Denúncia
Magno Malta é acusado de agredir enfermeira durante atendimento médico
BRASIL
Caso foi formalizado junto à Polícia Civil do Distrito Federal na mesma data em que teria ocorrido o episódio. A Primeira Delegacia de Polícia (DP) apura o caso; senador nega a agressão
Por Raphaela Peixoto* | Brasília – DF
Uma técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência contra o senador Magno Malta (PL/ES). Ela acusa o parlamentar de lhe ter agredido com um tapa no rosto durante atendimento médico. Além da agressão, a vítima alega ter sido alvo de ofensas verbais. O caso foi formalizado junto à Polícia Civil do Distrito Federal na mesma data em que teria ocorrido o episódio. A Primeira Delegacia de Polícia (DP) apura o caso, que foi registrado como lesão corporal.
Em trecho do boletim de ocorrência, obtido pelo g1, “a vítima levou o agressor até a sala de exame, realizou a monitorização e fez o teste com o soro para o acesso. Segundo a vítima, após o início do exame, informou que iriam iniciar a injeção de contraste, momento em que a bomba identificou que havia uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. Por esse motivo, a vítima entrou na sala onde estava o agressor para verificar o ocorrido e constatou que o contraste havia extravasado no braço dele”.
De acordo com o boletim de ocorrência, a profissional afirma que foi agredida enquanto tentava ajudá-lo. Ainda segundo o relato, o golpe teria entortado os óculos da técnica, e o senador teria a chamado de “imunda” e “incompetente”. “A vítima informa que saiu da sala imediatamente e chamou a enfermeira e o médico, atendimento este que foi recusado pelo agressor”, diz o boletim.
Neste sábado (2/5), o senador registrou um boletim de ocorrência. No documento, Malta relata que reação foi compatível com o sofrimento físico experimentado no momento e desprovida de conduta dolosa. O parlamentar ainda afirma que solicitou a preservação das imagens das câmeras de segurança do hospital e a realização de exame de corpo de delito para comprovar as lesões decorrentes do procedimento médico.
Em declarações nas redes sociais, o senador reforçou que não houve agressão e classificou a denúncia como “falsa comunicação de crime”. “Eu queria ir embora do hospital, mas pediram que eu não saísse, que eu fizesse o exame […] Eu estou indignado”, conta Malta. O parlamentar também compartilhou imagens que mostram conversa dele com o médico de plantão do hospital, que pediu desculpas ao senador e disse que vai apurar os fatos.
Malta foi internado no hospital DF Star, em Brasília, após um mal súbito de quinta-feira (30/5). O hospital informou, em nota, que abriu uma apuração administrativa para esclarecer os fatos e que está prestando suporte à funcionária que relatou a agressão. A unidade também declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal repudiou o caso e afirmou acompanhar a investigação. O órgão destacou que a violência contra profissionais de saúde é inadmissível e deve ser tratada com rigor, além de orientar que ocorrências desse tipo sejam formalmente registradas.
“A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei”, afirma a entidade.
——————————————————————-
- Informações Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto destaque: Instagram | Magno Malta
BRASIL
Nova reforma do INSS prevê aposentadoria aos 67 anos
Estudos elaborados por especialistas defendem uma nova reforma da Previdência que pode elevar a idade mínima para aposentadoria e mudanças no MEI
Por Jonathan Robert* | Vitória (ES)
A possibilidade de uma nova reforma da Previdência voltou ao centro do debate no Brasil. Estudos elaborados por especialistas sugerem mudanças nas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, que poderia chegar aos 67 anos no futuro.
As propostas foram desenvolvidas por pesquisadores ligados ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e ao Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a avaliação é que o envelhecimento da população brasileira deve aumentar a pressão sobre as contas da Previdência nas próximas décadas.
Apesar da repercussão, nenhuma das medidas está em vigor ou foi apresentada oficialmente pelo governo federal. Os estudos servem como base para um possível debate sobre uma nova reforma nos próximos anos.
Por que especialistas defendem uma nova reforma?
Os pesquisadores argumentam que o Brasil vive uma rápida transformação demográfica.
Enquanto a expectativa de vida cresce, a taxa de natalidade vem caindo. Isso significa que, no futuro, haverá proporcionalmente menos trabalhadores contribuindo para sustentar um número cada vez maior de aposentados e pensionistas.
Segundo os estudos, essa mudança poderá elevar significativamente os gastos da Previdência caso nenhuma alteração seja feita no sistema.
Idade mínima pode chegar aos 67 anos
Uma das principais propostas prevê que a idade mínima para aposentadoria passe a acompanhar a evolução da expectativa de vida dos brasileiros.
Na prática, a idade subiria gradualmente conforme as futuras tábuas de mortalidade divulgadas pelo IBGE. A estimativa apresentada pelos especialistas é que esse limite possa alcançar 67 anos.
Hoje, após a reforma da Previdência aprovada em 2019, a idade mínima é de:
- 65 anos para homens;
- 62 anos para mulheres.
Segundo dados da Previdência, porém, a idade média em que os brasileiros conseguem se aposentar atualmente gira em torno de 61 anos, devido às regras de transição e outras modalidades de benefício.
Quando uma nova reforma poderia acontecer?
Os especialistas envolvidos nos estudos avaliam que o debate deveria começar em 2027.
Na visão deles, quanto mais tempo o país esperar, maior será a dificuldade para equilibrar as contas da Previdência diante do envelhecimento da população.
Entretanto, eles reconhecem que mudanças nas regras de aposentadoria costumam enfrentar resistência política e dificilmente avançam em períodos eleitorais.
Outras mudanças que estão em estudo
Além da idade mínima, os estudos apresentam outras propostas para o sistema previdenciário.
Entre elas estão:
- Aumento da contribuição do MEI de 5% para 11% do salário mínimo;
- Criação de um bônus na aposentadoria para mulheres com filhos;
- Revisão das aposentadorias especiais;
- Mudanças na forma de reajuste dos benefícios vinculados ao salário mínimo;
- Criação de um modelo previdenciário misto, combinando INSS e contas individuais de capitalização.
O que muda hoje?
Na prática, nada mudou. As propostas fazem parte de estudos apresentados por especialistas e ainda não representam um projeto de lei, uma proposta do governo federal ou uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional.
Caso uma nova reforma da Previdência venha a ser discutida no futuro, ela ainda precisará passar por todas as etapas de tramitação no Congresso antes de entrar em vigor.
———————————————————————-
- Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
-
BRASIL5 dias atrásConheça o superiate de Neymar, que custa mais de R$ 120 milhões e tem heliponto, seis suítes e 800 m²
-
Brasil / Economia7 dias atrásTrump oficializa tarifaço de 25% dos EUA aos produtos brasileiros
-
POLÍTICA & GOVERNO6 dias atrásPrefeita Cris Samorini realiza prestação de contas semestral na CMV
-
GERAL5 dias atrásMorre Alexandre Araújo, subsecretário de Comunicação de Linhares
-
BRASIL7 dias atrásRenato Machado, ícone do telejornalismo, morre aos 83 anos no Rio
-
Trânsito6 dias atrásEcovias inicia obras do Contorno de Fundão na BR-101 com investimento de R$ 247 milhões
-
BRASIL6 dias atrásPiloto morre após “banho de óleo” em escola de aviação no PR
-
Esportes / Futebol5 dias atrásEm jogaço de dez gols, Inglaterra vence França e garante 3º lugar
