Política Nacional
Dosimetria: maioria da bancada do ES vota para derrubar veto de Lula
BRASIL
Projeto reduz penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado e pode beneficiar ex-presidente Bolsonaro; veja votos dos capixabas
Por Enzo Bicalho Assis*
O Congresso Nacional votou nesta quinta-feira (30) para derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado.

Na Câmara dos Deputados, o placar foi de 318 votos pela derrubada e 144 para a manutenção. A pauta passou para o Senado, onde o placar foi de 49 a 24 para derrubar o veto.
Na bancada capixaba, a maioria dos parlamentares votou para manter o PL da Dosimetria.
Entre os dez deputados do Espírito Santo, oito votaram “Não” (contrários ao veto) e dois “Sim” (favoráveis). Já entre os três senadores, foram dois contrários e um a favor. Apenas os petistas votaram para manter o veto.
Pelo projeto, as penas dos crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, não devem ser somadas. A medida deve beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e os condenados pelo 8 de janeiro.
Com a derrubada do veto, o texto irá para promulgação, em que o presidente Lula tem até 48 horas para sancionar a lei. Caso não o faça, o próprio Senado terá o poder para tornar o PL da Dosimetria lei.
Veja como votou a bancada capixaba
Câmara dos Deputados
Votos Não (derrubada do veto)
- Evair de Melo (PP)
- Gilvan da Federal (PL)
- Amaro Neto (PP)
- Messias Donato (União)
- Da Vitória (PP)
- Gilson Daniel (Podemos)
- Paulo Folletto (PSB)
- Victor Linhalis (PSB)
Votos Sim (manutenção do veto)
- Jack Rocha (PT)
- Helder Salomão (PT)
Senado Federal

Foto: Agência Senado
Votos Não (derrubada do veto)
Marcos do Val (Avante)
Magno Malta (PL)
Voto Sim (manutenção do veto)
Fabiano Contarato (PT)
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- Informações do Portal Folha Vitória – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução
BRASIL
Forças Armadas reúnem documentos em processo sobre perda de patente de Bolsonaro
Pedido foi feito pela defesa no processo que discute se ex-presidente deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato
Brasília – DF
O Superior Tribunal Militar (STM) autorizou na última quarta-feira (22) a realização de diligências para reunir documentos das Forças Armadas sobre a trajetória militar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O pedido foi feito pela defesa no processo que discute se ex-capitão deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato, o que significa a perda de sua patente militar de capitão. Bolsonaro foi capitão do Exército.
A Corte Militar intimou o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e também o Ministério da Defesa para que providenciem as informações. Se não houver registros, os órgãos devem apresentar certidão negativa que ateste a ausência.
O processo foi aberto pelo Ministério Público Militar com base na condenação do ex-capitão reformado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator do caso no STM é o ministro Carlos Vuyk de Aquino.
Entre os materiais solicitados às Forças Armadas dentro do direito da defesa de produzir provas documentais estão prontuário funcional, histórico disciplinar, avaliações de desempenho, registros de condecorações e informações sobre sua conduta após a passagem para a reserva.
Militares condenados a penas superiores a dois anos podem ser submetidos à avaliação de indignidade ou incompatibilidade com o oficialato. O processo de Bolsonaro está na fase de coleta de provas e ainda contará com manifestação da defesa antes do julgamento.
Segundo o Ministério Público Militar (MPM), ex-presidente do Brasil violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um golpe contra as instituições:
– Dever de probidade e de proceder de maneira ilibada na vida pública;
– Respeito à dignidade humana;
– Cumprimento das leis e das ordens das autoridades competentes;
– Zelo pelo preparo moral próprio;
– Prática da camaradagem e do espírito de cooperação;
– Discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa educação;
– Acatamento das autoridades civis;
– Cumprimento de seus deveres de cidadão.
Além do ex-presidente, são requeridas pelo órgão a perda de patente do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
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- Informações do Estadão – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Tânia Rêgo / Agência Brasil
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