Política Internacional
Milei corta ministérios pela metade em primeiro decreto como presidente da Argentina
INTERNACIONAL
Ao contrário do prometido na campanha, pasta da Saúde foi mantida
O presidente recém-empossado da Argentina, Javier Milei, oficializou na tarde deste domingo, 10, os nomes para compor seu gabinete, cumprindo uma promessa de campanha de passar a tesoura no número de cargos. Em uma cerimônia fechada, ele nomeou seus nove ministros, ante 18 do governo anterior.

Milei, no entanto, recuou no número que havia proposto. Em um famoso vídeo que viralizou durante a campanha, o então candidato prometia ter apenas oito pastas em seu governo. Mas, numa decisão normal, resolveu manter o Ministério da Saúde, o que mantem uma estrutura de governo enxuta.
Em seu discurso de posse, Milei apontou as estratégias do novo governo para tirar o país da crise, mas ressaltou que a situação não vai melhorar de imediato.
“Não há dinheiro, não há alternativa ao ajuste, não há alternativa ao choque”, disse Milei diante de uma multidão de azul e branco. “No curto prazo a situação vai piorar, mas depois veremos os frutos dos nossos esforços”, acrescentou.
Nesta segunda-feira (11), ele comandará a primeira reunião de gabinete na Casa Rosada, residência oficial do governo argentino.
Em seu discurso de posse, Milei apontou as estratégias do novo governo para tirar o país da crise, mas ressaltou que a situação não vai melhorar de imediato.

Ministérios como o da Educação, Proteção Social e Direitos Humanos, entre outros, ficariam “afuera”. Nessa conta estava o Ministério da Saúde, mas no sábado, 9, o presidente antes de tomar posse anunciou que manteria a área como ministério, e não mais como secretaria. A redução de cargos foi feita por meio de DNU, que funciona como um decreto presidencial.
De acordo com o jornal Clarín, citando fontes que acompanharam a cerimônia dentro da Casa Rosada, a ordem do juramento dos ministros foi:
– Guillermo Francos no Interior;
– Diana Mondino nas Relações Exteriores;
– Luis Petri na Defesa;
– Luis “Toto” Caputo na Economia;
– Guillermo Ferraro na Infraestrutura;
– Mariano Cúneo Liberona na Justiça;
– Patricia Bullrich na Segurança;
– Mario Russo na Saúde;
– Sandra Pettovello no Capital Humano.
Por fim, a irmã do presidente, Karina Milei, tomou posse como Secretária-Geral da Presidência, uma nomeação que só ocorreu após a anulação de um decreto firmado por Mauricio Macri em 2018 que proibia nomeações de “pessoas que tenham qualquer relacionamento tanto em linha direta quanto em linha colateral até o segundo grau” com funcionários do governo com categoria de ministros.
A decisão de conduzir o juramento dos ministros em particular foi do próprio Javier Milei, segundo a imprensa argentina adiantou.
As definições ocorreram na Casa Rosada, depois que Milei recebeu os cumprimentos de líderes internacionais e delegações estrangeiras. A cerimônia seguiu a posse oficial no Congresso Nacional, onde Milei recebeu o bastão e a faixa presidencial de Alberto Fernández. Em seguida, Milei fez uma caminhada saindo da Casa Rosada em direção à Catedral Metropolitana, onde acompanhou celebrações religiosas.
Bolsonaro como destaque

Numa clara demonstração de prestígio e credibilidade, o ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro (foto), foi ovacionado pela população Argentina e recebeu tratamento de chefe de Estado, como se fosse o real representante do Brasil na cerimônia de posse. Lula não compareceu e, para observadores políticos, teria a preocupação de ser ofuscado pela presença de Bolsonaro. “A população argentina sabe do que ocorreu no período eleitoral brasileiro e que o atual presidente não pode sair às ruas sem ser ofendido, xingado por causa do que foi descoberto pela operação Lava-jato”, comentou um político de oposição.
Além de Bolsonaro, uma comitiva de parlamentares brasileiros esteve na posse do presidente Javier Milei. O governo brasileiro foi representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira (foto).

- Com informações do jornal Clarin / Foto: AFP
INTERNACIONAL
Sem Brasil, países sul-americanos anunciam parceria para frear avanço do crime organizado
Por Isabella de Paula*
Os governos do Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram um compromisso nesta quinta-feira (28) para desenvolver um plano para aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico.
“Vamos enfrentar o crime juntos. Queremos trazer segurança e tranquilidade aos nossos concidadãos. Hoje, nasce o Compromisso de Santiago”, anunciou o ministro das Relações Exteriores do Chile, Francisco Pérez Mackenna, que presidiu uma reunião que reuniu homólogos dos cinco países.
Dada a natureza transfronteiriça do crime, acrescentou, “os esforços nacionais são insuficientes e devem ser complementados por maior cooperação política, coordenação técnica e compartilhamento de informações”. O Brasil não integrou a reunião.
Os países envolvidos na iniciativa se comprometeram a desenvolver um plano de ação conjunto, que inclui “ações concretas e resultados mensuráveis e verificáveis”, e a se reunirem novamente em 180 dias em Buenos Aires para avaliar o progresso.
Entre as medidas em consideração estão a coordenação de fronteiras, a cooperação institucional, o compartilhamento de informações, o rastreamento de fluxos financeiros ilícitos e o fortalecimento dos mecanismos regionais de resposta.
——————————————————————————
- Gazeta do Povo – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Javier Torres / Agência EFE
-
EVENTOS7 dias atrásFeira dos Municípios vai ter maior café do mundo coado em xícara de 3 metros de altura
-
POLÌCIA7 dias atrásPrefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário
-
Política Internacional7 dias atrásFlávio Bolsonaro visita Donald Trump na Casa Branca
-
SAÚDE7 dias atrásFiocruz apresenta pesquisa abrangente sobre a saúde dos idosos no país
-
BRASIL5 dias atrásRacha na Maçonaria do RJ se intensifica após GOB suspender tratado de amizade com a GLMERJ
-
Economia5 dias atrásNascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026
-
BRASIL5 dias atrásLula diz sonhar em reverter privatizações de empresas estratégicas
-
Política Internacional7 dias atrásLula envia Janja a evento na Itália com tudo pago pelo governo