Brasileirão 2025
Fluminense bate o Grêmio fora de casa e entra no G-5 do Brasileirão
Esportes / Futebol
O time carioca contou com grande atuação de Soteldo, que anotou dois gols
Porto Alegre / RS
Em noite inspirada de Soteldo nesta terça-feira (2), o Fluminense venceu o Grêmio por 2 a 1 na Arena do Grêmio, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. O venezuelano fez valer a ‘lei do ex’ e voltou a marcar após mais de um ano. O atacante também anotou o segundo do Flu no jogo. O Imortal descontou com André Henrique.
Com o resultado, o Fluminense chegou aos 61 pontos e subiu para a quinta posição. Para fechar a rodada no G-5, terá que secar o Botafogo, que vai enfrentar o Cruzeiro na quinta-feira, a partir das 19h30.
A equipe de Zueldía, agora, foca no Bahia. Os dois times equipes vão se enfrentar no próximo fim de semana pela última rodada do Brasileirão. O jogo está marcado para acontecer no domingo (7), às 16h, no Maracanã.
O jogo

Lucho Acosta em ação durante o jogo entre Fluminense e Grêmio – Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC
O primeiro tempo foi de bom nível em Porto Alegre. As duas equipes adotaram uma postura ofensiva e buscaram o longo ao longo de toda a etapa inicial, mas quem levou a melhor nesse período da partida foi o Tricolor Carioca.
Perto dos 20 minutos, o Fluminense abriu o placar na Arena do Grêmio. Samuel Xavier descolou ótimo lançamento para Lucho Acosta e acionou Kevin Serna, que fez o cruzamento. O goleiro Tiago Volpi chegou a tocar na bola, mas ela passou e chegou até Soteldo. Com o gol aberto, o venezuelano mandou a bola para o fundo das redes.
O bandeira assinalou o impedimento de Lucho Acosta no lance. No entanto, o VAR revisou o lance e validou o gol do atacante, que desencantou com a camisa do Flu e aplicou a ‘lei do ex’.
Já na reta final do primeiro tempo, André marcou após cruzamento pelo lado esquerdo, mas o assistente pegou impedimento do atacante. O VAR confirmou a decisão de campo, e o Fluminense foi para o intervalo em vantagem.
No segundo tempo, o jogo ficou ainda mais animado. Isso porque, com menos de dez minutos, os dois times balançaram as redes. O Fluminense ampliou a vantagem aos sete minutos. Depois de cruzamento rasteiro, Everaldo ajeitou com estilo para Lucho Acosta, que serviu Soteldo. Em noite iluminada, o venezuelano finalizou para anotar o segundo gol do Flu.
Entretanto, aos nove, o Grêmio descontou. Willian cobrou escanteio na medida para André, que subiu com espaço para finalizar de cabeça e recolocar o Imortal na partida.
O jogo continuou aberto, com boas chances para os dois lados. A principal do Fluminense veio com Kevin Serna. O colombiano teve o gol praticamente aberto após um chute rasteiro na direção da pequena área, mas ele pegou mal na bola.
Já o Grêmio teve uma chance de ouro com Jardiel. O atacante ficou livre com a bola dentro da área e soltou a bomba, mas carimbou o travessão da meta defendida por Fábio.
No fim das contas, o placar se manteve até o fim, e o Fluminense saiu de Porto Alegre com a vitória por 2 a 1.
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- Informações de O Dia – Conteúdo
- Foto/Destaque: Crédito – Lucas Merçon / Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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