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Demandas que viraram decepção

Vice-prefeito diz que 80% dos cidadãos de Santa Leopoldina são responsáveis pelo caos no trânsito do centro da cidade

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CIDADES

Marcos Raute fez uso da Tribuna do Povo, em sessão da Câmara para fazer uma explanação de alguns problemas e soluções para as demandas municipais

Mais uma vez ficou explícita a relação azeda e difícil do município de Santa Leopoldina com o Departamento de Edificações e Rodovias (DER). Pelo menos foi o que deixou clara em pronunciamento feito pelo vice-prefeito, Marcos Adriano Raute (foto), durante a sessão da Câmara, dia 6, ao fazer uso da Tribuna do Povo. Começou citando a iniciativa da municipalidade em abrir licitação nos próximos dias para a construção do novo complexo educacional de Cocal, onde vai abrigar uma escola com demandas estaduais, municipais e jardim de Infância.

A maior polêmica ficou por conta do assunto mais espinhoso para os cidadãos leopoldinenses, que é o trânsito no centro da cidade. Uma questão que se arrasta faz muito tempo e, para a surpresa de todos, disse não ter nenhum estudo nesse sentido no DER. Isso causou surpresa, uma vez que o antigo diretor-presidente do órgão estadual, Luiz Cesar Mareto, havia estado na cidade, ano passado, se comprometendo a dar início as providências visando a solução desse problema e nada aconteceu. “O sonho de que vai fazer alguma coisa para resolver essa situação do perímetro urbano pelo Estado, não vai”. Para ele o investimento seria muito alto e o jeito é a municipalidade ir fazendo o que pode porque o Estado não vai investir.

“Vamos continuar a conviver com esse problema durante muito tempo”, disse ele, destacando também que 80% dos cidadãos da cidade não respeitam as leis de trânsito estacionando sem observar as placas que regulamentam o trânsito no local. “Quando vamos em outros municípios cumprimos a lei de trânsito porque sabemos que vamos ser punidos”, lembrou. “Aqui não cumprimos porque não seremos punidos e nem há fiscalização”, completou.

Outro assunto abordado pelo vice-prefeito, Marcos Raute, foi um evento organizado pela CDL. Disse que aquela entidade cobra muito da municipalidade e, no entanto, cometeu inúmeros erros e foi deficiente na organização. Por isso, “jamais deveria promover esses eventos”, diante de tantos erros. Citou até, em tom jocoso, a atuação do cerimonialista do evento da CDL.

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Presidente da Câmara faz críticas

Nelson Lichtenheld (PTB), teceu críticas ao DER, ao relatar a visita que fez, juntamente com o prefeito e o vereador Jefinho (PDT), com o antigo (Mareto) e o atual (Freitas) diretor daquele órgão sobre demandas pendentes do município. O que se constatou nessa agenda no DER é que não há projeto e nem intenção de resolver a questão do trânsito do perímetro urbano da cidade, por onde circulam carretas que transportam produtos da região serrana, causando abalos nos antigos e históricos casarões, além de criar o caos para quem por lá circula, a pé ou motorizado. “É um problema regional e não só de Santa Leopoldina”, pontuou Lichtenheld. ”Ficamos à mercê do trânsito engarrafado todos os dias”.

Outra importante demanda está relacionada com as melhorias na via que liga Santa Leopoldina a Santa Teresa, por conta da realização do evento tradicional Caminhada do Imigrante, que acontece todo primeiro de maio. Existem três trechos da rodovia estadual que houve deslizamento de barreiras durante as fortes chuvas que assolaram a região e que atingiu parte significativa da via, trazendo risco para veículos e pedestres. Citou que até a única linha de ônibus que atende aquela região suspendeu o transporte. “Somente quem tem moto ou carro consegue passar nesses trechos, mesmo correndo risco”, explicou Nelson do Sindicato, como é mais conhecido o atual presidente da Câmara Municipal.

A resposta que recebeu do órgão foi a impossibilidade de se fazer os reparos no momento, levando ao cancelamento do evento por uma questão de segurança. “Infelizmente o ex-diretor do DER disse que o projeto de recuperação do trecho atingido não é emergencial e que o edital será publicado nos próximos dias e isso não resolve o problema, que já está bastante atrasado”, disse o presidente do Legislativo leopoldinense, enfatizando que as comunidades do Rio da Prata e Comunidade de Chaves, que estão revoltados pelo descaso.

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Diante de tudo isso fato é que a Caminhada do Imigrante não vai acontecer, trazendo mais uma perda de receita para o município, uma vez que o tradicional evento mobiliza as comunidades da região, enaltece o município e atrai visitantes e turistas. Mas, apesar da importância dessa tradição, é preciso resolver a situação das pessoas dessas comunidades atingidas pela falta de intervenção do DER para fazer com que essas pessoas possam voltar a utilizar normalmente a rodovia para cumprir seus compromissos comuns do dia-a-dia, conforme ressalta o presidente.

O vereador Jefinho, que também esteve na reunião com os diretores do DER, disse que ficou “triste e surpreso”, ao saber que não existe nenhum projeto para resolver a questão do desvio do trânsito pesado do centro da cidade. Para ele, é um problema que se arrasar por 20 anos e que “vamos esperar mais 20 anos”.

O que se percebe na fala do vereador e do vice-prefeito é o cuidado de criticar o governo estadual numa espécie de “querer querendo, porém, isentando o governador Casagrande”, como se fosse descolado da solução do problema.

