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Carlo Acutis, o “influencer de Deus” será canonizado pelo Papa

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INTERNACIONAL

Acutis morreu vítima de leucemia. Ele foi beatificado em 2020 após a Igreja reconhecer que o jovem teria intermediado um milagre: a cura de uma criança brasileira

O Vaticano anunciou novas canonizações para o Jubileu do dia 20 de outubro e, entre os nomes que serão proclamados novos santos, está o do inglês Carlo Acutis, conhecido como “influencer de Deus”. Com isso, ele se tornará o primeiro santo millennial da Igreja Católica.

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Acutis nasceu em 3 de maio de 1991 – os nascidos entre o início dos anos 1980 e meados dos anos 1990 são os considerados como da geração millennial – em Londres, no Reino Unido.

Foi beatificado em 2020 após a Igreja reconhecer que ele teria intermediado um milagre: a cura de uma criança brasileira, de Mato Grosso do Sul.

Acutis, que morreu em 2006 vítima de leucemia, era um amante da internet e da fé católica, tendo criado sites religiosos e colaborado para a documentação e disseminação de milagres e conteúdos católicos online. Daí o apelido de “influencer de Deus”.

A decisão sobre a canonização de Acutis foi tomada nesta segunda-feira, 1º de julho, durante a celebração da Hora Terça e do Consistório Ordinário Público para a Canonização dos Beatos, presididos pelo Papa Francisco.

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Além dele, catorze novos santos serão canonizados em 20 de outubro. As informações foram divulgadas no Vaticano News.

Quem foi Carlo Acutis?

Inglês de família italiana não religiosa, Acutis se mudou de Londres para Milão, na Itália, ainda criança, e aprendeu sobre a fé católica com uma babá. O rapaz se tornou um católico fervoroso e, com seu talento na área de programação, criou sites para a divulgação da religião.

Carlo Acutis: túmulo é aberto após 14 anos de seu falecimento e corpo  permanece em perfeito estado - Notisul

Em setembro de 2006, surgiram os primeiros sintomas de que seu corpo não estava bem e depois teve diagnóstico de uma leucemia fulminante. De acordo com o Vaticano News, Acutis entregou a Deus o pouco tempo de vida que lhe restava.

O jovem morreu no dia 12 de outubro de 2006 e foi beatificado no dia 10 de outubro de 2020. Na ocasião, a Igreja Católica atribui a ele milagre que teria ocorrido no Estado brasileiro em 2010, apesar de nunca ter vindo ao Brasil.

Uma criança com uma doença congênita, conforme o relato, se curou depois que o avô tocou as roupas do jovem inglês expostas em uma paróquia de Campo Grande.

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Ainda segundo o Vatican News, a festa de Acutis é celebrada no mesmo dia de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro). Isso pela ligação do jovem com o Brasil. O até então beato foi um dos patronos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Lisboa e os seus restos mortais repousam na cidade italiana de Assis.

Seu túmulo é aberto após 14 anos de seu sepultamento e o corpo (foto) permanece em perfeito estado.

Quais são os outros santos a serem canonizados?

Além de Acutis, serão canonizados em 20 de outubro:

Manuel Ruiz López e sete companheiros, da Ordem dos Frades Menores;

Francisco, Mooti e Rafael Massabki, fiéis leigos, mártires;

Giuseppe Allamano, sacerdote, fundador dos Institutos dos Missionários da Consolata e das Irmãs Missionárias da Consolata;

Marie-Léonie Paradis (ao século Virginie Alodie), fundadora da Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família;- Elena Guerra, fundadora da Congregação das Oblatas do Espírito Santo, conhecidas como as “Irmãs de Santa Zita”.

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* Fonte: Vaticano News / Estadão – conteúdo

* Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

 

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INTERNACIONAL

Apresentadora egípcia Sarah Khalifa é condenada à morte; entenda o motivo

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Sarah Khalifa nega as acusações e pretende recorrer; autoridades dizem ter apreendido mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas

Sarah Khalifaapresentadora egípicia de 39 anos, e outras 11 pessoas foram condenadas a morte por enforcamento por um tribunal do Cairo, no Egito, por envolvimento na fabricação e no tráfico de drogas sintéticas. A decisão foi divulgada neste sábado, 5, pela imprensa estatal egípcia.

Conhecida pelo programa de televisão Missão Impossível, sobre segurança e criminalidade, Khalifa foi condenada por formação de uma organização criminosa especializada na aquisição de materiais usados na fabricação de drogas para posterior comercialização. Ela também foi acusada de posse e porte de armas de fogo e munições sem licença.

Segundo o jornal estatal Al-Ahram, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas utilizadas na produção de entorpecentes.

Dois apartamentos que funcionariam como laboratórios também foram encontrados, além de armas e munições sem licença.

De acordo com o Akhbar el-Yom, os materiais usados na fabricação das drogas eram importados do exterior.

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A sentença foi emitida após o tribunal consultar o Grande Mufti do Egito, autoridade responsável por emitir pareceres religiosos em casos de pena de morte. A consulta é exigida pela legislação egípcia antes da confirmação de sentenças capitais.

Khalifa nega as acusações e pode recorrer da decisão. Segundo a imprensa local, seu advogado já anunciou que pretende apresentar uma apelação.

Durante um depoimento ao tribunal, em setembro de 2025, a apresentadora afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada com entorpecentes dentro das instalações das autoridades de combate ao narcotráfico.

A acusação teria se baseado em 20 depoimentos de testemunhas e em provas eletrônicas, incluindo conversas gravadas e vídeos.

Além das condenações relacionadas ao tráfico de drogas, Khalifa e outros envolvidos receberam cinco anos de prisão em um processo separado, que trata do sequestro e da agressão de um jovem.

O tribunal absolveu sete dos acusados e condenou outros nove à prisão perpétua, segundo a BBC.

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  • Matéria do Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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