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Sul-coreanos ‘rejuvenescem’ até 2 anos com mudança no sistema de contagem da idade

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Medida é válida a partir desta quarta-feira (28)

Lee Jung-hee completaria 60 anos em 2024, mas com o fim do sistema tradicional de contagem da idade na Coreia do Sul, esta dona de casa rejuvenesceu um ano. E ela está muito feliz.

“É uma sensação boa”, afirmou a sul-coreana à AFP. “Para pessoas como eu, que deveriam completar 60 anos no próximo ano, isto faz com que nos sintamos ainda jovens”, brinca.

A Coreia do Sul é o último país do leste da Ásia que ainda utiliza um método de cálculo da idade que determinar que a pessoa tem um ano quando nasce, por contar a gestação como parte da vida do cidadão.

Com o sistema, todos ficam mais velhos na virada do ano, e não na data de aniversário, o que significa que um bebê nascido em 31 de dezembro já tem dois anos em 1º de janeiro.

Mas a partir desta quarta-feira (28), o país adota oficialmente o sistema internacional que calcula a idade das pessoas de acordo com a data de nascimento, o que deixará todos os sul-coreanos um ou dois anos mais jovens.

“É confuso quando um estrangeiro pergunta quantos anos eu tenho porque sei que eles querem dizer a idade internacional, então tenho que fazer alguns cálculos”, declarou em Seul à AFP Hong Suk-min.

Depois de uma pausa para pensar, Hong explica: tem 45 anos de acordo com o sistema internacional e 47 segundo o método tradicional coreano.

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A mudança oficial terá um impacto limitado na prática, pois em vários aspectos administrativos, como a idade no passaporte, a idade mínima para julgamentos penais ou a idade de aposentadoria, o país já utilizava o sistema internacional.

Mas o governo acredita que a alteração vai acabar com a confusão de muitos idosos, que acreditam poder receber a pensão de aposentadoria com base na idade coreana.

Um cálculo complexo

“Há uma diferença entre a idade que os coreanos usam na vida diária e sua idade legal e, devido ao problema, podem surgir várias disputas judiciais”, afirmou o ministro da Legislação Governamental, Lee Wan-kyu, à AFP.

O ministro, que coordena a mudança, iniciou uma entrevista coletiva na segunda-feira tentando explicar como os coreanos podem saber sua idade.

“Subtraia seu ano de nascimento do ano atual. Se seu aniversário já passou, esta é a sua idade. Se o seu aniversário não passou, subtraia um para saber sua idade”, disse.

Outras questões, como o ano escolar, o início do serviço militar obrigatório ou a idade mínima legal para consumir bebida alcoólica, são determinadas por outros sistema, conhecido como “idade ano”, que seguirá em vigor por enquanto, destacou Lee.

Isto significa, por exemplo, que uma pessoa nascida em 2004 – seja janeiro ou dezembro – pode ser recrutada para o serviço militar a partir de 1º de janeiro de 2023, ao em que completará 19 anos.

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O governo já anunciou que está aberto a revisar este sistema com base na evolução das mudanças adotadas esta semana, disse o ministro.

Idade importa

“A idade realmente importa na cultura sul-coreana”, explica a antropóloga Mo Hyun-joo, porque afeta o status social e determina os títulos e honrarias que devem ser usados com as outras pessoas. “É difícil estabelecer uma comunicação com as outras pessoas sem saber a idade”, acrescenta.

Os coreanos normalmente usam palavras como “unni” e “oppa”, que significam irmã ou irmão mais velho respectivamente, em vez dos nomes em uma conversa, destaca a antropóloga.

Por este motivo, as escolas utilizam o sistema “idade ano”, para que todos os alunos de uma turma tenham oficialmente a mesma idade e não estabeleçam distinções.

Porém, a cultura hierárquica de acordo com a idade foi um pouco neutralizada e as escolas utilizam cada vez mais o sistema de contagem internacional, segundo a antropóloga.

No momento, muitos sul-coreanos celebram o rejuvenescimento com a nova legislação. “Minha idade encolheu”, brinca o estudante Yoon Jae-ha, da cidade portuária de Busan. “Eu gosto de ser mais jovem porque assim minha mãe cuidará de mim por mais tempo”.

* Informações da AFP / Foto: Anthony Wallace – AFP

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Apresentadora egípcia Sarah Khalifa é condenada à morte; entenda o motivo

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Sarah Khalifa nega as acusações e pretende recorrer; autoridades dizem ter apreendido mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas

Sarah Khalifaapresentadora egípicia de 39 anos, e outras 11 pessoas foram condenadas a morte por enforcamento por um tribunal do Cairo, no Egito, por envolvimento na fabricação e no tráfico de drogas sintéticas. A decisão foi divulgada neste sábado, 5, pela imprensa estatal egípcia.

Conhecida pelo programa de televisão Missão Impossível, sobre segurança e criminalidade, Khalifa foi condenada por formação de uma organização criminosa especializada na aquisição de materiais usados na fabricação de drogas para posterior comercialização. Ela também foi acusada de posse e porte de armas de fogo e munições sem licença.

Segundo o jornal estatal Al-Ahram, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas utilizadas na produção de entorpecentes.

Dois apartamentos que funcionariam como laboratórios também foram encontrados, além de armas e munições sem licença.

De acordo com o Akhbar el-Yom, os materiais usados na fabricação das drogas eram importados do exterior.

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A sentença foi emitida após o tribunal consultar o Grande Mufti do Egito, autoridade responsável por emitir pareceres religiosos em casos de pena de morte. A consulta é exigida pela legislação egípcia antes da confirmação de sentenças capitais.

Khalifa nega as acusações e pode recorrer da decisão. Segundo a imprensa local, seu advogado já anunciou que pretende apresentar uma apelação.

Durante um depoimento ao tribunal, em setembro de 2025, a apresentadora afirmou que nunca havia visto drogas antes de ser fotografada com entorpecentes dentro das instalações das autoridades de combate ao narcotráfico.

A acusação teria se baseado em 20 depoimentos de testemunhas e em provas eletrônicas, incluindo conversas gravadas e vídeos.

Além das condenações relacionadas ao tráfico de drogas, Khalifa e outros envolvidos receberam cinco anos de prisão em um processo separado, que trata do sequestro e da agressão de um jovem.

O tribunal absolveu sete dos acusados e condenou outros nove à prisão perpétua, segundo a BBC.

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  • Matéria do Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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