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Campeonato Brasileiro

Botafogo empata com o Atlético-MG

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Esportes / Futebol

Defesas de Neto e oportunismo de Arthur Cabral salvam o Glorioso no 1 a 1 fora de casa

Belo Horizonte – MG

O Botafogo apostou numa formação com quatro volantes para tentar se defender melhor, algo que não conseguiu, e acabou a partida contra o Atlético-MG com apenas dois, desorganizado, mas aliviado. Afinal, mesmo sem jogar bem, arrancou o empate em 1 a 1  – Cassierra abriu o placar – graças ao oportunismo de Arthur Cabral, com um gol aos 44 minutos do segundo tempo, e a defesas de Neto que impediram a derrota na Arena MRV, neste domingo (10).

Com o resultado, tanto o Glorioso quanto o Galo chegam aos 18 pontos e seguem na segunda metade da tabela do Brasileirão.

Botafogo punido por dar liberdade ao adversário

Mateo Ponte em ação em Atlético-MG x Botafogo - Vitor Silva / Botafogo

Antes de a bola rolar, o técnico Franclim Carvalho tinha um objetivo claro para buscar a vitória: não sofrer gol. Para isso, escalou quatro volantes (Newton, Edenílson, Cristian Medina e Danilo), além de outras duas mexidas por necessidade na zaga: Ferraresi no lugar de Bastos, poupado, e Mateo Ponte jogando, já que Vitinho estava suspenso.

Só que o plano de jogo ruiu rapidamente. Logo com um minuto de jogo, Minda chegou a abrir o placar, mas o gol foi anulado por impedimento. O que era para se um alívio botafoguense de nada serviu quando Barboza cortou mal o cruzamento e a bola sobrou para Cassiera, sozinho dentro da área, ter tempo de pensar e finalizar para fazer 1 a 0, aos 22 minutos. O centroavante ainda teve outra chance, mas parou em Neto.

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Apesar dos quatro volantes, o Botafogo deu muito espaço para os três atacantes do Atlético-MG, especialmente Cuello pelo setor de Alex Telles. Por outro lado, faltou criatividade no ataque, tanto que as principais finalizações alvinegras saíram três vezes dos pés Barboza, após jogadas de bola parada. Everson defendeu duas e a outra passou rente ao gol.

Segundo tempo

Na saída para o intervalo, Danilo admitiu que a falta de entrosamento do novo meio de campo atrapalhou e pediu mais a bola no chão. Realmente, o Botafogo pouco produziu em trocas de passe pelo meio e conseguiu mudar um pouco isso no segundo tempo. 

O time chegou mais à área e levou perigo, mesmo ainda cometendo muitos erros no terço final do campo. Logo no início Danilo teve grande chance, ao entrar na área livre, mas finalizou mal, para fora. Pouco depois, a melhor chance saiu em escanteio, aos 11, quando o Glorioso mandou uma bola na trave, em finalização do volante que desviou em Mateo Ponte.

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Mateo Ponte em ação em Atlético-MG x Botafogo - Vitor Silva / Botafogo

Só que a defesa continuou muito exposta pela ineficiência do meio de campo e o Atlético-MG só não ampliou porque Neto salvou. Primeiro ao espalmar chute de Cuello em erro de Matheus Martins na saída de bola, e depois fez uma defesaça em cabeçada à queima-roupa do atacante, mais uma vez livre.

Somente aos 18 da segunda etapa Franclim Carvalho desfez o 4-4-2, com a entrada de Kadir no lugar de Edenilson. O Botafogo, entretanto, seguiu com dificuldade na criação, apesar de pressionar o Galo. Ainda entraram Montoro (no lugar de Newton), Marçal (Alex Telles) e Jordan Barrera (Matheus Martins), mas o time ficou desorganizado com as mudanças.

Mesmo assim, achou o gol de empate aos 44 minutos com Arthur Cabral aproveitando que a bola sobrou para ele após um lateral jogado na área. 

