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Sanções Americanas

Revogação de vistos e denúncias no programa Mais Médicos

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INTERNACIONAL

Por Karina Michelin* – Milão / Itália

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira, 13 de agosto, a revogação dos vistos de Alberto Kleiman e Mozart Julio Tabosa Sales, ex-integrantes do Ministério da Saúde e nomes centrais do programa Mais Médicos durante o governo Dilma Rousseff. A decisão, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, sustenta que o programa funcionou como um esquema de exportação de mão de obra escrava para beneficiar o regime cubano.

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Segundo o Departamento de Estado, Kleiman – ex-diretor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral da COP-30 na Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) – e Sales – atual secretário de Atenção Especializada à Saúde – participaram de negociações que utilizaram a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) como intermediária para transferir recursos diretamente a Cuba, contornando sanções e mantendo médicos sob restrições severas de liberdade.

O comunicado ressalta que médicos cubanos relataram casos de exploração enquanto atuavam no Brasil. A medida também atinge familiares próximos dos dois ex-funcionários, que ficam impedidos de entrar em território americano.

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O caso se soma a uma lista de sanções recentes, que já atingiram os ministros do STF e seus familiares. Washington está punindo quem fortalece ditaduras e participa de esquemas de trabalho forçado e corrupção.

No Brasil, Alexandre Padilha correu para defender os sancionados, em postagem nas redes sociais, escreveu: “Seguiremos firmes em nossas posições: saúde e soberania não se negociam”, e reforçou que o Mais Médicos “salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira”

Nos EUA, o Mais Médicos é tratado como um negócio sujo disfarçado de missão humanitária – um arranjo político que mascarou trabalho forçado, sustentou uma ditadura e enriqueceu intermediários sob o rótulo de “solidariedade internacional”.

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  • Correspondente Internacionl da Gazeta do Povo
  • Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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INTERNACIONAL

Sem Brasil, países sul-americanos anunciam parceria para frear avanço do crime organizado

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em

Por Isabella de Paula*

Os governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram um compromisso nesta quinta-feira (28) para desenvolver um plano para aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico.

“Vamos enfrentar o crime juntos. Queremos trazer segurança e tranquilidade aos nossos concidadãos. Hoje, nasce o Compromisso de Santiago”, anunciou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, que presidiu uma reunião que reuniu homólogos dos cinco países.

Dada a natureza transfronteiriça do crime, acrescentou, “os esforços nacionais são insuficientes e devem ser complementados por maior cooperação política, coordenação técnica e compartilhamento de informações”. O Brasil não integrou a reunião.

Os países envolvidos na iniciativa se comprometeram a desenvolver um plano de ação conjunto, que inclui “ações concretas e resultados mensuráveis ​​e verificáveis”, e a se reunirem novamente em 180 dias em Buenos Aires para avaliar o progresso.

Entre as medidas em consideração estão a coordenação de fronteiras, a cooperação institucional, o compartilhamento de informações, o rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e o fortalecimento dos mecanismos regionais de resposta.

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  • Gazeta do Povo – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Javier Torres / Agência EFE

 

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