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Taça Libertadores da América

Botafogo leva susto, mas supera Estudiantes com golaço de Artur

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Esportes / Futebol

Botafogo depende de uma vitória simples contra o Universidad de Chile para avançar para as oitavas de final da Libertadores

Rio de Janeiro / RJ

Botafogo entrou em campo nesta quarta-feira precisando fazer o resultado para seguir vivo na Libertadores. Atual campeão, o time carioca chegou abrir 2 a 0 no placar, mas levou um susto no estádio Nilson Santos ao sofrer o empate para o Estudiantes-ARG, porém contou com um golaço de Artur, aos 40 minutos, para vencer por 3 a 2 e chegar na última rodada do Grupo A precisando de uma vitória simples para se classificar às oitavas de finais.

Com o placar, o Botafogo chegou a nove pontos, empatado com o próprio Estudiantes, porém atrás no saldo de gols (4 a 2).

Para se classificar, uma vitória simples no próximo dia 27, no Nilton Santos, faz o time de Renato Paiva ultrapassar o Universidad de Chile-CHI, que lidera a chave com 10 pontos. Um empate também garante o time carioca nas oitavas, mas para isso terá que torcer para o Carabobo-VEN, saco de pancadas da chave, vencer os argentinos.

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Primeiro tempo

O Botafogo começou o duelo com a proposta clara: ficar com a posse de bola e empurrar o Estudiantes no campo de ataque. O time até conseguiu fazer sua estratégia funcionar, empilhando chances. A melhor delas, quando Artur cruzou e Cuiabano cabeceou, praticamente na pequena área, por cima do gol.

Do outro lado, o time argentino ficou na espreita pelos contra-ataques. Até conseguiu algumas escapadas, mas nada que desse trabalho ao goleiro John.

Na reta final, de tanto rodar a bola e pressionar, a estratégia surtiu efeito. Jair inverteu a jogada para Artur, que cruzou para Rwan Cruz, de carrinho, completar para as redes, aos 41 minutos.

Susto no segundo tempo

O Botafogo voltou com a mesma postura para a segunda etapa. Dificultado a vida dos argentinos, logo com sete minutos, Alex Telles cobrou escanteio e Igor Jesus cabeceou para ampliar o marcador. Após o gol, o time relaxou e viu Palacios descontar em cobrança de pênalti, aos 16 minutos.

O gol fez o Botafogo recuar na partida e chamou os argentinos para o jogo. Somado ao cansaço físico, Palacios pegou o rebote na área e deixou tudo igual, aos 32.

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Quando o roteiro se encaminhava para uma maneira frustrante, Artur, aos 40, fez linda jogada individual e marcou um golaço para explodir o Nilton Santos.

Próximos jogos

O Botafogo agora tem outra decisão pela frente. No domingo, às 18h30, tem pela frente o clássico contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.

A última rodada da fase de grupos da Libertadores acontece somente no dia 27 deste mês, quando recebe o Universidad de Chile-CHI, no Nilton Santos.

Outros Resultados da Libertadores

São Paulo 1 x 1 Cube Liberdade

Universitário de Desportos 1 x 0 Barcelona

Racing Clube 4 x 0 Colo-Colo

Peñarol 3 x 2 Velez S.

Copa Sul-Americana

Fluminense 2 x 0 Union Española

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* Informações Estadão – Conteúdo

* Foto/Destaque: Vitor Silva / Botafogo

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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em

Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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