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Mercado de Trabalho

Senado aprova projeto que reconhece estágio como experiência profissional

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Economia

Proposta altera lei de 2008 e pode facilitar acesso de jovens ao mercado de trabalho

Brasília – DF

O Senado aprovou o Projeto de Lei (PL) 2762/2019, que passa a reconhecer o estágio como experiência profissional. Agora, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta altera a Lei de Estágio, em vigor desde 2008, e busca facilitar a inserção de jovens no mercado de trabalho. Com a mudança, o período de estágio poderá ser considerado como experiência profissional, inclusive em determinadas situações de concursos públicos, conforme regulamentação do poder público.

Medida tenta reduzir barreiras para jovens

Segundo o autor do projeto, deputado Flávio Nogueira (PT-PI), a falta de experiência ainda é um dos principais obstáculos para jovens entre 18 e 24 anos conseguirem emprego.

Ele destaca que muitos candidatos enfrentam um ciclo difícil: não conseguem trabalho por falta de experiência e, ao mesmo tempo, não conseguem experiência por não terem emprego formal.

Além disso, a relatora da proposta, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), reforçou que o estágio já ocorre em ambiente profissional. Para ela, essa vivência contribui diretamente para a formação prática dos estudantes.

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“O estágio é uma atividade educacional supervisionada, mas também insere o estudante no ambiente de trabalho, permitindo o desenvolvimento de habilidades profissionais”, avaliou.

Novas regras para residência em saúde

Na mesma sessão, os senadores também aprovaram o Projeto de Lei 1.732/2022, que altera as regras de descanso para médicos residentes e outros profissionais da saúde.

A proposta permite dividir o período anual de repouso, atualmente de 30 dias, em partes menores de, no mínimo, 10 dias cada. No entanto, essa divisão deve ser solicitada pelo próprio residente e seguirá critérios definidos em regulamento.

A nova regra passa a valer após 180 dias da publicação da lei.

Frente parlamentar para feirantes

Ainda durante a sessão, o Senado aprovou a criação da Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Feirantes. O objetivo é fortalecer políticas públicas e incentivar ações voltadas ao setor.

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  • Informações da Agência Senado
  • Foto Destaque: Reprodução / Internet
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Economia

Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026

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Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360

Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES

A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.

O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória. 

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação

“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.

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A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.

O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.

Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.

No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil. 

“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.

Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente. 

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O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.

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  • O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Borana
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