O ex-presidente da Câmara, Sergio Lago (PDT), assim como o atual, Nelson Lichtenheld, são muito incisivos nas críticas ao DER e, consequentemente ao Governo do Estado.

“O triste é a gente vê esse descaso do DER com o município de santa Leopoldina numa obra tão importante, que se esquece do transporte coletivo, dos estudantes e parece que nada disso é importante para o Governo do Estado para dizer que essa obra não seja prioritária”, enfatizou o ex-presidente com relação a demora em resolver as obras no trecho da rodovia, destruído pelas chuvas.

A reportagem procurou o novo diretor-presidente, Eustáquio de Freitas, para falar sobre essas demandas de Santa Leopoldina e como serão encaradas pela nova gestão, mas não retornou nosso contato até a finalização desta matéria.

 

 

 

Fotos: Divulgação

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Vitória 475 anos: Canal de Camburi ganha sarau com música para celebrar a cidade

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Por Pedro Vargas* | Vitória (ES)

Vitória tem muitas formas de se revelar. Pode ser no contorno das montanhas, no movimento das águas, no encontro entre mar e manguezal ou em uma tarde em que a cidade desacelera para ouvir música diante de uma paisagem deslumbrante. Neste sábado (5), o novo Canal de Camburi ganha mais uma atração que enriquece esse mapa afetivo cultural da cidadel: o local será palco do “Sarau à Beira-Mar”, uma programação musical que vai ocupar as tardes de sábado durante todo o mês de setembro.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura (Semc) integra as ações em celebração aos 475 anos de Vitória, comemorados na próxima terça-feira (8), e convida moradores e visitantes a experimentar a cidade de uma maneira especial: ao ar livre, perto da água, com música e uma das novas vistas mais bonitas da capital.

Nos dias 5, 12, 19 e 26 de setembro, sempre das 17h30 às 19h30, cinco músicos da Sonatha Produções vão circular pelo píer, levando ao público uma apresentação inspirada no universo do samba carioca. Vestidos como sambistas, os artistas vão percorrer o espaço criando uma trilha sonora para o fim de tarde.

A ação reúne flauta, violão, violão de sete cordas, banjo e pandeiro, instrumentos que ajudam a construir uma atmosfera descontraída e convidativa. A ideia é que a música dialogue com o próprio movimento do lugar, entre o vai e vem das pessoas, a presença da natureza e a paisagem do Canal de Camburi.

O Sarau também marca um momento especial para o espaço. O Canal de Camburi ganhou recentemente uma nova área de convivência, resultado da primeira etapa da urbanização da região, realizada por meio do Programa Vitória de Frente para o Mar.

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É nesse cenário recém transformado que a Cultura chega para inaugurar novas possibilidades de ocupação. O píer deixa de ser apenas passagem e ganha sons, ritmos e encontros.

Para o secretário municipal de Cultura, Edu Henning, iniciativas como o Sarau ajudam a aproximar a política cultural da vida cotidiana e mostram que a cidade também pode ser um grande espaço de fruição artística.

“Vitória é uma cidade que tem a beleza como parte da sua identidade, mas a Cultura nos ajuda a enxergar essa beleza de outros modos. Quando colocamos música em um espaço novo, aberto e tão especial como o Canal de Camburi, não estamos apenas levando uma apresentação para um lugar bonito. Estamos criando uma oportunidade para que as pessoas vivenciem a cidade, permaneçam nela e construam novas memórias. Celebrar os 475 anos de Vitória é também celebrar essa capacidade que a cidade tem de se reinventar, de abrir novos caminhos e de transformar seus espaços em lugares de encontro. Queremos que esse píer seja cada vez mais ocupado pela população e que a Cultura esteja presente justamente onde a vida acontece”, destaca Edu.

Um novo olhar para a cidade

Entregue em julho, a obra do Canal de Camburi contempla deque, atracadouros, flutuantes, bancos, jardineiras e guarda-corpo, criando um novo espaço para circulação, contemplação e encontro. Ao todo, o projeto prevê mais de três quilômetros de urbanização, e esta primeira etapa disponibilizou pouco mais de um quilômetro para uso da população.

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Com a intervenção, o Canal de Camburi passa a integrar ainda mais o cotidiano da cidade, oferecendo um lugar onde o capixaba pode caminhar, contemplar a paisagem, estar próximo da água e simplesmente permanecer.

Música para celebrar Vitória

A escolha dos sábados de setembro aproxima a programação do aniversário da capital e prolonga a celebração para além do dia 8.

O formato itinerante da apresentação favorece uma experiência mais próxima. Em vez de um palco convencional, os músicos estarão circulando pelo píer, encontrando o público pelo caminho e fazendo da paisagem parte da apresentação.

Assim, entre o som dos instrumentos e a luz que muda sobre as águas ao cair da tarde, o Canal de Camburi ganha uma nova trilha sonora. É Vitória celebrando seu aniversário não apenas com grandes eventos, mas também com momentos simples de convivência.

Serviço
Sarau à Beira Mar no Canal de Camburi

Quando: 5, 12, 19 e 26 de setembro (todos os sábados do mês), das 17h30 às 19h30.

Onde: Píer do Canal de Camburi.
Programação: apresentações musicais com músicos da Sonatha Produções, com flauta, violão, violão de sete cordas, banjo e pandeiro.
Participação gratuita – evento ao ar livre.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Edição Andreza Lopes
  • Foto destaque: Crédito – Leonardo Silveira / PMV
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