Cochilo tricolor
O Fluminense sofre dois gols relâmpagos em dois minutos e perde um jogo ganho
Esportes / Futebol
A velha máxima para quem joga futebol, até mesmo para os peladeiros, “quem tem um, não tem nenhum”, se confirmou. De virada e em dois lances no espaço de dois minutos, o Juventude venceu o Fluminense.
Caxias do Sul / RS
Foi o que aconteceu ao Fluminense, que perdeu pelo placar de 2 a 1 para a equipe do Juventude, num jogo em que foi superior quase todo o tempo, virou o primeiro tempo ganhando por 1 a 0 depois de ter perdido três oportunidades de ampliar o placar. O gol foi marcado por John Árias depois de um ótimo e preciso passe de Serna. Os dois gols do Juventude foram marcados no segundo tempo e os autores foram de Ronaldo e Marcelinho.
Na verdade, o Fluminense sofreu uma dura derrota para o Juventude por 2 a 1 no estádio Alfredo Jaconi, na tarde deste domingo (15), pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na etapa complementar, porém, o Tricolor caiu muito de produção e viu o adversário crescer na partida. De tanto martelar, o time de Caxias buscou a virada num curto intervalo, já na reta final do jogo.
Com o resultado, a equipe de Mano Menezes manteve os 27 pontos e segue na 16ª colocação do Campeonato Brasileiro. A distância para o primeiro time dentro da zona de rebaixamento é de dois pontos.
Agora, o Tricolor vira a chave para a Libertadores. O Flu enfrentará o Atlético-MG na quarta-feira, a partir das 19h, no Maracanã. A partida é válida pelo jogo de ida das quartas da competição continental.
O próximo compromisso no Brasileirão será contra o Botafogo. O Clássico Vovô, válido pela 27ª rodada do campeonato, acontecerá no sábado, às 18h30, também no Maracanã.
O jogo

Juventude e Fluminense fizeram um primeiro tempo de pouca emoção no Alfredo Jaconi. Apesar disso, o cenário foi favorável ao time carioca. O Tricolor não deixou o adversário “entrar na partida” em momento algum e finalizou mais vezes.
Além disso, o Flu não desperdiçou a grande chance que teve e abriu o placar aos 27 minutos. Thiago Santos acionou Kevin Serna pelo lado direito, e a marcação não chegou. Com isso, o atacante teve espaço para levantar a bola na medida para John Arias, que escorou para balançar as redes do adversário.
No retorno do intervalo, o jogo mudou. Isso porque o Juventude mudou a postura: foi para cima e passou a pressionar o Fluminense, que já não encontrava a mesma tranquilidade do primeiro tempo.
Nesse cenário, Gilberto quase deixou tudo igual no marcador com um chutaço cruzado de perna direita, mas Fábio conseguiu resvalar, e a bola carimbou o travessão. Pouco depois, o centroavante conseguiu uma boa cabeçada, mas o goleiro tricolor apareceu bem mais uma vez.
O Fluminense não conseguiu se impor na etapa complementar, e as mexidas de Mano não surtiram efeito. Assim, de tanto martelar, o Juventude empatou aos 36 minutos. Alan Ruschel se posicionou para uma cobrança de falta do lado esquerdo e fez cruzamento na medida para Ronaldo. Livre de marcação, o volante cabeceou para deixar tudo igual no placar.
O time de Caxias do Sul cresceu na partida e virou aos 38 minutos. Do lado direito, Marcelinho, que tinha acabado de entrar, finalizou forte e cruzado, sem chances de defesa para Fábio. Diante disso, o Fluminense ainda tentou reagir, mas já não havia mais tempo.
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* Da Redação / Com informações de O Dia
* Fotos: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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