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Homenagem Merecida

Governo concede homenagem póstuma a Eunice Paiva com Ordem de Rio Branco

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BRASIL

A homenagem, publicada no Diário Oficial da União, reconhece a trajetória de Eunice, marcada por sua resistência durante a ditadura militar e sua busca incansável por memória, verdade e justiça

Por Francisco Artur de Lima* – Brasília / DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu, nesta quarta-feira (28/5), uma homenagem póstuma da Ordem de Rio Branco à advogada Eunice Paiva, figura histórica na luta por liberdades democráticas e pela defesa dos povos indígenas no Brasil.

A homenagem, publicada no Diário Oficial da União, reconhece a trajetória de Eunice, marcada pela resistência durante a ditadura militar e pela busca incansável por memória, verdade e justiça.

Saiba quem foi Eunice Paiva, advogada interpretada por Fernanda Torres

Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva foi esposa do ex-deputado federal Rubens Paiva, que foi levado de casa em 1971 e morto pela ditadura militar. Eunice também foi presa na época, mas liberada poucos dias depois.

A vida dela se tornou um símbolo de coragem pela persistente busca por respostas sobre o destino do marido, cujo corpo nunca foi localizado. O Estado brasileiro levou 25 anos para reconhecer oficialmente a morte do político.

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A Ordem de Rio Branco, que leva o nome do patrono da diplomacia brasileira, Barão do Rio Branco, é uma condecoração destinada a homenagear aqueles que se distinguem por serviços meritórios e virtudes cívicas.

A concessão a Eunice Paiva ressalta o papel dela como um exemplo na busca pela verdade e justiça pelas vítimas do regime de exceção que durou 21 anos. Além da luta relacionada à ditadura, Eunice Paiva também é reconhecida como uma das pioneiras na defesa dos direitos dos povos indígenas do Brasil.

Filme

A história de Eunice e Rubens Paiva ganhou grande visibilidade com o filme Ainda estou aqui, que retrata a vida da advogada e já conquistou dezenas de prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025.

Em janeiro deste ano, o governo federal já havia anunciado a criação do Prêmio Eunice Paiva de Defesa da Democracia. Este prêmio, a ser concedido anualmente pelo Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União (AGU), tem como objetivo dar visibilidade a pessoas que colaboram notavelmente para a preservação do regime democrático do Brasil.

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A homenagem póstuma com a Ordem de Rio Branco reforça o reconhecimento oficial do Estado brasileiro à contribuição de Eunice Paiva para a defesa da democracia e dos direitos humanos, perpetuando sua memória e legado.

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* Correio Braziliense – Conteúdo

* Foto/Destaque: Arquivo Pessoal

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Piloto morre após “banho de óleo” em escola de aviação no PR

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Gustavo Henrique de Lara teve reação anafilática após comemoração por primeiro voo solo em Ponta Grossa; suspeito foi preso e polícia investiga

Por Caroline Vale*

O engenheiro Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, morreu após participar de um ritual de comemoração em uma escola de aviação em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo a Polícia Civil do Paraná, o homem apontado como responsável por aplicar sobre a vítima um óleo utilizado em motores de aeronaves foi preso em flagrante na noite dessa quinta-feira (16).

De acordo com as informações iniciais, após receber o produto, Gustavo teve reação anafilática, a forma mais grave de uma reação alérgica, e crise convulsiva. Ele recebeu atendimento do SAMU e foi encaminhado para uma unidade hospitalar, onde sofreu uma terceira parada cardiorrespiratória e não resistiu.

 O “banho de óleo” é um ritual de comemoração tradicionalmente realizado em algumas escolas de aviação após etapas importantes da formação de pilotos, como o primeiro voo solo. A prática consiste em despejar a substância sobre o aluno como forma de celebração pela conquista.

Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após reação alérgica. | Reprodução/Redes sociais

Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após reação alérgica. | Reprodução/Redes sociais

Uma prima de Gustavo disse nas redes sociais que ele tinha realizado seu primeiro voo solo como piloto de avião: “Depois deste voo fizeram um ‘trote’ e jogaram óleo nele. Ele teve uma reação alérgica imediata e veio a óbito. Hoje era para ser o dia mais feliz da vida dele, pois estava realizando o seu maior sonho. Menino lindo, com um coração gigante, vai deixar muita saudades”, lamentou.

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A irmã de Gustavo também publicou uma homenagem e afirmou que a família acompanhou a conquista do piloto. “Ontem você realizou um dos maiores sonhos. Foram anos de esforço, dedicação e amor pelo que fazia para chegar até esse momento, que ainda era início de onde você queria chegar”.

“Eu não consigo acreditar. Não consigo assimilar, não consigo aceitar que o dia mais feliz da sua vida tenha terminado dessa forma”.

Polícia fixou fiança de R$ 3 mil

A Polícia Civil informou que o homem admitiu ter jogado o produto no piloto durante a celebração. A prisão foi registrada, em tese, pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A corporação destacou que, até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima.

autoridade policial estabeleceu fiança no valor de R$ 3 mil, já que o homicídio culposo permite esse tipo de medida. Segundo a Polícia Civil, a fiança “constitui medida processual e não representa indenização, antecipação de pena ou atribuição de valor à vida da vítima”.

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A investigação vai apurar a dinâmica do caso, a composição da substância utilizada, a quantidade aplicada, as regiões atingidas e se houve relação direta entre o procedimento e a morte.

Exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial foram solicitados. Testemunhas e outras pessoas presentes no evento, inclusive familiares, também serão ouvidas pela polícia.

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  • SBT News – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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