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Flu não valoriza seus jovens talentos

Fluminense confirma saída de zagueiro para clube português

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Esportes / Futebol

Jogador não estava nos planos de Luis Zubeldía para a sequência da temporada

Por Paulo Roberto Borges* | Vitória (ES)

Existe no Rio de Janeiro uma verdadeira fábrica de talentos do futebol brasileiro. Esse lugar icônico chama-se Xerém, onde são formados jovens que carregam não apenas qualidade técnica, mas também valores que contribuem para a formação de seu caráter. São, carinhosamente, conhecidos como os “Moleques de Xerém”.

O zagueiro Davi Schuindt, de 22 anos, deixou o Fluminense em definitivo e  vai para o AVS Futebol SAD, de Portugal, com contrato válido até 2030.  Foto: Fluminense #fluminense

O zagueiro Davi Schuindt, de 22 anos, deixou o Fluminense em definitivo e vai para o AVS Futebol SAD, de Portugal, com contrato válido até 2030. Foto: FFC

Diversos clubes do futebol brasileiro contam com atletas revelados nas categorias de base do Fluminense. Curiosamente, porém, muitos desses jovens recebem poucas oportunidades no próprio clube que os formou. Essa prática, que há anos desperta críticas da torcida, acaba abrindo espaço para contratações de jogadores mais experientes, muitas vezes de desempenho questionável, enquanto promessas da base veem suas chances de atuar pelo time principal diminuírem. Não é difícil compreender a insatisfação dos torcedores tricolores.

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MAIS UMA ATUAÇÃO SEGURA, DAVI! O zagueiro Davi Schuindt, do Fluminense,  jogou mais uma vez como titular no Time de Guerreiros, na vitória tricolor  por 2 a 1 sobre o Fortaleza. Mais

Agora, justamente em um momento em que a equipe necessita de um zagueiro, Davi Schuindt, apontado como uma das promessas da posição e que demonstrou seu potencial nas categorias de base, deixa o clube. Cria legítima de Xerém, o defensor foi negociado com o AVS, de Portugal, sem que o Fluminense receba qualquer compensação financeira imediata.

O Fluminense confirmou nesta sexta-feira (24) a transferência de Davi Schuindt para o clube português. Embora não receba valores pela negociação, o Tricolor permanecerá com 50% dos direitos econômicos do atleta.

O zagueiro, de 22 anos, tinha contrato com o clube até dezembro de 2028, mas não fazia parte dos planos do técnico Luis Zubeldía para a sequência da temporada.

Revelado em Xerém, Schuindt estreou na equipe profissional no ano passado. Ao todo, disputou cinco partidas pelo time principal: três pelo Campeonato Carioca e duas pelo Campeonato Brasileiro.

Davi Schmidt Fluminense | TikTok

Após a confirmação da transferência, o jogador, que chegou a Xerém aos 9 anos de idade, publicou um vídeo de despedida agradecendo ao Fluminense por tudo o que recebeu durante sua formação, tanto como atleta quanto como cidadão. Demonstrou carinho, gratidão e profundo respeito pelo clube que o revelou.

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É difícil não questionar esse tipo de decisão. Como um clube pretende construir uma equipe forte e competitiva se abre mão de seus talentos por valores considerados irrisórios, permitindo que amadureçam e, futuramente, brilhem em outras equipes?

Para muitos torcedores, a saída de mais uma promessa de Xerém reforça a sensação de que o patrimônio esportivo do Fluminense não vem sendo valorizado como deveria. A política de aproveitamento das categorias de base segue sendo alvo de críticas, assim como a influência atribuída por parte da torcida ao mercado de empresários e às escolhas da comissão técnica na formação do elenco.

Fluminense projeta gastar R$ 6 milhões de melhorias em Xerém; primeiros  passos já foram dados - Super Rádio Tupi

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  • Da Redação / Com informações da mídia carioca
  • Foto destaque: Crédito – Marcelo Gonçalves / Fluminense Futebol Clube
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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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