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Coluna / Bloco de Notas

Bloco de Notas – 1ª Edição de julho / Por Paulo Borges

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OPINIÃO

Por Paulo Borges

Reforma Tributária

É um tema complexo que divide opiniões. A maioria da população não tem noção de suas normativas, muitas vezes vai na onda de quem é a favor ou contra sem o conhecimento de discernimento. Isso é fruto da falta de confiança das pessoas na sinceridade dos seus representantes e governistas. A população, no frigir dos ovos, é quem leva no lombo e paga todas as contas.

A sociedade não tem acesso à discussão. O novelo continua enrolado…

As eleições

No próximo ano vamos ter eleições municipais. A disputa já começou, com os personagens marcando terreno, construindo “pontes”, articulando até com aqueles que não tem afinidade ideológica, porém, interesses em comum. O negócio, para alguns, é o poder pelo poder e não o poder para servir à população. O cidadão está cansado dessas práticas que não resolvem nada para a sociedade e sim para grupos, grupelhos e camarilhas.

Com esse sistema político o eleitor não se sente representado. Fala-se muito em reformas, mas a principal e mais importante é a do Estado brasileiro. A Política não se faz porque existem interesses inconfessáveis e nenhum parlamentar deseja fazer gol contra. Contra si e não a favor do País. O voto distrital faz com que o eleitor tem mais controle e proximidade com o seu representante. Do jeito que está vamos todos sem ter a verdadeira representatividade.

Praça do Saara

A “antiga” Praça Sagrada Família, no bairro Jardim Camburi, em Vitória, deve sofrer novas intervenções para lhe dar vida, até porque “morreu” após ser reformada pela Prefeitura da cidade. Do jeito como está, é uma réplica do Saara, um deserto de atrativos que possam proporcionar, ao morador de jardim Camburi que a frequenta, algum motivo para ali estar. Não tem nenhum oásis, pois as poucas árvores não fazem sombra para quem se atreve sentar em seus bancos. O que sobressai naquela praça é uma espécie de passarela em direção a porta principal da Igreja Católica, ali próxima.

Caso seja verdade, que vai haver alguma intervenção para equipá-la, volta a esperança e, pelo jeito, os trailers.

Feirantes

Para quem costuma frequentar as feiras livres de Vitória é comum ver figuras conhecidas da política circulando entre os seus frequentadores. Claro que existem os ursos que hibernam durante grande parte do mandato, mas quando as eleições aparecem no horizonte eles voltam livres, leves e soltos a esses lugares. Ninguém nunca viu eles comprando nada. Na feira livre, que é tradicional realizada todas as sextas-feiras em Jardim Camburi, seus frequentadores tropeçam nos pré-candidatos e até nos que têm mandato. É comum dar de cara com o vereador Maurício Leite (Cidadania) conversando com as pessoas, enquanto o seu colega Chico Hosken (Podemos) alegra os frequentadores da feira com a sua música, pois se apresenta com seu vilão, dedilhando boa música. Não compra uma folha de couve, mas toca e canta muito bem. Afinadíssimo!

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Tour político

O governador Renato Casagrande (PSB) desde sempre foi um político muito presente nos municípios do interior do Estado. Talvez tenha sido o único que descentralizou investimentos que eram feitos somente na Grande Vitória levando-os para o interior capixaba. Nesses últimos dias, depois de uma semana de muitas reuniões em Brasília, por conta das discussões sobre a Reforma Tributária, esteve presente no Norte desenvolvendo ações importantes para as populações de Nova Venécia e Conceição da Barra. Casagrande transita com muita facilidade por todo os municípios por ser reconhecido como um gestor que sempre teve um olhar mais amplo por todo o Estado, em vez de alguns que, com antolhos, só enxergavam os municípios da Região Metropolitana. O Espírito Santo é muito mais do que cinco ou seis municípios que estão no entorno ou próximos da capital capixaba.

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Pode isso, Arnaldo?!

Não. Não pode.

Levar seu pet para passear e fazer das ruas, avenidas e calçadas dos bairros da cidade de mictório animal. Felizmente ainda temos donos e animais educados.

O pedestre, muitas vezes, é obrigado a circular pulando, fazendo contorcionismo para não pousar sobre dejetos deixados pelos animais sob a (ir)responsabilidade dos seus donos.

Isso pode, Arnaldo?!

Pode. Isso pode.

Cobrar dos seus representantes todas as promessas feitas em campanha e não cumpridas durante o seu mandato. O cidadão tem que ter a consciência que não é submisso a autoridade de quem só a tem por delegação do eleitorado.

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Você sabia?!

Que o primeiro prefeito eleito pelo voto popular direto de Vitória foi Adelpho Poli Monjardim? Pois é, nem todo vitoriense sabe disso. Um pouco da sua história abaixo:

Nascido em Vitória, em 16 de setembro de 1903, Adelpho era filho do Barão de Monjardim e de D. Beatrice Poli Monjardim. Foi romancista, historiador e geógrafo. Foi deputado estadual e duas vezes prefeito da capital, sendo que da segunda vez o primeiro chefe do Executivo municipal a ser escolhido pelo voto direto. Presidente de Honra do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, e membro da Academia Espírito-santense de Letras, obteve em sua longa vida inúmeros e merecidos lauréis. Autor de inúmeras obras entre as quais se destacam O tesouro da Ilha da Trindade, 1942; Novelas sombrias, 1944; Vitória Física, 2a. edição PMV, 1995; O Saldanha do meu tempo, 1984.

Faleceu em 06 de junho de 2003, aos 99 anos de idade.

O nome da Biblioteca Municipal é uma homenagem ao romancista, historiador e geógrafo Adelpho Poli Monjardim. Filho do Barão de Monjardim e Beatrice Poli Monjardim, ele foi deputado estadual e, por duas vezes, prefeito de Vitória.

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EM RESUMO

  • Liberar fortunas para parlamentares votar com o governo é compra de voto ou ação de “convencimento”?
  • Geraldo Alkmin (PSB) está muito calado. É problema de saúde ou político? É caso de consulta a um otorrinolaringologista ou a um articulador político?
  • . Se bobear e não houver fiscalização, o morador de Jardim Camburi vai perder espaço para circular em suas praças. Aos poucos vão sendo ocupadas por ambulantes sem critério algum.
  • Lula está sem filtro e não gagá como alguns pensam. Pelo que diz demonstra não estar preocupado com a opinião pública. Fala e faz o que lhe dá na telha.
  • Oportunistas estão aproveitando benfeitorias feitas pelo poder público municipal para se apresentarem “como pai da criança…”
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OPINIÃO

Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil

Publicados

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A baixa produtividade do trabalhador brasileiro tem origem no modelo extrativista da economia que vem do colonialismo e, em muitos aspectos, permanece em vigor, mesmo tendo à frente governos liberais ou progressistas

Por Arthur Gebara Júnior*

A produtividade do trabalhador brasileiro é considerada baixa quando comparada à de países desenvolvidos e de algumas nações em desenvolvimento. O Brasil ocupa a 94ª posição no ranking global de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ficando atrás até mesmo de vizinhos latino-americanos com graves dificuldades estruturais.

Na América Latina, por exemplo, o Brasil perde para o Uruguai, o Chile, a Argentina e Cuba – país que lida há décadas com um embargo econômico e fortes limitações sob um governo centralizado. No ranking global de produtividade por hora trabalhada, que avalia 184 países, o Brasil registra uma geração média de riqueza de US$ 21,2 por hora. No contexto regional, o Uruguai lidera com US$ 38, seguido por Chile (US$ 34,4), Argentina (US$ 33,8) e Cuba (US$ 22,6).

O indicador é calculado pela OIT ao dividir o Produto Interno Bruto (PIB) em dólares pelo total de horas trabalhadas da população ativa. Os líderes mundiais em produtividade são a Irlanda (US$ 164,7), Luxemburgo (US$ 159), Noruega (US$ 125,6) e Cingapura (US$ 100,4). Em relação aos Estados Unidos, onde o trabalhador gera US$ 81 por hora, o rendimento brasileiro representa apenas cerca de 26% da riqueza produzida por um americano.

A pesquisa da OIT (com dados do primeiro trimestre de 2026) também aborda a jornada semanal. O brasileiro trabalha, em média, 38,9 horas por semana, índice inferior ao de 97 países, incluindo nações como a China (46,1 horas), Índia (45,7 horas) e o México (42,2 horas). A possível aprovação da jornada 6×1, em andamento no Congresso Nacional, por exemplo, deve aumentar o custo para o empregador e para o consumidor, sem alterar a produtividade.

Mas, afinal, o que trava a produtividade? Por que o país permanece estagnado nesse patamar há décadas? Trata-se de uma questão complexa, na qual fatores históricos e estruturais exercem um papel decisivo.

Para ajudar a entender a baixa performance do trabalhador brasileiro, é possível recorrer ao chamado “mito da preguiça tropical”: ideias racistas e deterministas do século XIX, herdadas do período colonial, tentavam culpar o clima ou a etnia pelo atraso econômico. No entanto, a história econômica desmente esses mitos ao demonstrar a alta intensidade de esforço físico imposta aos trabalhadores sob regimes de exploração e escravidão.

Instituições determinantes

Daron Acemoglu é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e James A. Robinson, professor de ciência política da Universidade de Chicago. Os dois receberam o Prêmio Nobel de Economia pelo conjunto de suas pesquisas acadêmicas fundamentais sobre como as instituições sociais e políticas afetam a prosperidade dos países, que servem de base para a tese apresentada na obra “Por que as Nações Fracassam”. Este livro destaca como as justificativas geográficas e culturais para decretar a riqueza ou a pobreza de um país não convencem. Os dois especialistas afirmam que o desenho de suas instituições é determinante.

Para uma análise mais precisa, eles classificaram os países em duas categorias. Os de economias inclusivas, que promovem a prosperidade ao garantir direitos de propriedade, incentivar a inovação e distribuir o poder político, com um resultado histórico que gera crescimento sustentável de longo prazo. Direitos amplos, garantia da propriedade privada com segurança jurídica e regulação clara também contribuem para a construção de um ambiente favorável aos investimentos, o que não tem ligação com fatores geográficos e culturais. A educação, a qualificação e o preparo do trabalhador afetam diretamente a sua produtividade.

Já as nações enquadradas como extrativistas concentram a riqueza nas mãos de poucas elites e barram o desenvolvimento. Embora a questão das instituições seja parte das regras do jogo, ela é também determinante para o desenvolvimento de um país. O modelo que os economistas classificam como extrativista não estimula o trabalhador, o que afeta de maneira decisiva a sua produtividade. Ele não tem incentivo para se educar ou investir na sua qualificação técnica, o que o impede de enxergar oportunidades, se preocupar em inovar ou empreender. Além disso, não existe a perspectiva e a garantia de que será recompensado e se apropriará dos resultados do seu esforço, já que o investimento produtivo é muito baixo, com falta de capital físico, o que compromete a produtividade.

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O livro compara o sucesso de países como os Estados Unidos com a economia de nações da América Latina, África e Ásia, explicando como essas características institucionais e políticas são cruciais para o êxito ou o fracasso. No caso da América Latina, o modelo colonial de dominação e exploração gerou instituições extrativistas que concentram renda e travam a produtividade moderna.

Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil

E o Brasil?

O país ainda sofre com as sequelas desse modelo. O latifúndio colonial limitou o acesso à propriedade para a maioria da população, enquanto a escravidão prolongada atrasou a criação de um mercado consumidor livre e qualificado.

Marcel Solimeo, economista-chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alerta que a educação e, especialmente, a qualificação dos trabalhadores ainda não são efetivas. “Existem cursos de qualificação profissional em várias entidades empresariais, escolas e institutos de formação técnica, mas o problema vem da educação básica, ainda muito deficiente e que continua produzindo um grande número de analfabetos funcionais”, diz.

O economista afirma ainda que “a falta de cultura geral e o pouco interesse de alguns setores do empresariado pela educação e pelo investimento na qualificação do trabalhador agravam o problema.”

Determinismo histórico

Historicamente, a estrutura econômica brasileira priorizou a extração de recursos de baixo valor agregado para exportação. Esses fatores afetam diretamente a produtividade do trabalhador, que recebe menos e tem menor acesso à infraestrutura e à tecnologia de ponta.

Países dominados por dinâmicas extrativistas entram em ciclos de estagnação, pobreza e disputas pelo controle do Estado. Nesse contexto, fica claro que atribuir a baixa produtividade à cultura do povo desvia o foco dos problemas reais e das falhas dos sistemas econômicos, ignorando as profundas diferenças entre modelos inclusivos e exploradores.

Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP e professor de História Econômica do Insper, trata-se de um problema crônico: “Ao longo de toda a sua história, o Brasil sofreu com essas instituições extrativistas que, infelizmente, se mantêm vivas, independentemente da linha ideológica dos sucessivos governos. Nem a ascensão de governos declaradamente progressistas foi capaz de promover mudanças“.

O professor acrescenta que, além do problema da baixa qualificação do trabalhador, o Estado muitas vezes protege interesses corporativos específicos em vez de garantir a livre concorrência, criando um ambiente de negócios que penaliza o empreendedorismo em massa, dificulta ganhos de eficiência e desincentiva os ganhos de produtividade do trabalhador.”

O mapa da baixa produtividade

A colonização estabeleceu bases estruturais que moldaram o destino econômico e social de continentes inteiros. A África teve fronteiras desenhadas arbitrariamente pelas potências europeias na Conferência de Berlim, o que fragmentou etnias, alimentou conflitos civis duradouros e estruturou economias baseadas na exportação de commodities primitivas.

A Ásia sofreu com a exploração comercial agressiva e a imposição de tratados desiguais, sendo que a desestruturação de impérios locais abriu caminho para instabilidades políticas prolongadas no século XX.

Na América Latina, o foco na extração de recursos e na monocultura para exportação deixou um legado de extrema desigualdade social, concentração de terras e dependência externa.

A Divergência Coreana

Em “Por que as Nações Fracassam”, os autores mostram o contraste entre as duas Coreias: a do Norte (comunista) e a do Sul (capitalista). O capítulo ilustra como as instituições e os modelos econômicos superam o determinismo geográfico.

A Coreia do Sul adotou o capitalismo de Estado, investiu massivamente em educação de base e promoveu indústrias voltadas à exportação – os chamados chaebols (conglomerados empresariais familiares) -, transformando-se em uma potência tecnológica global.

Por outro lado, a Coreia do Norte seguiu o modelo de economia planejada e fechada do sistema comunista (Juche), priorizando o setor militar e sofrendo com o isolamento internacional, a estagnação econômica e as crises de abastecimento.

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A retomada de Singapura e da China

A ascensão do Sudeste Asiático e da China redefiniu o equilíbrio de poder econômico mundial por meio do pragmatismo estratégico. Singapura transformou-se de uma ilha portuária vulnerável e sem recursos naturais em um centro financeiro global, com um sucesso baseado em forte controle estatal, combate rigoroso à corrupção, abertura ao capital estrangeiro e foco absoluto em logística e educação.

A China recuperou-se de um século de submissão colonial, conflitos e graves convulsões internas. Sob o governo comunista a partir de 1949, passou por grandes dificuldades econômicas decorrentes das tentativas de Mao Tsetung – como o plano “O Grande Salto Adiante”. Foi com as reformas de abertura econômica iniciadas em 1978 que conseguiu combinar o controle político do Partido Comunista com zonas econômicas especiais de livre mercado, tornando-se uma potência militar e industrial e a segunda maior economia do mundo.

Defasagem

No Brasil, a imensa defasagem no ensino básico e técnico, que reduz a capacidade de inovação e a eficiência nas funções, representa um grande desafio. A infraestrutura insuficiente e pouco eficiente, associada ao chamado “Custo Brasil”, constitui outro fator determinante: logísticas precárias e transportes deficientes geram perdas diárias de tempo e recursos. A baixa incorporação de equipamentos modernos nas empresas também deprime o rendimento por hora trabalhada, ao passo que falhas na gestão de processos produtivos e a baixa valorização do capital humano prejudicam o desempenho geral.

Reformas

As reformas estruturais voltadas à produtividade no Brasil estão no radar dos especialistas. É cada vez mais urgente iniciar mudanças profundas capazes de retirar o país da armadilha da baixa produtividade e conduzi-lo a um modelo econômico inclusivo, o que exige a remoção de privilégios corporativistas e a valorização do potencial da força de trabalho. A produtividade do trabalhador brasileiro segue estagnada desde 1950, acumulando avanço de apenas 0,4% em 2025 e desaceleração contínua em 2026. Esse cenário reflete o peso do ecossistema estrutural e da burocracia, distanciando o país da média global de produtividade no trabalho.

Radiografia da Estagnação Produtiva

A eficiência do trabalho no Brasil patina em meio a desajustes setoriais e à reversão de ganhos pontuais do passado. Dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, gerido pelo FGV-IBRE, mostram que o salto temporário de produtividade registrado em 2020, devido à pandemia, foi totalmente revertido, retornando à trajetória de queda iniciada em 2017.

Após alta de 2,3% em 2023, impulsionada pela agropecuária, o indicador avançou apenas 0,1% em 2024 e fechou 2025 com alta modesta de 0,4%. O setor de serviços, que concentra a maior parte da mão de obra, mantém ganhos de produtividade próximos a zero, na casa de 0,2% ao ano.

Para a Virada Estrutural

A reversão desse quadro depende de reformas profundas, divididas em quatro frentes prioritárias:

– Consolidação e Simplificação Tributária: Fim do Custo Brasil, redução da burocracia fiscal e estímulo direto ao investimento produtivo em inovação, superando o planejamento tributário defensivo.

– Reforma Educacional e Técnica: Alinhamento curricular voltado para ciências, engenharia e ensino técnico, além de requalificação contínua de adultos frente à automação.

– Modernização Administrativa: Corte de privilégios e supersalários no funcionalismo, atrelando a máquina pública à meritocracia e à entrega de serviços eficientes.

– Abertura Comercial e Infraestrutura: Redução de barreiras tarifárias para elevar a competitividade externa e ampliação de concessões em portos, ferrovias e saneamento por meio de segurança jurídica.

Em um momento em que as atenções se voltam para as eleições de outubro, existe a expectativa de que surja um projeto inovador para a próxima gestão. Nesse sentido, refletir sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro é fundamental para confrontar os resquícios de um passado extrativista que continua a limitar o desenvolvimento nacional.

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  • Artigo publicado no Diário do Comércio – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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