Venceu e Convenceu!
Botafogo é campeão da Libertadores ao vencer com um a menos o Atlético-MG
Esportes / Futebol
Gregore é expulso com menos de um minuto, mas Luiz Henrique brilha e resolve: 3 a 1
Buenos Aires / Argentina
É tempo do Botafogo, o mais novo campeão da Libertadores. E quis o destino que o grande nome dessa conquista histórica – e dramática – fosse o dono atual da mítica camisa 7, Luiz Henrique, eleito o melhor jogador da competição. O atacante, com a aura de Garrincha, Jairzinho e Túlio Maravilha, colocou a final no bolso com um gol e um pênalti sofrido (e convertido por Alex Telles), para levar o Glorioso à vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG, mesmo com um a menos desde o primeiro minuto, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

Luiz Henrique marcou o primeiro gol da final, sofreu um pênalti e foi eleito o craque da Libertadores – Foto: Vítor Silva/Botafogo
Vargas diminuiu e Júnior Santos, no último lance, fechou o placar para se coroar como artilheiro da competição e nome importante nas primeiras fases, até se machucar.
Nunca o hino que diz “foste herói em cada jogo” fez tanto sentido numa equipe que era favorita, mas se viu com apenas 10 jogadores. A expulsão mais rápida de uma final de Libertadores, de Gregore, por acertar as travas da chuteira na cabeça de Fausto Vera, no meio de campo com 29 segundos, deu ares de drama. Só que foi aí que entrou a qualidade do trabalho de Artur Jorge e a entrega do grupo.
Primeiro tempo irretocável do Botafogo
Os torcedores podem ter se desesperado com o histórico de decepções e temido pelo pior. Mas, com exceção dos primeiros minutos, parecia que era um jogo de 11 contra 11, tamanha a organização do Botafogo. Sem Bastos, vetado com lesão muscular, o time passou a jogar com Marlon Freitas entre os zagueiros e deu a bola para um Atlético-MG que não soube o que fazer com ela.
Dois chutes de fora da área de Hulk, com liberdade na marcação após o recuo do volante, foram os únicos momentos de perigo. Os mineiros abriam o jogo, mas não conseguiam superar a recuada linha de cinco que muitas vezes virava de seis, com Luiz Henrique ajudando a defesa botafoguense.

A aposta do Botafogo foi na qualidade ofensiva, que resolveu. Na primeira vez em que conseguiu trocar passes e rodar a bola, fez uma a jogada decisiva, aos 34 minutos: Almada abriu para Luiz Henrique, que achou Marlon Freita para chutar livre, a bola desviou no argentino e sobrou pra para o atacante abrir o placar.
O que já era ótimo ficou espetacular quando Luiz Henrique aproveitou bobeada da zaga atleticana e sofreu pênalti de Everson. Telles cobrou e ampliou para 2 a 0.
Gol do Atlético-MG no início da segunda etapa
Diante do cenário, era de se esperar um Atlético-MG diferente. Milito, que demorou a mexer, tirou o esquema com três zagueiros e foi pra cima com três mudanças. E o primeiro minuto voltou a ser tenso para os botafoguenses, já que Vargas, que acabara de entrar, diminuiu de cabeça, após escanteio.
O que era tensão virou drama, então. Com Hulk pela ponta direita fazendo dupla com Mariano, a defesa do Botafogo passou a sofrer. E veio, enfim, a pressão mineira. Deyverson quase empatou ao cabecear sozinho, mas para fora.

