VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Luto na teledramaturgia Brasileira

Morre aos 98 anos a atriz Laura Cardoso

Publicados

GERAL

Rio de Janeiro (RJ)

Morreu na madrugada desta terça-feira, dia 18, a atriz Laura Cardoso. A confirmação do óbito foi publicada nas redes sociais, no perfil da atriz, que completaria 99 anos no próximo dia 13.

A atriz se tornou amplamente conhecida pelo público brasileiro com seu papel na novela “Mulheres de Areia” (1993), onde interpretou a personagem Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel, interpretadas pela atriz Gloria Pires. Embora já tivesse uma carreira consolidada antes disso, foi a partir deste trabalho que seu talento ganhou ainda mais destaque.

Do rádio à televisão

Laurinda de Jesus Cardoso nasceu em 13 de setembro de 1927, em São Paulo, e começou sua trajetória artística aos 15 anos, trabalhando em radionovelas na Rádio Cosmo. A jovem logo se destacou pelo talento e pela voz marcante, que a levou a ingressar no mundo das telenovelas com a estreia na TV Tupi, em 1952, com a novela “Tribunal do Coração”.

Em 1981, Laura Cardoso iniciou sua longa e frutífera colaboração com a TV Globo, estreando na novela “Brilhante”, de Gilberto Braga. Desde então, a atriz participou de diversas produções de sucesso, que a consolidaram como uma das principais atrizes do país. Entre seus trabalhos mais memoráveis estão personagens em novelas como “Mulheres de Areia” (1993), “A Indomada” (1997), “O Cravo e a Rosa” (2000), “Senhora do Destino” (2004), “Caminho das Índias” (2009) e “O Outro Lado do Paraíso” (2017).

Leia Também:  Ator da Globo invade casa de Sônia Bridi, destrói carro e ameaça jornalista

‘Mulheres de Areia’ e ‘A Viagem’

Em 1993, Laura interpretou Isaura, mãe das gêmeas Raquel e Ruth, vividas por Gloria Pires, no remake de “Mulheres de Areia”. A novela se tornou um dos grandes sucessos da Globo.

Laura Cardoso e Gloria Pires, como Isaura e Raquel, em Mulheres de Areia (Globo, 1993) — Foto: TV Globo

Laura Cardoso e Gloria Pires, como Isaura e Raquel, em Mulheres de Areia (Globo, 1993) — Foto: TV Globo

No ano seguinte, em “A Viagem”, de Ivanir Ribeiro, Laura viveu Dona Guiomar. A personagem era um dos alvos do espírito obsessor de Alexandre, interpretado por Guilherme Fontes, e ganhou destaque na trama.

Em 1995, a atriz interpretou a cigana Soraya em “Explode Coração”, novela de Gloria Perez. A produção foi a primeira novela da emissora gravada nos Estúdios Globo, em Jacarepaguá.

Passagem pela Record e volta à Globo

No início dos anos 2000, Laura Cardoso deixou a Globo e foi para a Record. Na emissora, participou da novela “Vidas Cruzadas”, de Marcos Lazarini.

No ano seguinte, voltou à Globo para atuar em “A Padroeira”, de Walcyr Carrasco, retomando a trajetória na emissora.

Último papel na televisão

O último trabalho de Laura Cardoso na televisão foi em “A Dona do Pedaço”, de 2019, novamente em uma novela de Walcyr Carrasco. Na produção, ela interpretou Matilde, avó de Joana, personagem vivida por Bruna Hamú.

Leia Também:  Adeus a Alan Delon, lenda do cinema francês e mundial

Prêmios e homenagens

Ao longo de sua carreira, Laura Cardoso recebeu muitos prêmios e homenagens. Em 2006, foi agraciada com o Troféu Imprensa de Melhor Atriz, em 2012, recebeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em “Gabriela”, e, em 2018, foi homenageada no Melhores do Ano do Domingão do Faustão pelo conjunto de sua obra.

Laura Cardoso: biografia, carreira, filmografia - Brasil Escola

Em 2023, no Festival de cinema de Gramado, a atriz foi agraciada com o Troféu Oscarito, a maior honraria da premiação, por um conjunto da obra. “Estou muito feliz, sempre acho que não mereço tanto. As pessoas são maravilhosas comigo. É muito gratificante”, disse ela ao jornal O GLOBO, na época.

