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Coluna / Opinião

Entrelinhas da Política | junho 1ª edição

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OPINIÃO

Por Paulo Roberto Borges

Política Comunitária

Jardim Camburi é o bairro mais populoso de Vitória e, segundo muitos, até mesmo do Espírito Santo. Se fosse uma cidade, seria a 12ª maior do Estado. Sobre essa segunda afirmação, não sei se há comprovação estatística ou se é apenas entusiasmo dos moradores.

Mas o fato é que o bairro tem dimensões de uma cidade. Possui, inclusive, representação política expressiva, com dois vereadores e um deputado. Em relação aos vereadores, os moradores sempre souberam que um deles era aliado de primeira hora do ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), enquanto o outro mantinha proximidade com o ex-governador Renato Casagrande (PSB) e com o atual governador, Ricardo Ferraço (MDB).

Maurício Leite (PRD) é o típico vereador de bairro, com atuação fortemente voltada às demandas comunitárias. Já Bruno Malias (PSB) trabalha mais com projetos de alcance amplo, que exigem maior elaboração técnica e planejamento para serem implementados. Seu raio de ação ultrapassa os limites de um ou dois bairros. Isso não o torna melhor nem pior que o colega. Ambos apresentam propostas e iniciativas importantes para a cidade e para a população.

O que surpreendeu quem acompanha a política foi a guinada promovida pelo vereador Maurício Leite. Depois de anos como aliado fiel do ex-prefeito, passou a integrar o campo adversário. No café da manhã era Pazolini; no jantar, já estava ao lado de Ricardo Ferraço e seus aliados. Confesso que custei a acreditar nessa mudança de rumo. Só tive certeza quando participei de eventos com lideranças políticas realizados no Espaço Patrick Ribeiro e, posteriormente, no Colégio Renovação, em Jardim Camburi.

Como jornalista e cidadão curioso, procurei explicações junto a amigos do bairro, mas cada um apresentava uma versão diferente, sem muita consistência. Sabe-se que Maurício Leite tem proximidade com o deputado estadual Deninho Silva, o que pode ter sido um fator de influência nessa mudança de posição, aproximando-o do grupo que faz oposição ao ex-prefeito Pazolini, hoje pré-candidato ao Governo do Estado. Em outras palavras, vestiu a camisa de Ricardo Ferraço. Acredito mais na tese relacionada ao adiamento das eleições para a nova Mesa Diretora da Câmara. São conjecturas que somente o vereador poderá esclarecer.

Em discursos na Câmara Municipal e também no encontro realizado em Jardim Camburi na véspera, Maurício Leite ensaiou uma explicação para sua decisão. Alguns entenderam, outros não. O fato é que agora ele se encontra em um campo político oposto ao de antigos aliados, justamente aqueles com quem, ao longo dos anos, conseguiu viabilizar diversas melhorias para o bairro por meio da administração municipal. Suas reivindicações, em grande parte, eram atendidas.

Cabe destacar que Maurício é reconhecido como um homem de bem, sério, honesto e atuante junto à comunidade. Ainda assim, essa mudança de posicionamento político seguiu um caminho que surpreendeu muitos observadores. As consequências dessa decisão somente o tempo poderá revelar: se representarão um ganho para a política ou um equívoco de avaliação. Por enquanto, a vida segue.

Ele disse, mas há controvérsia…

ALES DIGITAL | ASSEMBLEIA LEGISLATIVA - ES

O pré-candidato a deputado federal Thiago Hoffmann (PSB) afirmou, em discurso durante um encontro político realizado em Jardim Camburi, no último dia 1º, que o município de Vitória carece de gestão e que, nos próximos anos, poderá se tornar uma cidade “afundada” em consequência da administração de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Segundo ele, a perda de receitas da capital seria resultado de ações adotadas pelo governo municipal.

Nos bastidores, ouviu-se à boca miúda que o ex-secretário de Estado da Saúde exagerou na análise. Para alguns observadores, Luiz Paulo Velloso Lucas e Lorenzo Pazolini figuram entre os prefeitos mais bem avaliados que Vitória teve nas últimas décadas.

Via-Crúcis

O vereador de São Mateus, Cristiano Balanga (PP), tem cobrado insistentemente do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) a construção de uma nova ponte no distrito de Nativo de Barra Nova. A estrutura existente, feita de madeira, já completou 50 anos de uso. Enquanto isso, o parlamentar segue correndo uma verdadeira maratona para que a obra finalmente saia do papel.

Vereador Cristiano Balanga

 

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Segundo ele, a licitação para a construção da nova ponte foi realizada ainda no ano passado, mas, até o momento, nada aconteceu. Recentemente, houve apenas um serviço de manutenção na estrutura atual, insuficiente para garantir a segurança dos veículos leves e pesados que trafegam pelo local. Até ônibus escolares utilizam a ponte diariamente, o que aumenta a preocupação dos moradores. O risco de acidentes é real. Inclusive, já ocorreram incidentes, sem que providências definitivas fossem adotadas para solucionar o problema.

