em um momento em que as atenções se voltam para as eleições de outubro, existe a expectativa de que surja um projeto inovador para a próxima gestão. Nesse sentido, refletir sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro é fundamental para confrontar os resquícios de um passado extrativista que continua a limitar o desenvolvimento nacional.
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- Artigo publicado no Diário do Comércio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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