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Campeonato Paulista

Palmeiras atinge a perfeição, atropela a Ponte Preta e se garante na semifinal do Paulistão

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Esportes / Futebol

Equipe de Abel Ferreira tem atuação de gala nos primeiros 45 minutos, abre 3 a 0 e consuma goleada na etapa final (5 a 1), neste sábado, na Arena Barueri

Palmeiras precisou de apenas 45 minutos para se colocar na semifinal do Campeonato Paulista. Mas não foram quaisquer 45 minutos. A equipe do técnico Abel Ferreira teve uma atuação perfeita para construir uma vitória contundente diante da Ponte Preta por 3 a 0 e que virou goleada (5 a 1) na etapa final, neste sábado, na Arena Barueri. O futebol outrora burocrático em diversos jogos da campanha invicta da primeira fase ficou definitivamente para trás.

Agora é esperar o próximo adversário, que será conhecido neste domingo, quando acontecem os outros três jogos válidos pelas quartas de final do Paulistão. A única certeza é que o Palmeiras vai ser o mandante do confronto pela semifinal. A tendência é que o time alviverde retorne ao Allianz Parque após quase dois meses, muita polêmica e o gramado sintético ter sido trocado.

O Palmeiras demorou apenas 2 minutos para implodir todo o planejamento da Ponte Preta para enfrentar o time de melhor campanha da primeira fase do Paulistão. A movimentação das peças palmeirenses foi perfeita. Um gol daqueles para ser explicado em qualquer livro sobre futebol. Veiga apareceu entre linhas e encontrou Piquerez livre de marcação pelo lado esquerdo. O cruzamento chegou com perfeição na cabeça do artilheiro Flaco López.

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A Ponte Preta não estava pronta para uma mudança de plano tão cedo e se perdeu na partida. O Palmeiras não quis nem saber. Fez um primeiro tempo perfeito. Com um rico repertório ofensivo, o time alviverde não deixou o adversário respirar, era um ataque atrás do outro. Flaco López ampliou com passe de Endrick. Convocado por Dorival Junior para a seleção brasileira, Murilo fez o terceiro para fazer jus ao atropelamento da equipe de Abel Ferreira.

O segundo tempo, como era de se esperar, o Palmeiras diminuiu um pouco o ritmo. Mesmo assim, o placar de 3 a 0 se transformou em goleada com muita facilidade. Piquerez e novamente Flaco López (agora artilheiro com dez na temporada) desenharam o 5 a 1 (Renato fez o de honra) incontestável.

O triunfo também fez o Palmeiras igualar o maior período de invencibilidade sob o comando de Abel Ferreira. Agora são 19 jogos sem perder, assim como aconteceu entre abril e junho de 2021. A última derrota da equipe alviverde foi em 8 de novembro do ano passado, quando perdeu para o Flamengo por 3 a 0, no Maracanã, pelo Brasileirão.

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* Informações Estadão – Marcius Azevedo

* Fotos: Fábio Menotti – Palmeiras / Vídeo: Youtube

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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