Curiosidade e História
A história do Dia da Mentira: Como surgiu essa tradição?
Curiosidade & Conhecimento
Desde brincadeiras inocentes até pegadinhas elaboradas, o dia 1º de abril é conhecido mundialmente como o Dia da Mentira.
Mas você já se perguntou de onde surgiu essa tradição? A origem da data remonta ao século XVI e está ligada a mudanças no calendário europeu.
A teoria mais aceita sobre o surgimento do Dia da Mentira remonta ao ano de 1582, quando o Papa Gregório XIII introduziu o calendário gregoriano, substituindo o antigo calendário juliano.
Antes da mudança, o Ano-Novo era comemorado entre 25 de março e 1º de abril. No entanto, com a reforma, a celebração oficial passou para o dia 1º de janeiro.
Na França, algumas pessoas resistiram à nova data e continuaram a celebrar o Ano-Novo na antiga tradição. Como forma de zombar desses “teimosos”, outros começaram a pregar peças e a espalhar boatos falsos
Assim, o 1º de abril passou a ser associado a enganos e brincadeiras, dando origem ao que conhecemos hoje como o Dia da Mentira.
Com o tempo, a prática se espalhou por outros países da Europa e, posteriormente, pelo mundo. Na Inglaterra, a tradição ganhou força no século XVIII, e os britânicos ajudaram a difundir a ideia para suas colônias. No Brasil, o costume chegou por meio dos portugueses e se consolidou no século XIX.

Um dos registros mais antigos da celebração no país foi uma publicação do jornal “A Mentira”, em 1º de abril de 1828, anunciando falsamente a morte de Dom Pedro I. Quando desmentida, a notícia evidenciou a brincadeira, tornando-se um marco da data no Brasil.
O Dia da Mentira na atualidade
Atualmente, o Dia da Mentira é celebrado em diversos países, e a internet ampliou o alcance das pegadinhas. Grandes empresas e veículos de comunicação costumam lançar notícias falsas de forma bem-humorada, confundindo e divertindo o público.
No entanto, com o crescimento das fake news, especialistas alertam para a importância de distinguir brincadeiras inofensivas de informações enganosas que possam causar prejuízos.
Embora a data seja sinônimo de diversão para muitos, vale lembrar que o respeito e o bom senso devem prevalecer. Então, se for participar da tradição, escolha pegadinhas leves e inofensivas!
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- Pesquisa Equipe Pauta1
- Foto Destaque: Reprodução / Internet
Curiosidade & Conhecimento
Fazenda ‘rara’ do subúrbio do Rio segue abandonada após promessa de revitalização do Governo Federal
Por Victor Serra* | Rio de Janeiro (RJ)
Mais de um ano após ser incluída entre os 14 bens culturais fluminenses contemplados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a histórica Fazenda Capão do Bispo, no Cachambi, Zona Norte do Rio, permanece sem qualquer intervenção de restauro. Enquanto as obras não saem do papel, o casarão do fim do século XVIII segue sendo alvo de invasões, vandalismo e furtos. Segundo apuração da reportagem, o programa destinou R$ 440 mil para a elaboração do projeto de restauração do imóvel.
Na época do anúncio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou ao DDR que o imóvel seria transformado
Patrimônio em deterioração

Sem vigilância permanente e praticamente abandonado, o casarão vem sofrendo com a retirada de portas, janelas e outros elementos arquitetônicos, além da ocupação irregular por pessoas em situação de rua. Recentemente, preservacionistas denunciaram a realização de fogueiras no interior da construção, aumentando o risco de incêndio em um imóvel tombado.
Para o ativista Marconi Andrade, da página SOS Patrimônio, a situação é crítica e coloca em risco um dos imóveis históricos mais importantes da cidade. “A Fazenda Capão do Bispo é um patrimônio fundamental para a história do Rio de Janeiro e do Brasil. Foi um dos primeiros locais de cultivo de cana-de-açúcar e, mais tarde, recebeu uma das primeiras mudas de café plantadas no país. Hoje, infelizmente, a casa está completamente aberta, sem segurança e sem manutenção. Portas e janelas estão sendo roubadas, há pessoas morando no imóvel e existe um risco real de incêndio ou até mesmo de desabamento”.

Marconi afirma que grupos ligados à preservação do patrimônio precisaram se mobilizar. “Existe um risco real de incêndio e até de desabamento. Há pessoas utilizando o imóvel de forma irregular, enquanto o patrimônio permanece completamente vulnerável”.
Há cerca de quatro anos, o Ministério Público ajuizou uma ação civil pública pedindo medidas para garantir a recuperação do imóvel. O processo, no entanto, não produziu os efeitos esperados.
Uma fazenda que ajudou a contar a história do Brasil
A Casa do Capão é considerada um símbolo da arquitetura vernacular brasileira, e integra o Projeto Circuito de Fazendas Históricas do Rio de Janeiro. Em 1759, a fazenda foi confiscada dos jesuítas e incorporada à Coroa. Dois anos depois, começou a ser leiloada. Um dos compradores foi o bispo D. José Joaquim Justiniano Mascarenhas de Castelo Branco, que construiu a casa-grande em um capão — porção de mata isolada sobre um outeiro de cerca de 20 metros de altura — origem do nome da propriedade. Durante séculos, a fazenda manteve atividades agrícolas.
Do ponto de vista arquitetônico, o casarão é uma das raríssimas casas de engenho preservadas na cidade do Rio. Conserva características típicas das edificações rurais setecentistas da Baía de Guanabara, como o pátio central e a varanda sustentada por colunas toscanas de alvenaria. Especialistas costumam comparar sua relevância apenas à da Fazenda do Colubandê, em São Gonçalo.
O imóvel foi tombado pelo Iphan ainda na primeira metade do século XX.
O que diz o Iphan
Procurado pelo DIÁRIO DO RIO, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional informou que aguarda o envio do projeto executivo de restauração pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), responsável pela condução do processo. Segundo o órgão federal, cabe ao Iphan apenas analisar e aprovar o projeto, descentralizar os recursos do Novo PAC e fiscalizar a execução das obras.
Sobre as invasões e o vandalismo registrados no imóvel, o instituto ressaltou que a manutenção dos bens tombados é responsabilidade de seus proprietários. O órgão informou ainda que, após vistoria técnica, encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec), alertando para o descumprimento de medidas emergenciais e solicitando providências imediatas.
Entre os problemas apontados estão a falta de limpeza do terreno, o acúmulo de lixo e dejetos, a ausência de capina, o avanço da vegetação e a inexistência de vigilância efetiva no local.
- Matéria do Diário do Rio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Iphan
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