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Alunos do Ensino Médio vão passar de ano mesmo reprovados em até seis matérias na rede estadual do RJ

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Brasil / Educação

Medida, válida já para 2025, prevê recuperação paralela obrigatória; governo diz que objetivo é combater evasão, e sindicato critica política

Por Wilson França* – Rio de Janeiro / RJ

Alunos do Ensino Médio da rede estadual do Rio poderão avançar para a série seguinte mesmo que sejam reprovados em até seis disciplinas, desde que cumpram um regime de recuperação paralela definido pelas escolas. A nova regra, que já vale para este ano letivo, integra a chamada Política Extraordinária Excepcional de Progressão Parcial, instituída por decreto do governador Cláudio Castro e regulamentada por resolução da Secretaria estadual de Educação (Seduc).

Média de idade dos alunos do 1º ano do ensino médio é de 20 anos na rede  pública do Rio - Educação - Extra Online

Alunos do Ensino Médio do Rio de Janeiro / Foto: Jornal Extra

Segundo a norma, estudantes da 1ª e 2ª séries poderão ficar em até seis dependências por ano, concluindo o conteúdo pendente até o fim do primeiro trimestre do ano seguinte. No caso da 3ª série, a permissão será de até três disciplinas, com prazo até o primeiro trimestre do ano posterior para completar os requisitos e obter o certificado de conclusão do Ensino Médio.

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Secretaria diz que objetivo é reduzir evasão escolar

A secretária de Educação, Roberta Barreto, afirma que a medida busca enfrentar os altos índices de abandono escolar registrados no Ensino Médio. O Ensino Médio ainda concentra os maiores índices de evasão. Estudos mostram que o número elevado de dependências impacta na permanência do aluno. Precisamos garantir aos jovens as mesmas oportunidades já ofertadas em outros estados”, disse.

A Seduc destaca que o modelo de aprovação com dependência já é aplicado em pelo menos 15 unidades da federação, como Roraima, Rio Grande do Norte, Pará, Alagoas, Bahia, Piauí e Mato Grosso. O decreto estabelece ainda que a política terá validade de três anos consecutivos, durante os quais o acompanhamento pedagógico deverá ser contínuo. Caberá às escolas definir calendário, metodologia e estratégias de recuperação, que poderão ocorrer de forma presencial ou remota, individual ou em grupo.

Sindicato critica: “Desmonte do conhecimento do aluno”

A medida, porém, recebeu críticas do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ). A coordenadora-geral da entidade, Helenita Beserra, afirma que a progressão parcial foi implementada sem parecer do Conselho Estadual de Educação e acusa o governo de buscar elevar artificialmente o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

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Essa medida faz parte de uma política de desmonte do conhecimento do aluno, para aumentar o Ideb”, criticou. Helenita cita também outra iniciativa da Seduc: a gratificação de R$ 3 mil a professores que atingirem determinado percentual de aprovação, que varia conforme a série.

Estão dando um cala-boca para os professores aceitarem abrir mão do ensino. Para disfarçar o Ideb, estão tirando do aluno o direito de aprender”, afirmou.

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  • Diário do Rio – Conteúdo
  • Foto/Destaque: Sede da Secretaria Estadual de Educação RJ / Reprodução / Internet
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Brasil / Educação

Educação financeira pode ser incluída no currículo escolar

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Por Noéli Nobre* | Brasília (DF)

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6585/25, que estabelece diretrizes para a promoção contínua de ações de conscientização e de educação financeira em planos e programas do governo federal. O objetivo é prevenir o superendividamento, incentivando a capacidade de gestão financeira dos cidadãos.

As ações poderão contemplar:

  • campanhas informativas e materiais educativos de fácil compreensão;
  • oficinas, cursos e palestras sobre gestão financeira pessoal;
  • orientação sobre crédito responsável, identificação de assédio de crédito, prevenção ao superendividamento e procedimentos de renegociação de dívidas; e
  • capacitação de servidores públicos para atuar como multiplicadores.

A implementação das ações previstas deverá observar a eficiência na aplicação dos recursos públicos e priorizar o uso de meios digitais.

Alterações

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Julio Cesar Ribeiro (REPUBLICANOS-DF)

Dep. Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-AM) / Foto: Thiago Cristino – AB

Uma das mudanças feitas pelo relator refere-se à articulação do governo federal com a rede de ensino. Julio Cesar Ribeiro propôs que, em vez de focar nas redes públicas estaduais e municipais de educação básica, as ações federais priorizem a parceria com as instituições de ensino superior da rede federal.

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Segundo Ribeiro, essa mudança assegura a adequação administrativa, uma vez que o projeto trata de programas federais. “Essas instituições podem contribuir para a elaboração de programas, especialmente as universidades, na oferta de programas de extensão”, argumentou.

As modificações feitas por Julio Cesar Ribeiro também reforçam a necessidade de respeitar a autonomia das instituições federais de ensino superior ao incluí-las nos programas de educação financeira.

Também são previstas parcerias com órgãos de defesa do consumidor, entidades da sociedade civil, instituições de pesquisa e organizações especializadas.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Administração e Serviço Público; de Defesa do Consumidor; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se for aprovado pelas comissões, o texto poderá seguir diretamente para o Senado, sem necessidade de passar pelo Plenário, a menos que haja pedido para isso.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

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  • Fonte: Agência Câmara de Notícias – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – José Cruz / Agência Brasil
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