Conhecendo a História / Brasil
Tiradentes, herói de verdade ou herói romantizado pela República?
Conhecendo a História
A história de Tiradentes é alvo de controvérsias e debates até os dias de hoje, e algumas pessoas questionam se ele foi realmente um herói ou se sua imagem foi romantizada ao longo do tempo.

Um dos argumentos utilizados pelos críticos de Tiradentes é o fato de que ele não era o único líder da Inconfidência Mineira e que muitos outros participantes do movimento tiveram um papel tão importante quanto ele na organização da conspiração.
Além disso, alguns estudiosos questionam as motivações de Tiradentes para liderar a revolta, sugerindo que ele pode ter agido por interesses pessoais ou financeiros. Outros historiadores afirmam que a forma a qual ele foi retratado após a sua morte, de herói, foi utilizada para a construção de um mito nacional, que atendesse aos interesses da época.

“Tiradentes não foi considerado um herói imediato, até porque não se tinha ideia da importância da Inconfidência Mineira na época. No século XX, Tiradentes “reapareceu” na História totalmente diferente: barbudo, de roupas longas e a caminho do cadafalso. Coincidência? Não. Havia no final do século XIX uma corrente historiográfica de nome Positivismo, claramente identificada com a República, que tratou de reconstruir e se apropriar da imagem de Tiradentes como o mártir da Inconfidência: alguém que morreu em prol da liberdade e do progresso da nação”, explica o professor de história Eduardo Souza.
No entanto, mesmo que a participação de Tiradentes na Inconfidência Mineira não tenha sido perfeita, é inegável que ele foi um importante símbolo de resistência contra o domínio português e que sua coragem e determinação inspiraram muitos outros líderes e movimentos na história do Brasil.
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* Pesquisa: Pauta1 / Paulo Roberto Borges – jornalista e professor de História
* Foto: Reprodução / arquivos oficiais
Conhecendo a História
Dia do Trabalho, sua origem e história
Dia do Trabalhador, Dia Internacional do Trabalhador[ ou Primeiro de Maio é uma data comemorativa internacional, dedicada aos trabalhadores, celebrada anualmente no dia 1 de maio em diversos países, sendo feriado em alguns deles.
A homenagem remonta ao dia 1 de maio de 1886, quando uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago com o objetivo de conquistar melhores condições de trabalho, melhorias e benefícios aos trabalhadores, principalmente a redução da jornada de trabalho diária, que chegava a 17 horas, para oito horas. Durante a manifestação houve confrontos, o que resultou em prisões e mortes de trabalhadores inocentes. Este acontecimento serviria de inspiração para muitas outras manifestações que se seguiriam. Estas lutas operárias culminaram numa série de direitos e deveres, previstos em leis e nas constituições locais, sancionados por constituições.
No período entreguerras, a duração máxima da jornada de trabalho foi fixada em oito horas, na maior parte dos países industrializados.
No calendário litúrgico, o dia celebra a memória de São José Operário, o santo padroeiro dos trabalhadores.
Em Chicago, a greve atingiu várias empresas. No dia 3 de maio, durante uma manifestação, grevistas da fábrica McCormick saíram em perseguição dos indivíduos contratados pela empresa para furar a greve. São recebidos pelos detetives da agência Pinkerton e policias armados de espingardas. O confronto resultou em três trabalhadores mortos. No dia seguinte, realizou-se uma marcha de protesto e, à noite, após a multidão se ter dispersado na Haymarket Square, restaram cerca de duzentos manifestantes e o mesmo número de policiais. Foi quando uma bomba explodiu perto dos policiais, matando um deles. Sete outros foram mortos no confronto que se seguiu.
Em consequência desses eventos, os sindicalistas anarquistas Albert Parsons, Adolph Fischer, George Engel, August Spies e Louis Lingg, foram condenados à forca, apesar da inexistência de provas. Louis Lingg cometeu suicídio na prisão, ingerindo uma cápsula explosiva. Os outros quatro foram enforcados em 11 de novembro de 1887, dia que ficou conhecido como Black Friday. Três outros foram condenados à prisão perpétua. Em 1893 eles foram inocentados e reabilitados pelo governador de Illinois, que confirmou ter sido o chefe da polícia quem organizara tudo, inclusive encomendando o atentado para justificar a repressão que viria a seguir.[7][8][9]
Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de 8 horas e proclamou feriado o dia 1 de maio daquele ano. Em 1920, a então União Soviética adotou o Primeiro de Maio como feriado nacional, sendo seguida por alguns países.
Até hoje, o governo dos Estados Unidos se nega a reconhecer a data como o Dia do Trabalhador. Em 1890, a luta dos trabalhadores norte-americanos fez com que o Congresso aprovasse a redução da jornada de trabalho, de 16 horas para 8 horas diárias.
Até o início da Era Vargas (1930–1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dada a incipiente industrialização do país. O movimento operário caracterizou-se, em um primeiro momento, teve influências do anarquismo e, mais tarde, do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, essas influências foram gradativamente dissolvidas pelo chamado trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado, no âmbito dos movimentos anarquistas e comunistas, como um momento de luta, protesto e crítica às estruturas socioeconômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transformou um dia destinado a celebrar o trabalhador em Dia do Trabalho. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas no 1 de maio. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo antigo costume que os governos tinham de anunciar nesse dia o aumento anual do salário-mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, em 1 de maio de 1943.
A defesa dos direitos dos trabalhadores sempre esteve sob a luz das organizações de trabalhadores e, consequentemente requer repensar o sentido das organizações sindicais e o que se pretende para o futuro da sociedade brasileira. Porém estes direitos sofrem alterações com o passar do tempo, em circunstâncias de pressões vindas de movimentos sociais organizados.
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- Pesquisas Pauta1
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