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  • Informações de O Dia – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Vitor Silva | Botafogo
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Esportes / Futebol

No sufoco, Argentina vence Cabo Verde e avança na Copa

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Por Rafael Lins*

Foi no sufoco! Em uma partida eletrizante do início ao fim, a Argentina não entrou na lista de zebras da Copa do Mundo e venceu Cabo Verde por 3 x 2. Com brilho de Messi e da dupla de zaga Albiceleste, entre Lisandro Martínez e Cristian Romero, os sul-americanos avançam às oitavas do Mundial. O resultado em 1 x 1 no tempo regulamentar, deu espaço para uma prorrogação agitada. No fim, Cabo Verde deu adeus para a competição e viu a Argentina passar de fase para enfrentar o Egito. 

Para os Tubarões Azuis, Deroy Duarte e Sidny Cabral marcaram os gols da equipe. Mesmo com a derrota, a seleção africana entra para a história. Na primeira participação em Copas, Cabo Verde chega ao mata-mata após desbancar grandes seleções na fase de grupos. E nos 16 avos, levou a atual campeã do mundo para a prorrogação. Agora, eles voltam para casa, mas levam na bagagem o orgulho de terem representado os mais de 600 mil caboverdianos no maior evento de futebol do planeta. 

O jogo tenso e cheio de reviravoltas 

A situação em campo das equipes era distinta. A Argentina, com todo o status de campeã do mundo, também liderou a primeira fase com sobras. A equipe de Lionel Scaloni tem 100% de aproveitamento no torneio e continua com o bom desempenho em todo o ciclo pré-Copa. Além da força de uma equipe coletiva, os recordes que Lionel Messi vem batendo no Mundial também elevam a moral do time. O gênio argentino se consagrou como maior artilheiro da história do torneio, com 19 gols, e busca aumentar a vantagem. 

Do outro lado, Cabo Verde já fazia história apenas entrando em campo em um mata-mata de Copa. A ilha africana se classificou pela primeira vez para o torneio nesta edição, e junto com ela, passou de forma invicta na primeira fase. Segurou três empates, contra as fortes Uruguai e Espanha e assegurou a vice-liderança do grupo. As chances da história cabo verdiana seguir sendo escrita eram mínimas, mas o esporte é imprevisível e o cemitério do futebol está lotado de favoritos.

Messi seguiu escrevendo história

O começo de jogo foi o esperado: controle da Argentina na posse de bola, mas pouco efetiva. Cabo Verde, por outro lado, adotou a estratégia de sair rápido nas transições. O início foi monótono, mas apenas o mínimo de espaço dado para Messi poderia ser fatal. Aos 15 minutos, o camisa 10 recebeu dentro da área, ajeitou para a canhota e bateu, mas tirou demais do gol e foi à linha de fundo. O cartão de visitas do craque argentino foi apresentado ainda no começo.  

Até a parada da hidratação, a partida seguiu pragmática. A Argentina continuou valorizando a posse de bola e esperava a hora certa de atacar. E, mesmo depois da primeira chance, a defesa de Cabo Verde pareceu não aprender a lição de não dar espaço para Lionel Messi.

Aos 30 minutos marcados no relógio, o zagueiro Lisandro Martínez tentou o passe frontal para furar a retranca africana. Messi apareceu para receber por trás da marcação, e com apenas dois toques na bola, finalizou e não deu chances para o goleiro Vozinha. O camisa 10 seguia escrevendo a história no torneio mais importante do futebol, chegou ao sétimo gol neste Mundial, reassumiu a liderança na artilharia e continuou provando o porquê é considerado um dos maiores do esporte. 

Cabo Verde foi passivo nos ataques e não ofereceu perigo para a defesa sul-americana. A Argentina seguiu ditando o ritmo do jogo durante todo o primeiro tempo. A calma na troca de passes e a estratégia em acionar o Messi, apenas no momento certo, continuou funcionando assim como foi na primeira fase. Já no final dos 45 minutos do primeiro tempo, Scaloni pareceu dar ordens para a equipe diminuir o acelerador e resolver o jogo na segunda etapa. Por mais que poucas chances tenham aparecido, era questão de tempo para o placar aumentar, caso a seleção africana não mudasse a postura.

