Libertadores da América
Fluminense jogando mal perde para o Atlético-MG e está eliminado da Libertadores
Esportes / Futebol
Belo Horizonte / MG
O Fluminense está eliminado da Libertadores 2024. Com uma atuação ruim e sem assustar o goleiro adversário, o Tricolor não conseguiu segurar a pressão do Atlético-MG e perdeu por 2 a 0 na Arena MRV, nesta quarta-feira (25), pelo jogo da volta das quartas de final da Libertadores. Deyverson anotou os dois gols da noite.

Na partida de ida, o Flu bateu o Galo por 1 a 0. Assim, se despediu da competição com uma derrota por 2 a 1 no placar agregado. Na próxima fase, o Atlético-MG enfrentará o River Plate, que eliminou o Colo-Colo (CHI). Os jogos das semifinais estão previstos para as semanas dos dias 23 e 30 de outubro.
Agora, a equipe de Mano Menezes foca no Brasileirão. O Tricolor volta a campo no próximo domingo, às 16h, para enfrentar o Atlético-GO no Estádio Antônio Accioly. A partida é válida pela 28ª rodada do campeonato.
O jogo
O primeiro tempo foi uma partida de ataque contra a
defesa. Com a vantagem construída no primeiro jogo, o Fluminense se fechou e viu o Atlético-MG martelar em busca do gol. Os números refletem o cenário adverso para o Tricolor na etapa inicial. De acordo com as estatísticas de Conmebol, o Galo teve 74% de posse de bola e finalizou 14 vezes.
O adversário criou várias chances claras de gol, mas não conseguiu furar o sistema defensivo tricolor. A principal oportunidade veio logo no início da partida, após a bola bater no braço de Jhon Arias dentro da área. O árbitro assinalou o pênalti, e Hulk foi para a cobrança, mas Fábio fez a defesa.
Thiago Silva também se destacou na etapa inicial e fez cortes importantes para salvar o Flu – em um lance, Fábio já estava vendido, mas o zagueiro salvou. O Tricolor ainda contou com a sorte quando Battaglia carimbou a trave por volta dos 30 minutos.
No ataque, o Fluminense só teve duas oportunidades. Na primeira, Kauã Elias fez boa jogada individual, finalizou, e a bola saiu para escanteio. Logo depois da cobrança, Thiago Silva subiu no segundo andar e cabeceou para fora.

Fádio, o melhor do Flu, defende pênalti cobrado pelo Hulk
No retorno do intervalo, as duas equipes mantiveram a postura. Com isso, o Fluminense não conseguiu segurar a pressão e viu o Atlético-MG inaugurar o placar na Arena MRV. Aos cinco minutos, Gustavo Scarpa avançou pelo lado esquerdo e cruzou na medida para Deyverson, que superou a marcação de Thiago Silva e cabeceou para estufar as redes.
O gol desestabilizou o Tricolor, que viu o adversário engatar duas chances claras em sequência. Na primeira, Scarpa finalizou cruzado, e a bola passou rente à trave. Pouco depois, Paulinho perdeu um gol sem goleiro dentro da pequena área.
Apesar dos sustos, o Fluminense não conseguiu entrar na partida. O Atlético-MG pressionou até o fim e conseguiu o gol aos 43 minutos. Hulk fez cruzamento na área, e Deyverson apareceu mais uma vez para completar e dar números finais ao jogo.
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* Fonte: Jornal O Dia
* Fotos: Lucas Merçon / Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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