Amistoso Internacional
Brasil joga bem e vence a Inglaterra em Wembley
Esportes / Futebol
Dorival Júnior estreou com boa atuação e resultado positivo
A Seleção Brasileira de Futebol, toda renovada venceu pelo placar de 1 a 0 a Seleção Inglesa em partida realizada, neste sábado (23), no Estádio de Wembley, em Londres. O gol foi marcado pelo Endrick, que entrou no segundo tempo.
A estreia de Dorival Júnior foi positiva e quebrou um tabu de quase 30 ano sem vencer em Wembley. A última vez que a Seleção havia vencido no estádio foi em junho de 1995. De lá para cá foram três empates e uma derrota. O Brasil volta a entrar em campo na próxima terça-feira, em amistoso contra a Espanha, no Santiago Bernabeu, em Madri.
O resultado do jogo diria pouco, por ser, literalmente, a estreia de um ciclo no meio do caminho e em um teste de fogo. Porém, a vitória enche de confiança uma equipe que veio de um dos piores anos da história do futebol brasileiro. O tão pedido amistoso contra uma seleção europeia de ponta parecia chegar no momento errado, mas foi bom ver os sinais do que o Brasil de Dorival poderá apresentar, liderado pela atuação de Lucas Paquetá.
Em uma partida aberta na qual os dois meios de campo ofereciam espaços de sobra, a seleção criou seus principais lances em jogadas de toques verticais muito rápidos e eficientes. Se o meia brasileiro do do West Ham parecia pilhado e distribuía faltas a rodo — punido com cartão amarelo ainda no primeiro tempo —, também levou muito perigo.
Principalmente, quando concluiu jogada confusa na área da Inglaterra e carimbou a trave direita de Pickford. Antes, havia conectado ótimo passe para Vini Jr., que tentou tirar do goleiro, mas chutou fraco, e permitiu que Walker afastasse.

O trio de ataque — composto também por Rodrygo e Raphinha — desperdiçou chances imperdoáveis na primeira etapa, que poderiam ter dado a vantagem ainda no intervalo. O jogador do Barcelona aproveitou uma desatenção de Maguire e mandou uma bola que passou raspando.
Os donos da casa tentavam exercer pressões pontuais, mas engrossavam na hora das finalizações ou mesmo de cruzamentos. Pareceu que a seleção soube administrar o momento de ceder ao ataque adversário — tinha problemas na marcação pela direita e na sobra da segunda bola — e de sair com seu quarteto ofensivo. Em sua estreia pela seleção principal, Bento fez boas intervenções quando foi preciso.
A segunda etapa veio com a Inglaterra fazendo pressão novamente nos primeiros minutos, mas esbarrando numa atuação bem segura da defesa brasileira. Paquetá seguia no destaque e mandou uma finalização cheia de efeito que passou ao lado. A seleção tinha chances muito mais claras e foi premiada a partir do momento que começaram as substituições.

Com chances de ser expulso, Paquetá saiu junto de Rodrygo, com ambos dando lugar a Andreas Pereira e Endrick. E estrela do jovem craque de 17 anos do Palmeiras brilhou. Em uma jogada onde o meia do Fulham lançou Vini Jr, Endrick foi paciente para ver o chute do camisa 7 ser defendido e parar em seus pés. Bem posicionado, só teve o trabalho de escorar para o gol.
O futuro atleta do Real Madrid estava abusado e ainda poderia ter sacramentado a vitória com um segundo gol, após contra-ataque fulminante já nos acréscimos. Porém, parou nos pés de Pickford. Nada que tire o brilho de um dos gols mais especiais de sua carreira. Na próxima terça-feira, às 17h30 (horário de Brasília), a equipe de
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* Com informações de agências
* Foto: Divulgação – AFP
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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