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Cabo Verde cala os “Muchachos”

Vozinha foi um dos grandes personagens do jogo entre Argentina e Cabo Verde - Vanessa Carvalho/Parceiro/Agência O Dia

Vozinha foi um dos grandes personagens do jogo entre Argentina e Cabo Verde – Foto:Vanessa Carvalho/Agência O Dia

Cabo Verde mudou a estratégia para o segundo tempo. Em busca do gol e do milagre, os Tubarões Azuis vieram com mais ímpeto ofensivo e não aliviaram para os argentinos nas divididas. Pela primeira vez no confronto, Dibu Martínez foi exigido, após finalização de Deroy Duarte de fora da área. O arqueiro defendeu, mas os africanos passaram a mensagem que iriam começar a dar trabalho na etapa final. 

A Argentina sentou no resultado e deixou Cabo Verde povoar o ataque. As linhas sul-americanas baixaram e os africanos gostavam do jogo. E após jogada construída pela direita, nem o torcedor mais otimista projetava o resultado no fim. Ryan Mendes recebeu com liberdade à beira da lateral. Ele achou Deroy Duarte dentro da área, à um passo da história. O meia finalizou cruzado e não deu chances para Dibu Martínez. A rede balançou, e com ela, os mais de 600 mil caboverdianos gritaram em felicidade. Os Tubarões Azuis empataram o confronto e a vaga para as oitavas estava em aberto.

Final tenso e final empatado

A Argentina sentiu o gol e tentou a reação de maneira imediata. Messi teve mais uma grande chance. Recebeu o passe em velocidade e entrou na grande área. De cara com o goleiro, o camisa 10 escolheu o canto, mas não contava com Vozinha no caminho. O arqueiro caboverdiano operou um milagre e mostrou o motivo de ter virado um dos maiores fenômenos desta Copa. 

O embate Messi x Vozinha perdurou pela segunda etapa. Em mais uma chance, o camisa 10 teve a oportunidade na bola parada. Falta marcada na risca da grande área. O chute veio forte no canto, mas Vozinha virou uma parede na meta africana e mandou para escanteio. Na pausa para a hidratação, era evidente a preocupação argentina com o placar. 

Vozinha foi um dos grandes personagens do jogo entre Argentina e Cabo Verde - Vanessa Carvalho/Parceiro/Agência O Dia

O relógio era inimigo da Argentina e o tempo ia ficando escasso. Cabo Verde remontou a retranca e buscava sair nos contragolpes. Ainda assim, Messi achava espaços para trabalhar. Em uma das investidas, o cruzamento veio por baixo e Vozinha ficou vendido. No entanto, Pico foi no limite e mandou pela linha de fundo para salvar os Tubarões Azuis.

O jogo voltou a ser ataque contra defesa. A Argentina não queria levar para a prorrogação, mas via o tempo se esgotando. Nas arquibancadas do Hard Rock Stadium, em Miami, o clima tenso pairou no ar. O tradicional canto da torcida argentina “Muchachos” deu lugar para um silêncio ensurdecedor. Os oito minutos acrescidos pelo árbitro canadense pareciam uma eternidade, mas passaram e o placar seguiu imutável. Argentina e Cabo Verde empataram por 1 x 1 no tempo regulamentar e a prorrogação foi acionada.

Os heróis improváveis de Argentina e Cabo Verde

A prorrogação começou, e com ela, o sonho caboverdiano ficou mais difícil ainda no começo. Messi cobrou escanteio e a bola ficou viva na segunda trave. Quem teve o domínio foi Lisandro Martínez, que bateu de canhota e venceu Vozinha. Aos três minutos, a Argentina apostou as fichas em um herói improvável. O zagueiro do Manchester United fez a melhor partida da carreira com a Albiceleste. Assistência para o primeiro tento e gol decisivo para colocar a Argentina com o pé nas oitavas. 

