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Acidente Sem Vítimas

Avião de pequeno porte invade praça em Bragança Paulista

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BRASIL

Por Ana Oliveira*

Um avião de pequeno porte invadiu uma rua e uma praça na manhã desta sexta-feira (27) em Bragança Paulista, na Rua Arthur Siqueira, no Jardim São José.

O local fica a poucos metros da cabeceira da pista de pousos e decolagens do Aeroclube de Bragança Paulista e do Aeroporto Artur Siqueira.

Segundo a Polícia Militar não houve feridos. Compareceram ao local o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Técnico-Científica, a Guarda Civil Municipal, a Defesa Civil e agentes de trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana. Bem como equipe da Rede Voa, que administra o Aeroporto.

O CENIPA – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e a Polícia Tecnico-Cientifica é aguardado para investigar as causas e circunstâncias do acidente.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o acionamento ocorreu por volta das 10h30 e três equipes foram enviadas ao local. Ao chegaram, as duas vítimas já estavam fora do avião e não apresentavam ferimentos, pois o cockpit da aeronave ficou intacto.

O avião vinha de Monte Belo / MG para Bragança Paulista para realizar revisão. Este chegou a pousar na pista, mas perdeu o freio. O piloto tentou amortecer a aeronave em um bambuzal, mas sem êxito. E acabou indo parar na praça pública. Nenhuma pessoa que estava no solo ficou ferida.

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NOTA OFICIAL

Por meio de Nota, Rede VOA afirmou que a aeronave prefixo PT-RKO modelo EMB-710D teve problemas técnicos de freio no momento do pouso em nosso Aeroporto de Bragança Paulista, e ultrapassou os limites da pista, na direção da cabeceira 16. A aeronave decolou de Minas Gerais com duas pessoas: o piloto e um passageiro. E não houve vítimas nem ferimentos na tripulação.

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Informações Jornal Em Pauta (Bragança Paulista)

* Foto/Destaque: Filipe Granado

 

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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório

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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República

Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)

A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.

A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.

“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.

A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.

Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.

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“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.

Relatório da Policia Federal

– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF

– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.

– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.

– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.

– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.

– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.

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– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.

– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.

A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.

A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.

“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.

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  • Matéria do Metrópoles – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis

 

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