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População respira aliviada com o adiamento da votação do projeto de lei do Empréstimo, para o prefeito Daniel e seu governo

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POLÍTICA & GOVERNO

Numa manobra espetacular o presidente da Câmara e vereadores de oposição fizeram seus pares aliados do Executivo perderem o rumo

São Mateus / ES

Em sessão realizada na última terça-feira (28), o projeto de lei em que o prefeito solicita autorização legislativa para contrair um empréstimo de R$ 100 milhões junto ao Banco do Brasil, sofreu um revesse. Com o pedido de vistas e o acatamento do presidente Paulo Fundão (PP), o projeto não pôde ir à votação, causando um clima de surpresa e “desorientação” na base aliada do Governo Municipal. Logo em seguida foi encerrada a sessão, o que trouxe, pelo menos por duas sessões, alívio à maioria da população que deixou clara a rejeição ao empréstimo porque não vê justificativa, uma vez que o prefeito de São Mateus teve superávits em orçamentos durante seus sete anos de governo e nada foi feito em termos de infraestrutura para beneficiar o cidadão pagador de impostos ao município.

“O que ele fez, e fez bem, foi usar os recursos em festas e em ações ilícitas, comprovadas por investigação da Polícia Federal”, disse Maurílio Albuquerque, que assistia a sessão do lado de fora da Câmara, onde estava aglomerado grande parte do público.

A sessão, que teve início regimental às 18 horas terminando pouco depois das 21 horas, teve momentos de muita tensão. Vereadores da base governista sem discurso convincente, se esforçavam para explicar o “inexplicável”, conforme se ouviu de quem assistia. O vereador Gilton Gomes (PSDB) mostrou em fotos ruas, avenidas, e alamedas cobertas pelo mato, pelos entulhos, lixo um verdadeiro retrato do descaso de uma administração caótica que vem “governando” o município de São Mateus. Foi uma sessão de fotos que deixou os cidadãos indignados. O curioso foi o vereador, ex-líder do prefeito, Cristiano Balanga (Pros), mostrar em fotos as péssimas condições em que vivem moradores no seu reduto eleitoral para justificar a aprovação do empréstimo para executar as obras necessárias. “Esqueceu-se” dos sete anos que está apoiando o atual chefe do executivo e nada foi feito, achando que com o empréstimo, agora solicitado, vai resolver essa questão. Para alguns que participavam da sessão, foi um discurso vazio, assim como o da vereadora Preta do nascimento (PSB), da petista Ciety Cerqueira e do atual líder do prefeito, Kásio Mendes. Com isso, os três vereadores de oposição fizeram “barba, cabelo e bigode numa clara demonstração que estes sim, defendem os interesses do município e da população ordeira e produtiva de São Mateus”, sentenciou o autônomo Jair da Costa e Silva, morador do bairro Ideal há 16 anos.

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Quando o projeto já estava em discussão, Lailson da Aroeira (SD) também fez um pronunciamento forte, destacando as perseguições sofridas por um grupo denominado “integrantes do Gabinete do Ódio”, que impunemente promove fake News. Carlinho Simião teve embates tensos com a bancada chapa branca e não poupou acusações aos descalabros feitos nesses anos de governo Daniel, o “prefeito da periferia”, que, segundo os vereadores da oposição essa tal periferia não recebeu nenhum serviço público relevante da sua administração.

Mas, quando tudo parecia se encaminhar para o desfecho final de aprovação pelos aliados do prefeito, do projeto de empréstimo de 100 milhões, eis que vereadores de oposição apresentam requerimento pedindo ao presidente Paulo Fundão para que adiasse a votação, tendo em vista ser um projeto sem especificações convincentes e que precisava de maiores avaliações e conhecimento para ir à votação. O presidente consultou o Regimento e os artigos que amparassem essa solicitação, deferiu o pedido e logo a seguir, encerrou a sessão.

Não sem antes declarar em alto e bom som, quem pode tomar essa decisão como presidente de um poder que não é inferior a nenhum outro dentro do município de São Mateus.

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Foi como se um time, se achando campeão, tomasse um gol nos segundos finais dos acréscimos, adiando por alguns dias a decisão final, que se achava como favas contadas pelos vereadores, que mais defendem o prefeito do que a população.

O que se viu depois foi um clima de “perda de rumo” de alguns, ainda tentando uma invertida para continuar, mas o que já estava sacramentado foi a decisão do presidente da Mesa Diretora.

“Foi uma atitude de coragem do presidente Paulinho Fundão e dos três vereadores, uma esperança de que o prefeito e seus compadres, que ainda não foi desta vez que vão meter a mão no bolso do mateense”, disse o feirante Aloisio Santana de Jesus.

De acordo com observadores da política local, o presidente da Câmara Municipal Paulo Fundão, se transforma em “um político importante no processo de reconstrução de São Mateus, resgate de valores que o mateense sempre prezou, respeito a sua história e a valorização do povo em decisões relevantes”.

Em rápida declaração a nossa reportagem, o presidente do Legislativo disse que precisava do apoio da sociedade e que “hoje senti esse apoio”. E completou: “Que Deus nos abençoe e nos proteja; vamos fazer o certo sempre”.

  • Com informação do Portal Jornal do Norte / Fotos: Divulgação – JN
  • Foto: Presidente Paulo Fundão
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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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