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Brasileirão / Futebol Feminino

Corinthians vence de virada a Ferroviária e é penta do Brasileirão feminino

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Esportes / Futebol

São Paulo – SP

Com recorde de público e muita emoção até o apito final, o Corinthians é campeão do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Mylene Carioca abriu o placar para a Ferroviária, mas Jheniffer deixou tudo igual e Tamires decretou a vitória, de virada, na Neo Química Arena, em Itaquera. Este é o quinto título do clube na história, o quarto em sequência. Antes de a bola rolar, a torcida corintiana fez uma grande homenagem ao técnico Arthur Elias, que é o novo comandante da Seleção Brasileira Feminina após a saída de Pia Sundhage.

A partida também marcou o recorde de público em uma partida de futebol feminino na América do Sul: 42.326 estiveram na Arena para comemorar o título alvinegro.

Em campo, assim que a bola rolou para o segundo jogo da final, a Ferroviária conseguiu abrir o placar com apenas nove minutos. Barrinha recebeu na direita, encontrou espaço e cruzou na medida para Mylena Carioca desviar para o fundo das redes. O gol no início do jogo deu tranquilidade para o time de Araraquara enfrentar a pressão fora de casa.

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O apoio da torcida nas arquibancadas foi fundamental para o Corinthians crescer na disputa. Arthur Elias chegou a trocar a meia Jaque Ribeiro pela atacante Gabi Portilho, tornando a formação ainda mais ofensiva. Aos poucos, o time da casa passou a controlar as ações até encontrar o empate aos 41. Após cobrança de escanteio, Jheniffer balançou as redes em Itaquera.

A igualdade no placar fez a tensão crescer novamente e a goleira Luciana, da Ferroviária, passou a ser fundamental para segurar o resultado. Até que, aos 12 minutos do segundo tempo, a estrela de Tamires brilhou. A jogadora recebeu um cruzamento rasteiro de Milena e só completou para o quinto título do Corinthians, o quarto com a participação da camisa 37. Ele foi eleita a melhora da final. E agradeceu o carinho de todos. “Mais uma vez vivendo um dos dias mais incríveis da minha vida, da minha carreira. A gratidão que tenho por todos eles é enorme, o que quis foi mostrar um pouco da gratidão por eles na pessoa do Arthur e da Grazi, foram pessoas que participaram de muitos anos da minha carreira. Amo e admiro todos eles não só como profissionais, mas como pessoas. É muito amor que tenho por todos eles”, disse.

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Principal força no futebol feminino no Brasil, o Corinthians disputou as últimas sete finais do Campeonato Brasileiro, com cinco taças — perdeu em 2017 para o Santos e para a própria Ferroviária em 2019. O clube alvinegro agora se prepara para disputar a Copa Libertadores, que começará no próximo mês, ainda sob o comando de Arthur Elias antes de assumir a seleção.

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* Informações Estadão / Lance

* Fotos: Divulgação – Lance 

 

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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