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Campeonato Brasileiro

Com erro decisivo, Vasco perde para o Palmeiras

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Esportes / Futebol

Derrota por 1 a 0 dá fim a invencibilidade vascaína

Brasília / DF

Vasco não se deu bem ao sair de São Januário para mandar o jogo no Mané Garrincha e perdeu para o Palmeiras por 1 a 0, gol de Flaco López neste domingo (22), pelo Brasileirão. Apesar de esforçado, o Cruz-Maltino não suportou a melhor organização palmeirense e pagou caro pelos erros na saída de bola no primeiro tempo.

Com o resultado, que amplia o jejum para 12 jogos sem vencer o adversário – a última vez foi em 2015 -, o Vasco perde a invencibilidade de seis rodadas no Brasileirão e freia a busca pelo G-6, perdendo uma posição na tabela para o Atlético-MG, que venceu o Bragantino por 3 a 0. Já o Palmeiras segue na busca pelo líder Botafogo, a três pontos de distância.

Vasco erra muito na saída de bola

O Vasco parece ter sentido falta do ambiente de São Januário, apesar do estádio cheio em Brasília. Em um primeiro tempo em que praticamente não levou perigo – com exceção de um chute de longe de David, aos 37 minutos, que obrigou Weverton a fazer grande defesa -, o time de Rafael Paiva não apenas sofreu para atacar como teve dificuldade com a pressão adversária.

Além da dificuldade de ultrapassar a marcação adversária na intermediária ofensiva, o Cruz-Maltino também errou demais na saída de bola, permitindo ao Palmeiras aproveitar os espaços na defesa para contra-ataques em poucos toques de bola.

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Foi assim que Flaco López abriu o placar, aos 25, após um passe completamente errado de Rayan, que deixou o atacante livre para avançar e chutar da entrada da área. Não foi a única falha que quase complicou. Em duas recuperações de bola, Mauricio só não ampliou porque não alcançou o cruzamento, e Raphael Veiga parou na trave.

Vegetti tem a chance do empate

Murilo ainda teve grande chance em escanteio, ao cabecear livre na pequena área, aproveitando saída errada de Léo Jardim. Para a sorte do Vasco, a bola foi para fora antes do intervalo.  Mas o segundo tempo não trouxe tranquilidade, apesar de o time ter se organizado melhor.

Não houve mais erros de saída de bola, mas o Palmeiras seguiu levando perigo e desperdiçando contra-ataques. Flaco López deu uma bicicleta no travessão e Mauricio chutou em cima de Léo Jardim. O Vasco, pelo menos, ficou mais presente no ataque, mas só cresceu após a entrada de Coutinho, no lugar do apagado Payet.

O meia distribuiu melhor a bola pelo campo ofensivo. Em um dos lances, a bola bateu na mão de Vanderlan dentro da área. Os vascaínos pediram pênalti, mas o árbitro Rafael Rodrigo Klein foi no VAR e não considerou falta.

Apesar da melhora, o Vasco ainda tinha dificuldade para finalizar. Tanto que a grande chance só surgiu aos 33, em um dos inúmeros cruzamentos do time. Desta vez, Vegetti conseguiu cabecear e Weverton fez grande defesa. Maxime Rodríguez ainda entrou para fazer a estreia pelo Cruz-Maltino, mas não conseguiu contribuir na busca pelo empate. 

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Erros de arbitragens

As arbitragens têm prejudicado alguns jogos, vários decisivos para seus clubes que disputam o Brasileirão.

A bola que bateu na mão do jogador palmeirense, dentro da área não foi o suficiente para o árbitro marcar pênalti a favor do Vasco, que àquela altura perdia por 1 a 0 para o Palmeiras.

Outras situações ocorridas no clássico Fluminense contra o Botafogo, no Maracanã, no sábado (21) também suscitaram muitas discussões.

Para quem, no primeiro momento achou o erro grotesco do Felipe Melo que motivou o gol da vitória do Botafogo já mudou de opinião ao rever por várias vezes a cena do lance. Felipe Melo sofre entrada faltosa do jogador Gregori, uma falta clara.

Outro lance foi o pênalti sofrido pelo atacante German Cano.  Foi atingido por uma cotovelada dentro da área, falta claríssima que não foi marcada e sequer foi chamado o var. Aliás, também não se chamou o var no lance do Felipe Melo.

Marcelo, do Fluminense, também fez falta grave que merecia ser expulso ao pisar no tornozelo do atleta do Botafogo.

Outros Resultados do Brasileirão Série A

Grêmio 3 x 2 Flamengo

Atlético-MG 3 x 0 Bragantino

São Paulo 1 x 3 Internacional

Criciúma 0 x 0 Athletico-PR

Cuiabá o x o Cruzeiro

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* Da Redação / Com informações O Dia e CBF

* Foto/Destaque: Cesar Greco / Palmeiras

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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