Recentemente, em março de 2024, foi homenageada na série “Tributo”, do Globoplay, junto com Zezé Motta, celebrando sua carreira impressionante com mais de 50 personagens em projetos na TV, no cinema e no teatro.

Presença nas redes sociais

Laura Cardoso também era ativa nas redes sociais, onde possuía uma conta com mais de um milhão de seguidores. Ela postava vídeos de recebidos, compartilhava sua rotina de ir ao teatro e frequentemente expressava sua tristeza pela perda de amigas atrizes, como Léa Garcia e Aracy Balabanian.

————————————————————-

  • Matéria do jornal Extra (RJ) – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Morre Glória Menezes, atriz pioneira com mais de 60 anos de carreira

Publicados

em

A artista faleceu aos 91 anos no Rio de Janeiro

A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, de causas naturais. A assessoria de imprensa da artista confirmou a informação ao EXTRA. A artista foi protagonista de dezenas de novelas desde os primórdios da televisão no Brasil. Glória marcou época e era adorada pelo público e pela crítica, seja por seus papéis no teatro, televisão ou cinema. Só na Globo, ela atuou em mais de 40 telenovelas.

Glória Menezes nasceu no dia 19 de outubro de 1934, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Seu nome de registro era Nilcedes Soares de Magalhães, uma junção das letras de Nilo e Mercedes, seus pais.

“Eu tive que trocar. Resolvemos botar Glória, porque Glória é Glória em qualquer idioma. E Menezes, por causa das minhas raízes portuguesas e porque completa treze letras. Dá sorte”, conta.

Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos | CNN Brasil

A atriz fez a carreira em São Paulo, cidade para onde se mudou com a família aos 6 anos. Ao concluir seus estudos, a menina apaixonada por teatro ingressou na Escola de Artes Dramáticas da Universidade de São Paulo (USP). Lá, montou um grupo de teatro amador chamado Jovens Independentes, que tomou todo o seu tempo. Então, largou a faculdade e, logo em seu primeiro espetáculo, em 1959, ganhou o prêmio de Atriz Revelação num festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho. Depois disso, sua ascensão ao estrelato foi meteórica.

No mesmo ano, estreou na TV, na novela “Um Lugar ao Sol” (1959), com a qual também foi premiada. Logo depois, Antunes a convidou para encenar a peça “Feiticeiras de Salém”, um marco em sua carreira. Além do espetáculo ter lhe rendido outro prêmio de Atriz Revelação, foi nos bastidores dele em que Glória conheceu seu parceiro para toda a vida, Tarcísio Meira.

Impressionado com a atuação de Glória no teatro, o cineasta Anselmo Duarte a convidou para trabalhar em “O Pagador de Promessas”, rodado em 1960. O filme estreou em 1962 no Festival de Cannes e ganhou a Palma de Ouro.

Glória Menezes recebe alta após internação com Covid-19 | VEJA

No ano seguinte, a estrela protagonizou, ao lado de Tarcísio Meira, a primeira novela diária da TV brasileira: “25499 Ocupado”, transmitida ao vivo pela Excelsior. Durante a novela, os atores — que já tinham contracenado na radionovela da TV Tupi “Uma Pires Camargo” (1961) — iniciaram um romance e, em seguida, se casaram. Desde então, o casal se tornou um ícone da televisão nacional. Ainda com Tarcísio, nesse período, estrelou na mesma emissora novelas como “A Deusa Vencida” (1965) e “Almas de Pedra” (1966), de Ivani Ribeiro.

Leia Também:  Atriz Elizangela morre aos 68 anos

O casal foi para a Globo em 1967, para protagonizar “Sangue e Areia” (1967), de Janete Clair, e estrearam em grande estilo. Em seguida, a atriz esteve em “Passos dos Ventos” (1968), fazendo par romântico com o ator Carlos Alberto, enquanto Tarcísio atuava em “A Gata de Vison” (1968), ao lado de Yoná Magalhães. O espectador exigiu, e Glória voltou a atuar ao lado de Tarcísio em “Rosa Rebelde” (1969), também de Janete Clair.

