Internacional
Líder de culto é condenado a 8.600 anos de prisão na Turquia
INTERNACIONAL
Um tribunal de Istambul condenou, nesta quarta-feira (16), o guru criacionista e pregador Adnan Oktar a mais de 8.600 anos de prisão, declarado culpado de uma série de crimes, incluindo agressão sexual.
Conhecido como Harun Yahya, Oktar ficou famoso por apresentar um programa em um canal on-line. Nele, aparecia cercado de mulheres seminuas, as quais chamava de “gatinhas”.
Detido em julho de 2018, o sexagenário foi condenado a 8.658 anos de prisão por agressão sexual, roubo de dados pessoais e privação de liberdade, segundo a agência oficial de notícias turca Anadolu.
Outros dez réus, membros de sua organização, foram condenados à mesma pena. A corte entendeu que o líder do culto deveria ser considerado responsável pelos crimes cometidos por seus discípulos.
Oktar havia sido condenado a 1.075 anos de prisão em janeiro de 2021, até esse primeiro veredicto ser anulado por um tribunal de apelação.
No exterior, Oktar ficou conhecido com um “Atlas da criação”, em que rejeita as teorias evolucionistas. Além de criacionista, seu culto também defendia que o fim da humanidade estava próximo.
- Foto: Reprodução
INTERNACIONAL
Sem Brasil, países sul-americanos anunciam parceria para frear avanço do crime organizado
Por Isabella de Paula*
Os governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram um compromisso nesta quinta-feira (28) para desenvolver um plano para aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico.
“Vamos enfrentar o crime juntos. Queremos trazer segurança e tranquilidade aos nossos concidadãos. Hoje, nasce o Compromisso de Santiago”, anunciou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, que presidiu uma reunião que reuniu homólogos dos cinco países.
Dada a natureza transfronteiriça do crime, acrescentou, “os esforços nacionais são insuficientes e devem ser complementados por maior cooperação política, coordenação técnica e compartilhamento de informações”. O Brasil não integrou a reunião.
Os países envolvidos na iniciativa se comprometeram a desenvolver um plano de ação conjunto, que inclui “ações concretas e resultados mensuráveis e verificáveis”, e a se reunirem novamente em 180 dias em Buenos Aires para avaliar o progresso.
Entre as medidas em consideração estão a coordenação de fronteiras, a cooperação institucional, o compartilhamento de informações, o rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e o fortalecimento dos mecanismos regionais de resposta.
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- Gazeta do Povo – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Javier Torres / Agência EFE
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