Artur Jorge então reforçou a marcação com as entradas de Marçal e Danilo Barbosa (saíram Telles e Savarino). Não funcionou completamente porque os jogadores já demonstravam desgaste físico e deram mais espaço nas laterais.
Menos mal que o Galo só tinha praticamente uma jogada, que era cruzamento para a área contra a recuada defesa. Quando não alçou a bola, Hulk obrigou John a fazer grande defesa e, já depois dos 40, Vargas teve duas chances claras e isolou cara a cara com o goleiro.
Ainda houve tempo de, no último minuto, Júnior Santos fazer jogada individual e ainda pegar o rebote para fazer 3 a 1 e fazer os botafoguenses soltarem o grito entalado na garganta. Agora, a taça da Libertadores conta com uma estrela solitária em sua base de madeira.
Atlético-MG 1×3 Botafogo
Local: Monumental de Nuñez (ARG).
Árbitro: Facundo Tello (ARG).
Gols: Luiz Henrique, aos 34min/1ºT (0x1), Alex Telles, aos 42min/1ºT (0x2); Vargas, a 1min/2ºT (1×2) e Junior Santos, aos 52min/2ºT.
Cartões amarelos: Battaglia, Lyanco, Fausto Vera, Hulk (ATL); Alex Telles, Almada, Vitinho, Igor Jesus, Junior Santos (BOT).
Cartões vermelhos: Gregore (BOT).
Atlético-MG: Everson, Lyanco (Mariano), Battaglia e Junior Alonso; Gustavo Scarpa (Vargas), Fausto Vera (Bernar), Alan Franco e Guilherme Arana; Hulk, Paulinho e Deyverson (Alan Kardec). Técnico: Gabriel Milito.
Botafogo: John, Vitinho, Adryelson, Alexander Barboza e Alex Telles (Marçal); Gregore, Savarino (Danilo Barbosa), Almada (Júnior Santos), Luiz Henrique (Matheus Martins) e Igor Jesus. Técnico: Artur Jorge.
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* Da Redação / Com informações de O Dia
* Fotos: Vitor Silva / Botafogo
Esportes / Futebol
Fluminense perde de virada do Independiente Rivadavia e deixa Maracanã sob vaias e protestos
Após bom começo, o Tricolor perdeu por 2 a 1 e se complicou no Grupo C da Copa Libertadores
Rio de Janeiro – RJ
O Fluminense começou melhor, abriu o placar, mas pecou com erros individuais e viu o Independiente Rivadavia-ARG ganhar, de virada, por 2 a 1, no Maracanã, nesta quarta-feira, pela segunda rodada da Copa Libertadores. Os mandantes abriram o placar com Guilherme Arana, mas Sartori e Arce garantiram a virada e fizeram o tricolor deixar o gramado sob vaias e gritos de “time sem vergonha”.
Com a derrota, o Fluminense estacionou na terceira posição do Grupo C, com apenas um ponto. O Independiente Rivadavia lidera a chave, com seis pontos. O tricolor agora vira a chave para o Brasileiro. O próximo jogo do tricolor será com o Santos, no domingo, às 16h. A equipe de Luís Zubeldía busca reencontrar o caminho das vitórias após quatro partidas seguidas sem vencer.
O jogo
Com mudanças no time titular, muita movimentação na linha de frente e laterais comparecendo no ataque com frequência, o Fluminense conseguiu imprimir o seu ritmo logo no início da partida e abriu o placar com Arana, aos nove minutos, após receber desmarcado na grande área e estufar as redes com um forte chute.
O time continuou melhor e chegou perto de aumentar o placar com Canobbio e Savarino, mas o venezuelano parou no goleiro e o uruguaio isolou o rebote. Não aproveitando as chances, a equipe levou o empate na única chegada perigosa do rival até aquele momento.
Após cobrança de falta para a área, a equipe argentina contou com os zagueiros tricolores Ignácio e Freyte “batendo cabeça” e deixando a bola sobrar no alto. Após passe de cabeça de Costa, o atacante Sartori empatou o jogo. O resultado momentâneo já fez o tricolor ir para o intervalo sob vaias.
Para piorar, ainda no começo do segundo tempo, em um lance recheado de erros individuais, o time argentino virou o placar do jogo. Fábio saiu mal da área para cortar o lançamento do goleiro Bolcato e a bola ficou para dividida entre Cannobbio e Villa. O uruguaio também não conseguiu se livrar. Com a bola, Villar driblou Samuel Xavier e foi bloqueado por Fábio, mas a bola ficou novamente nos pés da equipe argentina e Arce aproveitou o goleiro fora de posição para fazer o segundo gol da equipe.
O tricolor mostrou sentir o golpe, ficando ansioso para a definição das jogadas e diminuindo o ritmo que apresentou na etapa inicial. Ainda assim, Savarino e John Kennedy tiveram grandes chances na etapa final, mas o venezuelano novamente parou no goleiro e o atacante brasileiro cabeceou a poucos centímetros do gol do Rivadavia, que conseguiu segurar o placar até o apito final, gerando mais vaias e xingamentos da torcida tricolor.
Outros Resultados da Libertadores
Cruzeiro 1 x 2 Universida Católica
Corinthians 2 x 0 Santa Fé
Libertad 0 x 1 Rosário
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- Informações do jornal Extra – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Lucas Merçon / Fluminense FC
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