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Personagem negativo do jogo

Felipe Melo ajuda o Botafogo a vencer o clássico contra o Fluminense

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Esportes / Futebol

Clássico Vovô foi decidido por erro grosseiro de Felipe Melo aos 50 minutos da segunda etapa

Rio de Janeiro / RJ

Disputa entre Marcelo, do Fluminense, e Luiz Henrique, do Botafogo - Vitor Silva/Botafogo

Tudo parecia que Botafogo e Fluminense terminariam empatados, mas o Felipe Neto, que havia entrada minutos antes, conseguiu “entregar” um gol para o adversário ao tentar driblar dentro da área já nos acréscimos. Luiz Henrique, ex-jogador do tricolor só teve o trabalho de tocar para as redes, após uma defesa parcial do Fábio e uma jogada bisonha do Felipe Melo.

Agora, para a torcida tricolor, não há mais razão para o Felipe Melo jogar no Fluminense. Seu destino é a aposentadoria. E já passou da hora. Fica o recado para o técnico e a diretoria do tricolor das Laranjeiras.

O Jogo

Em um dos principais jogos da 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, na noite deste sábado (21), no Maracanã, o Botafogo contou com uma colaboração luxuosa no fim para vencer o Fluminense pelo placar de 1 a 0 e seguir na liderança. O gol foi marcado pelo atacante Luiz Henrique, revelado pelo Tricolor das Laranjeiras, após erro grosseiro de Felipe Melo aos 50 minutos da segunda etapa. 

Lance entre Savarino, do Botafogo, e Martinelli, do Fluminense - Vitor Silva/Botafogo

Com o resultado, o Glorioso vai a 56 pontos na tabela de classificação, na liderança, e abriu seis pontos para o Palmeiras, que jogará neste domingo (22) contra o Vasco. O Tricolor, por sua vez, fica na zona de rebaixamento, em 18º, com 27.

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Um choque de ideias e de realidades diferentes na temporada. De um lado, um Fluminense desesperado na luta contra o rebaixamento visando se afastar do Z4 e pressionado por conta dos resultados do início da rodada. Do outro, o líder, vivendo seu melhor momento e esbanjando futebol em 2024.

O Clássico Vovô, no entanto, teve um primeiro tempo sem fortes emoções e com os rivais alternando superioridade nos 45 minutos. O Alvinegro começou melhor, agrediu mais a área e viu o Tricolor tomar conta das ações a partir dos 25 e ser mais perigoso com chegadas de Cano, Arias e Lima.

Fábio, goleiro do Fluminense, foi um dos destaques na partida contra o Botafogo - Vítor Silva/Botafogo.Como pontos altos, a boa atuação do goleiro Fábio, do Fluminense, e também as reclamações por não marcações da arbitragem. O Glorioso pediu expulsão de Marcelo após pisão em Matheus Martins, enquanto os comandados de Mano Menezes pediram pênalti de Matheus em Cano após cotovelada dentro da área. Com a bola no pé mesmo, muitos erros de passe e aposta em cruzamentos.

O jogo ganhou em movimentação na segunda etapa com boas trocas de ataques. O Botafogo, assim como em compromissos recentes, abusou das chances desperdiçadas logo nos primeiros minutos em jogadas rápidas com lances agudos. O Fluminense tinha Arias e Cano como principais peças no terço final e seguiu levando perigo à meta de John.
Fábio apareceu como o protagonista do clássico no Maracanã salvando o Fluminense em meio ao volume de jogo altíssimo do Botafogo. Sempre perigoso, o time de Artur Jorge viu mais uma vez os erros de finalização prejudicando na construção do resultado.

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Preocupação

Na reta final, aos 40 minutos, o Maracanã ficou apreensivo após choque forte de cabeça entre Marçal e Nonato. Pior para o volante do Fluminense, que, precisou deixar o estádio de ambulância devido à corte na face e período de inconsciência no gramado.

Erro fatal

Quando tudo parecia se encaminhar para um empate sem gols, um erro grosseiro deu a vitória ao Botafogo. Aos 50 minutos, Felipe Melo, que acabara de entrar nu lugar de Nonato, errou na saída de bola e perdeu para Gregore já dentro da área. O volante do Botafogo ganhou no corpo, dividiu com Fábio e deixou na boa para Luiz Henrique entrar sozinho e tocar para o fundo do gol. O ato final do Clássico Vovô para dar os três pontos ao líder do Brasileirão.

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 * Da Redação / Com informações dos jornais O Dia e Extra

* Fotos:  Vitor Silva / Botafogo

 

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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