Copa do Mundo
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Esportes / Futebol
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
Esportes / Futebol
Em jogaço de dez gols, Inglaterra vence França e garante 3º lugar
Britânicos fazem melhor campanha em Copas desde o título de 1966; partida marcou despedida do técnico Didier Deschamps
Por Gabriel Salotti*
Em um jogo movimentado, a Inglaterra venceu a França por 6 a 4 neste sábado (18), no estádio de Miami, e garantiu o terceiro lugar da Copa do Mundo, a melhor colocação dos britânicos no torneio desde o título de 1966. Saka (3), Declan Rice, Konsa e Jude Bellingham fizeram os gols da equipe de Thomas Tuchel, enquanto Mbappé (2), Barcola e Dembelé marcaram para o time de Didier Deschamps, que se despede da seleção francesa.
Esta foi a partida com a maior quantidade de gols do Mundial 2026. Agora, resta apenas a grande final: Espanha e Argentina se enfrentam neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no estádio de Nova Jersey, valendo a conquista do tão sonhado troféu.
O jogo
Ambas as equipes entraram em campo com times mistos, e foi a Inglaterra quem abriu o placar, logo aos dois minutos. Declan Rice pegou a bola após passe errado de Doué, conduziu e chutou da intermediária, sem chances para Maignan. Pouco depois, o britânico Saka recebeu em velocidade, limpou a marcação e chutou para o gol, mas a arbitragem marcou impedimento. Logo depois, aos 17 minutos, Konsa ampliou em cabeçada após escanteio. Enquanto isso, a França tentou chegar com Olise, Cherki e Mbappé, mas as investidas acabavam esbarrando na defesa inglesa.
Após a pausa para hidratação, Mbappé quase empatou ao receber passe de Doué e sair cara a cara, mas o goleiro Dean Henderson defendeu e Guéhi impediu o gol com o peito. O jogo seguiu com uma posse de bola equilibrada. Mas após chances para os dois lados, Saka fez o terceiro aos 36 minutos, após contra-ataque que resultou em uma linha de passe entre o jogador e Rashford, sem chances para a defesa francesa. Antes do intervalo, Saka marcou o quarto, ao receber passe de Eze e finalizar cruzado.
A França voltou do intervalo bem mais ligada, com Upamecano, Dembélé, Digne e Barcola saindo do banco. Logo aos três minutos, Mbappé recebeu de Olise e chutou para diminuir o marcador. Na sequência, o próprio Mbappé deu grande passe para Barcola, que fez o segundo dos franceses. Ainda aos 20 minutos, O camisa 10 francês fez boa jogada com Olise e cravou o terceiro gol, ainda antes da pausa para hidratação.
Depois, a Inglaterra tentou se recuperar, em ótima jogada de Bellingham, que tocou para Watkins chutar, mas a bola carimbou a defesa. Na sequência, em grande jogada coletiva dos franceses, Olise finalizou para fora, com muito perigo. Já aos 39 minutos, Spence recebe dentro da área e sofreu o pênalti ao ser derrubado por Gusto. Saka cobrou e marcou o quinto dos britânicos. Já nos acréscimos, Dembélé fez o quarto dos franceses após receber grande passe de Upamecano e limpar a marcação de Chalobah, e no lance seguinte, Jude Bellingham arrancou do meio campo, dribou Lacroix e fez o sexto.
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- jornal O Dia – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Chandan Khanna / AFP
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