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Laura Fernández, de direita, é eleita presidente da Costa Rica

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Candidata governista de direita vence eleição presidencial com ampla vantagem no primeiro turno e promete copiar políticas do salvadorenho Nayib Bukele para combater o narcotráfico.

San José / Costa Rica

candidata de direita Laura Fernández, de 39 anos, venceu neste domingo (01/02) a eleição presidencial da Costa Rica no primeiro turno, com ampla vantagem, após uma campanha na qual se apresentou como a herdeira política do atual presidente, Rodrigo Chaves, e prometeu uma postura firme contra o crime e a insegurança, as principais preocupações da população.

A segurança pública e a expansão do narcotráfico foram os temas centrais da campanha da candidata, por serem vistos pela população como o principal problema do país. Em resposta, Fernández propôs a decretação de estado de emergência em zonas de conflito.

Laura Fernandez comemora vitória nas eleições costarriquenha / Foto: Reuters

Fernández propõe copiar as estratégias do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, contra as gangues e reformar os poderes do Estado, o que seus oponentes denunciam como um plano para consolidar o poder absoluto, à semelhança do presidente salvadorenho. Bukele parabenizou Fernández por telefone.

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A vitória de Fernández fortalece a direita na América Latina, após as recentes vitórias no Chile, na Bolívia e em Honduras.

A Costa Rica, considerada um dos países mais estáveis e de melhor qualidade de vida da América Latina, também elegeu 57 parlamentares neste domingo.

Após a divulgação dos primeiros resultados, milhares de apoiadores de Fernández se reuniram em locais públicos para celebrar sua confortável vantagem.

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  • Informações de agências internacionais
  • Foto Destacada:  Crédito – Marvin Recinos /AFP / Getty Images
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Reino Unido reforça laços com a China apesar de alerta de Trump

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Keir Starmer defende cooperação econômica com Pequim durante visita histórica e minimiza críticas do presidente americano

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, insistiu nesta sexta-feira (30) em que o Reino Unido tem “muito a oferecer” à China, depois que suas tentativas de reforçar os laços durante uma visita ao país asiático aborreceram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A viagem de Starmer à China, a primeira de um chefe de governo britânico em oito anos, segue os passos de outros líderes ocidentais que buscam contrabalançar a crescente volatilidade das políticas americanas.

Questionado ontem sobre a possibilidade de o Reino Unido “fazer negócios” com a China, o presidente americano advertiu que isso “é muito perigoso”. Starmer minimizou os comentários de Trump ao mencionar na China que o presidente americano deve visitar nos próximos meses o país asiático.

“Estados Unidos e Reino Unido são aliados muito próximos, por isso conversamos antes sobre a visita com sua equipe”, disse Starmer, em entrevista à TV britânica. Ele se reuniu ontem com os principais líderes chineses, entre eles o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Qiang.

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Hoje, o líder britânico disse a representantes empresariais do Reino Unido e da China que os dois países haviam feito “avanços reais”. “O Reino Unido tem muito a oferecer”, afirmou em um fórum empresarial binacional organizado pelo Banco da China, antes de visitar a cidade de Xangai.

Starmer assinou na véspera uma série de acordos, incluindo a isenção de visto para titulares de passaporte britânico que visitarem o território chinês por menos de 30 dias, mas admitiu que não há uma data para o início da medida. Também assinou acordos de cooperação no combate às cadeias de abastecimento usadas por traficantes de migrantes, assim como nas exportações britânicas para a China, na área da saúde e no fortalecimento de uma comissão comercial bilateral.

A China também concordou em reduzir as tarifas sobre o uísque britânico de 10% para 5%, segundo Downing Street.

Starmer elogiou os acordos, além de anúncios milionários de exportações e investimento, como “simbólicos” do rumo tomado pela relação bilateral. Também afirmou que Pequim havia suspendido as sanções impostas desde 2021 aos parlamentares britânicos por suas críticas a supostas violações dos direitos humanos contra a minoria muçulmana uigur.

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As relações entre China e Reino Unido haviam se deteriorado principalmente desde 2020, quando Pequim impôs uma severa lei de segurança nacional em Hong Kong e adotou medidas enérgicas contra os ativistas pró-democracia na ex-colônia britânica. Ainda assim, a China, segunda maior economia do mundo, continua sendo o terceiro maior parceiro comercial do Reino Unido.

Starmer continuará sua viagem à Asia com uma escala no Japão neste sábado, onde se reunirá com a primeira-ministra do país.

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  • Informações da AFP
  • Foto Destacada: Crédito – AFP
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