Deu Ruim!
Vasco perde para Corinthians em São Januário e aumenta o drama no Brasileirão
Esportes / Futebol
Cruz-Maltino sofre segunda derrota seguida após aplicar goleada história sobre o Santos
Rio de Janeiro / RJ
O Vasco voltou a frustrar a torcida e perdeu pela segunda vez consecutiva após a goleada histórica no Santos. O Cruz-Maltino foi dominado dentro de casa e foi derrotado pelo Corinthians por 3 a 2, neste domingo (24), em São Januário, pela 21ª rodada do Brasileirão. Vegetti e Rayan fizeram os gols vascaínos, enquanto Maycon, Gui Negão e Gustavo Henrique marcaram para o time paulista.
Com a derrota, o Vasco segue em 16º lugar com 19 pontos e corre risco de terminar a rodada na zona de rebaixamento. O Corinthians, por sua vez, ganhou três posições e subiu para o 11º lugar, com 25. O Cruz-Maltino volta a campo na próxima quarta-feira (27), às 21h30 (de Brasília), contra o Botafogo, em São Januário, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
Corinthians controla o jogo e sai na frente do placar
O Corinthians começou melhor e controlou as ações no primeiro tempo. O Vasco até teve duas chances perigosas em chutes de Philippe Coutinho e Rayan, mas foi o time visitante que dominou a partida. Desde o início, o Timão explorou bem os espaços pelo lado do campo com os laterais Matheuzinho e Matheus Bidu.
Após tanto insistir, o Corinthians abriu o placar aos 20 minutos. Matheus Bidu recebeu pela esquerda e cruzou na medida para Maycon, que chegou batendo no canto de Léo Jardim. Breno Bidon e Maycon tiveram chance de ampliar, mas o Vasco se salvou. No fim do primeiro tempo, Tchê Tchê sentiu e deu lugar para Vegetti.
Vegetti marca, mas Corinthians mantém domínio e vence
O panorama não mudou muito na etapa final. O Vasco voltou perdido e repetindo os erros do primeiro tempo, mas conseguiu uma reviravolta. Após um cruzamento para a área, Gustavo Ramalho desviou a bola com o braço. O VAR recomendou a revisão, e o árbitro mudou a decisão. Vegetti aproveitou, deslocou Hugo Souza e empatou o jogo em São Januário.
Apesar de sofrer o empate, o Corinthians não perdeu o controle do jogo e não demorou para voltar a ficar na frente do placar. Dorival Junior renovou a energia da equipe com a entrada de Garro, que foi determinante para a virada. Primeiro, o camisa 8 foi responsável pelo chute que gerou o gol de Gui Negão no rebote, aos 23. Depois, cobrou escanteio na cabeça de Gustavo Henrique, aos 40, que fez o terceiro.
No fim, o Vasco esboçou uma reação. O Cruz-Maltino teve mais a posse de bola e atacou mais na base do desespero. Mesmo assim, conseguiu descontar com Rayan, aos 50, em jogada do estreante Andrés Gómez, mas era tarde demais para uma reação.
Outros Resultados do Brasileirão Série A
Sábado:
Cruzeiro 2 x 1 Internacional
Bragantino 4 x 2 Fluminense
Grêmio 0 x 0 Ceará
Domingo:
Bahia 2 x 0 Santos
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* Informações O Dia – Conteúdo
* Foto/Destaque: Gustavo Henrique, do Corinthians, disputa a bola com Vegetti, do Vasco, em partida do Brasileiro / Crédito – André Fabiano/Código 19
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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