Campeonato Brasileiro
Fluminense tem grande atuação e faz 3 a 0 no Santos
Esportes / Futebol
Gols tricolores foram marcados por Martinelli, Arias e Cano, e Fábio fez pelo menos quatro grandes defesas para assegurar o placar
Em uma partida de grandes atuações e uma gritante diferença técnica entre as equipes, o Fluminense visitou a Vila Belmiro e fez 3 a 0 no Santos, com gols de Martinelli, John Arias e Germán Cano. Aliás, o placar poderia ter sido maior, pois o campeão da América criou chances com bastante naturalidade, contou com noite impecável de Fábio e a ajuda da trave para levar os três pontos na 36ª rodada do Brasileirão.
Além disso, o tricolor voltou a vencer fora de casa no campeonato, após quase sete meses. A última vitória longe de seus domínios havia sido sobre o Cruzeiro, por 2 a 0, no dia 10 de maio.
Mesmo sem pretensões restantes no Brasileiro, e a necessidade de se preservar para o Mundial de Clubes, a equipe de Fernando Diniz chegou a 56 pontos, emendando a terceira vitória seguida, ficando no 7º lugar. De quebra, ainda ajudou o rival Vasco, ao bater um de seus adversários diretos na briga contra o rebaixamento.
Inclusive, se havia qualquer dúvida sobre a seriedade que o Fluminense encararia este jogo, Diniz lançou o melhor que tinha à disposição, contando até com o retorno de Keno no ataque. O treinador cobrou disposição de seus comandados até os últimos instantes.
Com nove minutos, o Flu já estava na frente. Martinelli, que vinha de ótima atuações, recebeu passe de Arias, ajeitou para a esquerda na meia lua, e finalizou no cantinho do goleiro João Paulo.
O gol fez a equipe crescer e tramar ainda mais chances, bom sinal de leveza e entrosamento para o Mundial. Keno mandou uma bomba que foi espalmada para escanteio. Aos 35, Diogo Barbosa recebeu de André e cruzou para um solitário Arias. Ele mandou um tiro de cabeça para chegar ao “duplo-duplo” pela segunda temporada seguida: agora, soma dez gols e 17 assistências.
Na volta para a etapa complementar, o Santos subiu o volume, pois precisava do resultado em casa, e fez Fábio entrar em ação. O goleiro tricolor praticou pelo menos quatro grandes intervenções nos últimos 45 minutos, em chances de Silvera, Mendoza, Marcos Leonardo e Furch. Foi mais uma atuação à altura de sua conhecida qualidade.
Tranquilo na defesa e podendo usar os contra-ataques, Ganso colocou uma bola no travessão, logo antes de Cano completar uma fenomenal jogada coletiva tricolor, que rodou a área toda, passou po seis jogadores e terminou com Martinelli servindo seu 40º gol em 2023. O camisa 14 foi outro a alcançar marca expressiva pela segunda temporada seguida.
A partir daí o Fluminense pode tirar o pé e administrar a grande vitória. Alguns jogadores saíram cansados, sinal de uma partida de entrega. O Fluminense ainda viu a trave salvar pelo menos três vezes, para sair com a meta de Fábio intacta. Nino também foi perfeito ao tirar uma bola em cima da linha.
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* Informações Extra – Davi Ferreira / Foto: Lucas Merçon – Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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