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Entretanto, para um povo que sobreviveu a todos os horrores de uma colonização escravocrata e segue buscando o espaço relevante no contexto global, a desistência nunca foi uma opção. Quando muitos achavam o placar definido, Sidny Cabral recebeu pela esquerda. Ninguém esperava o que viria, mas o lateral caboverdiano trouxe para a perna direita e finalizou de fora da área. Enquanto ela ia em direção ao gol, milhares de torcedores africanos prendiam a respiração. E na hora que entrou no ângulo do goleiro Dibu Martínez, o Hard Rock Stadium foi abaixo. O jogo estava, novamente, empatado e tinha mais todo o segundo tempo da prorrogação para acontecer. 

A Argentina voltou ao modo desespero. Messi teve mais chances, mas Vozinha seguia minando o craque sul-americano. Os 15 minutos finais da partida foram de pressão da Albiceleste. Uma eliminação contra Cabo Verde na primeira fase de mata-mata não estava nos planos da atual campeã.

Classificação argentina no sufoco

A pressão argentina era incessante no segundo tempo da prorrogação. O Hard Rock Stadium virou um caldeirão. Torcedores atônitos com uma das maiores partidas desta edição da Copa do Mundo. O tempo era inimigo da Argentina, mas, assim como em noites de Libertadores, o espírito de resiliência sul-americano falou mais forte no fim. 

Mais uma vez a glória saiu dos pés de Lionel Messi. O camisa 10 bateu escanteio na primeira trave e achou, novamente, um zagueiro. Cristian Romero foi até o terceiro andar para dar um leve desvio e estufar a rede de Vozinha. A torcida argentina pulsou e via a vaga nas mão pela terceira vez no duelo. 

Cabo Verde não sentiu o gol e foi ao ataque sem piedade. Os cinco minutos finais foi um inverso do que todo o confronto apresentou: os Tubarões Azuis no ataque e a Albiceleste na retranca. Em cobrança de falta, Dibu Martínez salvou a Argentina e mostrou o porquê de estar na galeria de ídolos da seleção tricampeã do mundo. 

Drew Fischer assinalou mias três minutos de acréscimo. E foram muito bem segurados pela Argentina. Em uma demonstração viva do que é o futebol, a Albiceleste vence Cabo Verde por 3 x 2, com um confronto que ficará marcado na história da Copa do Mundo. 

Ficha técnica 

Argentina x Cabo Verde 

16 avos de final – Copa do Mundo 

Data e hora: Sexta-feira (3/7), às 19h

Local: Hard Rock Stadium, Miami, Flória, Estados Unidos 

Árbitro: Drew Fischer (Canadá)

Gols: Lionel Messi; Lisandro Martínez e Cristian Romero (Argentina); Deroy Duarte e Sidny Cabral(Cabo Verde)

Cartões amarelos: Lenini (Cabo Verde)

Argentina 

Dibu Martínez, Medina (Tagliafico), Lisandro Martínez, Romero, Molina (Montiel), De Paul (Paredes), Mac Allister, Enzo Fernández, Almada (Nicolás González), Lautaro Martínez (Julian Alvarez) e Lionel Messi

Técnico: Lionel Scaloni

Cabo Verde

Vozinha, Steven Moreira, Pico, Diney, Sidny Cabral, Lenini (Gilson Tavares), Ryan Mendes (Willy Semedo), Laros Duarte (Jamiro Monteiro), Deroy Duarte (Yannick Semedo), Jovane Cabral (Hélio Varela) e Nuno da Costa (Dailon Livramento)

Técnico: Bubista

Outros Resultados da Copa do Mundo

Suíça 2 x o Argélia

Austrália 1 x 1 Egito *

Colômbia 1 x 0 Gana

  • Egito classifica nos Pênaltis

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Messi comemorando o gol / Crédito: Chandan Khanna – AFP
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