Libertadores da América
Flamengo volta a perder dois jogos seguidos na Libertadores e corre o risco de ser eliminado
Esportes / Futebol
Rubro-Negro ficou em situação complicada no Grupo E
A derrota para o Palestino, no Chile, na última terça-feira (7), fez o Flamengo obter uma marca negativa que não fazia parte da realidade do clube carioca desde 2012. O Rubro-Negro voltou a sofrer duas derrotas consecutivas em uma edição de Libertadores.
Se nos últimos anos a torcida se acostumou a ver o Flamengo como uma presença constante no mata-mata da Libertadores, um fantasma do passado recente volta a assombrar o rubro-negro na edição atual: o vexame da eliminação na fase de grupos. Com a derrota por 1 a 0 para o Palestino, nesta terça, no Chile, o risco de eliminação se tornou real. E ele pode ocorrer já na próxima rodada.
Tudo vai depender do resultado do confronto desta quarta, entre o lanterna Millonarios-COL e o líder Bolívar-BOL, também pelo Grupo E. Se o time colombiano vencer, embola a chave e deixa tudo em aberto para todos.
Contudo, em caso de vitória dos bolivianos, eles iriam a 12 pontos e garantiriam uma das vagas com antecedência. Assim, deixariam os rubro-negros em maus lençóis. Neste cenário, a 5ª rodada teria o Palestino com 6 pontos, o Flamengo com 4 e o Millonarios com apenas 1 brigando pela última vaga.
Enquanto o Flamengo receberá o Bolívar na próxima quarta, Millonarios e Palestino se enfrentarão um dia antes. Se os chilenos vencerem, uma derrota ou empate no Maracanã elimina automaticamente o rubro-negro. Isso porque o Palestino chegaria a 9 enquanto a equipe brasileira chegaria a, no máximo, 5. Ou seja: sem condições de alcançá-los na última rodada.
A última vez que o Flamengo caiu na fase de grupos foi em 2017. Na ocasião, terminou em terceiro de seu grupo. Desde então, participou de todas as edições e sempre chegou ao mata-mata.
O Flamengo foi para Coquimbo, no Chile, ciente do quão importante era o jogo contra o Palestino. Mas acabou se complicando ainda mais na Libertadores. Com uma atuação muito aquém do potencial da equipe, foi derrotado por 1 a 0 e deixou a zona de classificação para as oitavas.
Os rubro-negros agora ocupam a terceira colocação do grupo E, com quatro pontos. E ainda podem ser alcançados pelo lanterna Millonarios, da Colômbia, que soma um ponto e enfrenta o líder Bolívar nesta quarta. Já caso o time boliviano vença, garante a classificação antecipada. Neste cenário, só restaria uma vaga para o time carioca.
Os próximos dois compromissos do Flamengo pela Libertadores serão no Maracanã. Mas ganharam contornos dramáticos. Na semana que vem, o adversário é o Bolívar. No dia 28, enfrenta o Millonarios.
Não é apenas na Libertadores que a situação do Flamengo é delicada. Dos últimos cinco jogos, o time treinado pelo técnico Tite só venceu uma partida. No sábado, enfrenta o Corinthians, pelo Brasileiro, no Maracanã.
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- Da Redação com informações de mídias sociais
- Foto: Javier Torres / AFP
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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