Estreia que orgulha o futebol brasileiro
Fluminense joga bem, amassa o Borussia, mas fica no empate
Esportes / Futebol
O tricolor, dos quatro times brasileiros, foi quem apesentou o melhor futebol na estreia no Mundial de Clubes
Por Paulo Roberto Borges*
Difícil não ficar orgulhoso do que o time do Fluminense demonstrou em campo, contrariando todos os prognósticos dos “especialistas” em futebol, que acreditavam que a equipe brasileira seria goleada e não teria nenhuma chance contra a européia do Borussia Dortmund. Aconteceu tudo ao contrário e o Fluminense amassou os alemães, perdendo várias oportunidades, colocando nessa contabilidade o goleiro Kobe, que impediu a vitória, que seria merecida do tricolor carioca.

Árias foi o maestro do Fluminense
Com uma postura irretocável diante de um adversário europeu de respeito, o tricolor foi dominante na partida, mas não conseguiu converter as chances de perigo e ficou no empate sem gols com o Borussia Dortmund-ALE, nesta terça-feira, pelo Grupo F da Copa do Mundo de Clubes.
Apesar do favoritismo alemão, o Fluminense não sentiu o nervosismo da estreia e ficou mais perto de balançar as redes no primeiro tempo. Desde o início da partida, o tricolor teve sucesso ao explorar as investidas de Arias pelo lado direito. O colombiano encontrou espaços para ir à linha de fundo ou infiltrar na área, mas só faltou caprichar no terço final do campo para abrir o placar.
A escolha do técnico Renato Gaúcho em povoar o meio-campo com três volantes (Hércules, Martinelli e Nonato) se mostrou certeira em meio ao domínio tricolor. A equipe colocou bastante intensidade nos duelos e recuperava a bola com facilidade para sair em velocidade na transição ofensiva. Prova dessa superioridade é que o Fluminense teve cinco finalizações a mais que o adversário (8 a 3). No entanto, o goleiro Kobel fez apenas duas defesas na primeira etapa.

Do outro lado, o Borussia tentou surpreender com lançamentos longos nas costas da defesa adversária, porém, o zagueiro Thiago Silva ganhou a maioria dos confrontos pelo alto, o que já levava o time a ter novamente o controle do jogo. Depois de “assistir” ao tricolor jogar, a expectativa era de que o time alemão entrasse com mais agressividade no segundo tempo. Mas até isso a equipe do croata Niko Kovac deixou a desejar.
Melhor jogador em campo, Arias pegou de surpresa a defesa alemã com um lançamento na medida para Everaldo, que saiu sozinho para fazer o gol, mas perdeu velocidade após ajeitar de forma equivocada ao pé trocado (esquerdo) e tocar para Canobbio chutar fraco rasteiro.
Antes de sair para dar lugar a Cano, que voltou a jogar depois de sofrer lesão no joelho esquerdo, em 29 de abril, o camisa 9 chutou com perigo para a ação de Kobel, que fez uma defesa milagrosa no rebote de Nonato, mas o volante já estava impedido no lance.
O próximo compromisso do Fluminense é contra o Ulsan HD-COR, neste sábado, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey-EUA. Já o Borussia enfrenta o Mamelodi Sundows-AFS, no mesmo dia, às 13h, no TQL Stadium, em Cincinnati.
Por Pouco
Neymar revela que ‘ficou bem perto’ de reforçar o Fluminense no Mundial de Clubes. Atacante contou que esteve próximo de selar acordo com o Tricolor para o torneio internacional
São Paulo/SP
Em jogo do comemorativo do Instituto Neymar Jr promovido pela Loovi, patrocinadora do Santos, nesta terça-feira (17), Neymar contou em entrevista para o ‘Flow podcast’ que esteve “bem perto” de reforçar o Fluminense no Mundial de Clubes. No entanto, preferiu se preservar.

“O Fluminense foi uma coisa que ficou bem perto de acontecer, mas escolhi para ficar para treinar um pouco mais. Eu estou 100% fisicamente, mas preciso estar melhor ainda para poder voltar muito bem”, disse o camisa 10 do Santos.
Presidente do Tricolor, Mário Bittencourt afirmou recentemente à ‘ESPN’ que o craque tinha interesse na proposta enviada pelo clube carioca.
“O Neymar especificamente disse que tinha muita vontade, mas que nesse momento estava muito focado na recuperação dele, em ajudar o Santos a sair da situação que está, é um atleta criado no Santos, eu acho que é uma atitude muito bonita, muito digna. Ele foi muito digno conosco também”, declarou o mandatário.
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* Da Redação / Com informações da mídia esportiva
* Fotos: Reprodução / Mídias Sociais
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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