Em 1970, o casal fez outra novela da autora, “Irmãos Coragem”, um sucesso até então sem precedentes na TV brasileira. Nela, Glória interpretou uma mulher atormentada por três personalidades distintas: a recatada Lara, a extravagante Diana, e Márcia, a mais equilibrada. O sucesso do casal se repetiu em “O Homem que Deve Morrer” (1971), também de Janete Clair; “Cavalo de Aço” (1973), de Walther Negrão; e em “O Semideus” (1974), outra de Janete.

Em 1975, Glória participou da novela “O Grito” (1975), de Jorge Andrade, em que viveu a angustiada mãe de uma criança com problemas mentais. A parceria com Tarcísio Meira foi retomada dois anos depois, em “Espelho Mágico” (1977), de Lauro César Muniz, um marco em termos de experimentação de dramaturgia para televisão: a dupla interpretava um casal de atores que estava gravando outra novela. Ainda na década de 1970, a atriz participou de três episódios do programa “Caso Especial: O Crime do Silêncio” (1971), “Meu Primeiro Baile” (1972) — primeiro programa integralmente exibido em cores na TV brasileira — e “A Dama das Camélias” (1972), estreia do autor Gilberto Braga na TV Globo.

Juntos, Tarcísio e Glória protagonizaram diversos programas, incluindo um seriado dedicado a eles: “Tarcísio & Glória”, com direção de Daniel Filho, uma trama ficcional que narrava o relacionamento entre um empresário corrupto e uma extraterrestre.

Em 1979, Glória interpretou uma heroína popular que marcou uma virada em sua carreira: a Ana Preta, de “Pai Herói”, novela de Janete Clair. Dona de uma casa de samba, Ana Preta vivia um triângulo amoroso com os personagens de Tony Ramos e Elizabeth Savala.

Em seguida, participou das novelas “Jogo da Vida” (1981) e “Guerra dos Sexos” (1983), de Silvio de Abreu. Na última, mesmo contracenando com o personagem Tarcísio Meira, terminava a novela com o motorista Nando, papel de Mário Gomes.

Leia Também:  Pelé é sepultado em jazigo dourado personalizado em cerimônia restrita a familiares

Depois de “Tarcísio & Glória”, a atriz trabalhou em uma série de novelas de Silvio de Abreu. Em “Rainha da Sucata” (1990), viveu a socialite falida Laurinha Figueroa, casada com Betinho (Paulo Gracindo). A personagem, uma vilã cômica, foi a primeira a aparecer cometendo suicídio em uma novela.

Glória voltou a trabalhar com Tarcísio em “Torre de Babel” (1998). Na trama de Sílvio de Abreu, ela viveu Marta Toledo, uma dona de casa rica que percebe que seu casamento não vai bem e precisa viver uma nova aventura de amor.

Em “Páginas da Vida” (2006), de Manoel Carlos, e “A Favorita” (2008), de João Emanuel Carneiro, voltou a contracenar com o marido. Na primeira, sua personagem Lalinha emocionou a todos. Mãe de seis filhos com o marido Tide (Tarcísio), ela morre logo nos primeiros capítulos com o desejo de criar uma casa de cultura, o que se torna a principal missão da família. Glória se lembra com prazer da participação.

O último trabalho de Glória nas telinhas foi como a socialite Stelinha, em “Totalmente Demais”, que foi reprisada em 2020. No mesmo ano, ela e o marido apareceram no especial inédito “Os Casais que Amamos”, do Viva. O programa revisitou as novelas que fizeram parte da trajetória dos atores.

Em 2020, os atores se afastaram das telas, quando não tiveram o contrato renovado com a TV Globo, deixando a emissora depois de 53 anos de casa. No ano seguinte, Tarcísio morreu aos 85 anos, vítima de Covid-19. Ele estava internado no hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, em tratamento contra a doença.

Em 2025, Glória foi uma das homenageadas pela série “Tributo”, exibida na Globo e no Globoplay. Com imagens de arquivo e depoimentos de artistas como Tony Ramos, Claudia Raia e Sandra Annenberg, o programa mostrou a trajetória da atriz pioneira e um dos nomes mais marcantes da história da televisão brasileira.

Na última quarta (12), a atriz foi homenageada na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, em Curicica, na Zona Sudoeste do Rio. Na ocasião, o filho da atriz, Tarcisio Filho, representou a mãe no evento.

—————————————————–

  • Matéria do Extra (RJ) – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / TV Globo
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA