Taça Libertadores da América
Fluminense vence e despacha o Argentino Júnior na Libertadores
Esportes / Futebol
Samuel Xavier volta a marcar no final, e John Kennedy sacramenta a classificação tricolor. Adversário tricolor nas quartas será Flamengo ou Olimpia
Rio de Janeiro
O confronto entre Fluminense e Argentinos Juniors esteve destinado a ser decidido no final. Assim como na ida, em Buenos Aires, um jogo amarrado durante os 90 minutos. E da mesma forma, Samuel Xavier apareceu para ser herói após os 40 do segundo tempo. Na partida realizada no Maracanã na noite desta terça-feira, a torcida tricolor ainda pôde ficar “louca da cabeça”, vendo o menino de Xerém, John Kennedy, sacramentar a classificação. A noite de copa terminou com a vitória por 2 a 0 e o sonho da primeira Libertadores seguindo vivo.
Nos 180 minutos, o protagonismo não caiu nos pés de German Cano, Jhon Arias ou Paulo Henrique Ganso. Com time quase completo em campo — Marcelo estava suspenso —, o primeiro tempo não foi o que os 60 mil tricolores presentes poderiam esperar. Um jogo muito amarrado pelos argentinos foi sentido por um Fluminense burocrático.
Mesmo enfrentando o terceiro goleiro do Argentinos Juniors, Miguel Acosta — Martín Arias foi expulso no jogo de ida e o reserva Federico Lanzillotta se machucou no aquecimento —, que simplesmente fazia sua estreia no futebol profissional em pleno Maracanã, as chances não apareceram com facilidade.
O roteiro observado na partida de Buenos Aires se repetiu, e o tricolor não conseguia finalizar. Uma tentativa de chute de Cano numa dividida com o goleiro, na entrada da área, e uma falta que Ganso cobrou sem capricho, foram os únicos momentos de expectativa gerados pela equipe.
Do outro lado, mesmo com muito menos posse de bola, a equipe argentina incomodava. Nos acréscimos, Gondou aproveitou um erro de Keno e conseguiu fazer a bola passar ao lado da trave. A torcida no Maracanã prendeu a respiração e também vaiou bastante a saída da equipe para os vestiários.
O clube brasileiro tentou subir a pressão na volta, e Cano logo teve um chute perigoso travado pela defesa do Argentinos Juniors. Só que as chances reais continuaram a não aparecer. Exposto a contra-ataques, André esteve envolvido em dois lances faltosos com Nuss, muito cobrados pelo adversário: um possível pênalti e uma falta que poderia ter sido uma expulsão, mas terminou em cartão amarelo para o volante.
A partir dos 30 minutos, começou uma cera mais forte por parte dos argentinos, e o jogo parecia se encaminhar para a disputa de pênaltis. Ao mesmo tempo, John Kennedy havia acabado de entrar em campo, substituindo Keno. Sua entrada mudaria a história no Maracanã.
Já na base do desespero para os dois times, Arias cruzou e viu a bola pingar na área. John Kennedy tentou chutar, foi travado e brigou com a defesa, até ela sobrar para Samuel Xavier. O lateral chutou da entrada da área e colocou a bola no ângulo de Acosta. O goleiro debutante encostou nela, mas viu o chute entrar. Loucura completa no Maracanã — não apenas na arquibancada.
Começou uma confusão no campo, que terminou com a expulsão de André Carvalho, preparador de goleiros tricolor, e o treinador argentino Gabriel Milito.
Dez minutos de acréscimos poderiam representar um sufoco eterno, mas serviram para John Kennedy ser lançado em contra-ataque, driblar Villalba e sacramentar a classificação. O menino de Xerém causou a epifania tricolor.
O adversário nas quartas de final será definido na quinta-feira: ou Olimpia ou o rival Flamengo, para o que pode ser um dos maiores Fla-Flus da história.
Virando a chave para o Brasileirão, o Fluminense volta a campo no domingo (13) de Dia dos Pais, às 16h, quando visita o Grêmio, em Porto Alegre.
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* Conteúdo Jornal Extra – Davi Ferreira
* Foto: Alexandre Cassiano – Agência O Globo
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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