Conhecimento e Cultura
Lei Rubem Braga: projeto Batalha debate colonialidade e memória histórica
Conhecendo a História
Por Maya Dorietto / Com a colaboração de Pedro Vargas* – Vitória / ES
Na próxima quinta-feira (14), às 14 horas, acontece na UFES, a aula aberta “Projeto Batalha: Artes visuais e arquivos que faltam”.

Aula pública recebe apoio do Projeto Cultural Rubem Braga.
A atividade gratuita será realizada na sala 108 do IC II – CCHN, no campus de Goiabeiras da instituição. O encontro terá duração de quatro horas e não requer inscrição prévia.
A ação é uma iniciativa conjunta do Núcleo de Estudos dos Povos da Terra (Gaia) e do projeto de extensão Plataforma de Curadoria, e será conduzida pelo professor Ian Packer, do Centro de Ciências Humanas e Naturais, pela curadora Ananda Carvalho, do Centro de Artes, e pelo artista Bruno Zorzal, integrantes do Projeto Batalha.
O evento, que recebe apoio da Lei Rubem Braga, busca divulgar e aprofundar as reflexões em torno do Projeto Batalha, que nasceu da investigação sobre a Batalha do Cricaré, ocorrida no século XVI, na costa norte do Espírito Santo. Apesar de sua relevância histórica, o episódio conta com pouquíssimos registros oficiais, o que motivou a equipe a propor um diálogo entre arte e pesquisa acadêmica para reconstruir e reinterpretar a memória do acontecimento.
Segundo Bruno Zorzal, criar representações visuais ou textuais de fatos históricos é uma forma de garantir que eles ocupem espaço no presente e sejam discutidos, especialmente quando a história oficial falha em considerar toda a complexidade desses eventos.
“Em um mundo habitado e cada vez mais condicionado por imagens, vemos a importância de podermos contar com iconografias de eventos históricos”, destaca o artista.
A aula aberta integra a disciplina História indígena e do indigenismo, ministrada por Ian Packer, que tem como objetivo articular diferentes concepções e práticas do indigenismo, oficial e extra-oficial, e da etno-história indígena, enfatizando a produção etnográfica. A expectativa é que a ação fortaleça conexões entre artistas, pesquisadores e demais interessados na temática, promovendo uma abordagem artística e crítica sobre questões ligadas à colonização e à colonialidade.
Serviço
Aula aberta “Projeto Batalha: Artes visuais e arquivos que faltam”.
Quando: quinta-feira (14) às 14 horas.
Onde: UFES, Campus de Goiabeiras, sala 108 do IC II – CCHN.
Entrada: Gratuita
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* Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
* Foto/Destaque: Divulgação
Conhecendo a História
Dia do Trabalho, sua origem e história
Dia do Trabalhador, Dia Internacional do Trabalhador[ ou Primeiro de Maio é uma data comemorativa internacional, dedicada aos trabalhadores, celebrada anualmente no dia 1 de maio em diversos países, sendo feriado em alguns deles.
A homenagem remonta ao dia 1 de maio de 1886, quando uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago com o objetivo de conquistar melhores condições de trabalho, melhorias e benefícios aos trabalhadores, principalmente a redução da jornada de trabalho diária, que chegava a 17 horas, para oito horas. Durante a manifestação houve confrontos, o que resultou em prisões e mortes de trabalhadores inocentes. Este acontecimento serviria de inspiração para muitas outras manifestações que se seguiriam. Estas lutas operárias culminaram numa série de direitos e deveres, previstos em leis e nas constituições locais, sancionados por constituições.
No período entreguerras, a duração máxima da jornada de trabalho foi fixada em oito horas, na maior parte dos países industrializados.
No calendário litúrgico, o dia celebra a memória de São José Operário, o santo padroeiro dos trabalhadores.
Em Chicago, a greve atingiu várias empresas. No dia 3 de maio, durante uma manifestação, grevistas da fábrica McCormick saíram em perseguição dos indivíduos contratados pela empresa para furar a greve. São recebidos pelos detetives da agência Pinkerton e policias armados de espingardas. O confronto resultou em três trabalhadores mortos. No dia seguinte, realizou-se uma marcha de protesto e, à noite, após a multidão se ter dispersado na Haymarket Square, restaram cerca de duzentos manifestantes e o mesmo número de policiais. Foi quando uma bomba explodiu perto dos policiais, matando um deles. Sete outros foram mortos no confronto que se seguiu.
Em consequência desses eventos, os sindicalistas anarquistas Albert Parsons, Adolph Fischer, George Engel, August Spies e Louis Lingg, foram condenados à forca, apesar da inexistência de provas. Louis Lingg cometeu suicídio na prisão, ingerindo uma cápsula explosiva. Os outros quatro foram enforcados em 11 de novembro de 1887, dia que ficou conhecido como Black Friday. Três outros foram condenados à prisão perpétua. Em 1893 eles foram inocentados e reabilitados pelo governador de Illinois, que confirmou ter sido o chefe da polícia quem organizara tudo, inclusive encomendando o atentado para justificar a repressão que viria a seguir.[7][8][9]
Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de 8 horas e proclamou feriado o dia 1 de maio daquele ano. Em 1920, a então União Soviética adotou o Primeiro de Maio como feriado nacional, sendo seguida por alguns países.
Até hoje, o governo dos Estados Unidos se nega a reconhecer a data como o Dia do Trabalhador. Em 1890, a luta dos trabalhadores norte-americanos fez com que o Congresso aprovasse a redução da jornada de trabalho, de 16 horas para 8 horas diárias.
Até o início da Era Vargas (1930–1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dada a incipiente industrialização do país. O movimento operário caracterizou-se, em um primeiro momento, teve influências do anarquismo e, mais tarde, do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, essas influências foram gradativamente dissolvidas pelo chamado trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado, no âmbito dos movimentos anarquistas e comunistas, como um momento de luta, protesto e crítica às estruturas socioeconômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transformou um dia destinado a celebrar o trabalhador em Dia do Trabalho. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas no 1 de maio. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo antigo costume que os governos tinham de anunciar nesse dia o aumento anual do salário-mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, em 1 de maio de 1943.
A defesa dos direitos dos trabalhadores sempre esteve sob a luz das organizações de trabalhadores e, consequentemente requer repensar o sentido das organizações sindicais e o que se pretende para o futuro da sociedade brasileira. Porém estes direitos sofrem alterações com o passar do tempo, em circunstâncias de pressões vindas de movimentos sociais organizados.
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- Pesquisas Pauta1
- Foto destaque: Reprodução | Redes Sociais
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