O que se comenta nos bastidores é que o então diretor do DER não teria dado andamento à obra porque, naquele reduto eleitoral, um adversário recebeu mais votos do que ele — e isso com a ajuda do próprio vereador que agora reivindica a construção da ponte.

Enquanto a solução não chega, a velha estrutura continua firme, ou quase. Os mais bem-humorados já apelidaram o local de “Pinguela do Balanga”. E os gozadores de plantão dizem que Matusalém será convidado para cortar a fita inaugural quando a nova ponte finalmente for entregue à população.

Segurança

Santa Leopoldina não é uma cidade onde a violência figure entre os seus principais problemas. Ainda assim, vale recordar episódios ocorridos no passado que causaram grande impacto na sociedade local, quando a ação de um grupo criminoso espalhou medo e insegurança entre os moradores.

Darley Espíndula

Atento à questão da segurança pública, o vereador e presidente da Câmara, Darley Espíndula (PP), apresentou uma indicação para que a Prefeitura estude a criação da Guarda Municipal. No entanto, o prefeito Fernando Rocha enfrenta limitações orçamentárias que podem dificultar a implementação da proposta.

Embora reconheça a importância de uma Guarda Municipal para a proteção do patrimônio público e como força auxiliar das polícias Militar e Civil, a realidade financeira do município impõe obstáculos à adoção dessa medida no curto e médio prazo. Assim, Santa Leopoldina ainda deverá aguardar para contar com uma Guarda Municipal, a exemplo do que já ocorre em diversos outros municípios capixabas.

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Bloco de Notas

Atuante – O vereador de Vitória, Armandinho Fontoura (PL) vem se destacando como um dos mais incisivos paramentares do Legislativo da capital. É claro em suas colocações e age com coragem ao abordar temas polêmicos.

Notícia oficiosa – Os vereadores Anderson Goggi (Republicanos) e Maurício Leite (PRD) não devem frequentar a mesma mesa. Aconteceu, segundo notícia sem confirmação em papel, que ambos se desentenderam no estacionamento da Câmara. E não foi por causa de vaga e sim, supostamente, por questão de posicionamento político.

Temperatura – Alguns vereadores disseram, no escurinho do cinema, que a atual prefeita de Vitória, Cris Samorini (PP), ainda não implementou sua marca, seu estilo. Por enquanto, segundo se ouviu, não abriu o diálogo com aliados. “É ainda água morna, nem quente nem fria”, diagnosticaram.

Ele é o cara? – As eleições para a presidência da Mesa Diretora da Câmara de Vitória estão ainda distantes. Isso não parece mudar a preferência da maioria pelo nome do vereador Dalton Neves (SD) para ocupar a cadeira onde hoje está sentado do presidente Anderson Goggi.

Susto – Um certo vereador afirmou da tribuna da Câmara Municipal de um município capixaba que gosta de homem; gosta de homens, de mulheres e de seres humanos. Assustados num primeiro momento, seus colegas respiraram aliviados e manifestaram solidariedade.

Denúncia – A administração do prefeito de São Mateus foi denunciada por supostas irregularidades em uma licitação da Secretaria de Educação. Pelo que se sabe, o caso pode ter sido resultado de um erro técnico-administrativo, diferentemente da gestão anterior, que, segundo seus críticos, agia com plena convicção ao saquear o município.

“Quase” um fato – A vereadora Karla Coser, do PT de Vitória, é apontada, nas rodas de conversa e apostas da política da capital, como uma provável deputada estadual a partir de 2027. Por enquanto, é apenas uma pré-candidatura no imaginário político, mas pode muito bem se transformar em uma realidade no futuro.

Começou – Com a aproximação da Copa do Mundo, a Rede Globo já deu início ao tradicional clima de euforia em torno da seleção brasileira, reforçando a ideia de uma hegemonia futebolística que, na visão de muitos, já não corresponde à realidade. A convocação de Neymar, considerado por seus admiradores o principal talento da equipe, desagradou setores que costumam analisar tudo sob a ótica ideológica. Para esses críticos, o posicionamento político do jogador pesa tanto quanto seu desempenho em campo.

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Desafinou no Hino – Alcione e Belo protagonizaram um momento bastante criticado ao interpretarem o Hino Nacional no Maracanã. A apresentação gerou comentários negativos e dividiu opiniões nas redes sociais. Para muitos espectadores, a execução ficou aquém da importância e da solenidade que o símbolo nacional exige. Como de costume, o episódio alimentou debates que ultrapassaram o campo artístico e alcançaram questões de patriotismo e identidade nacional.

Desconectada – A vereadora de São Mateus, Professora Valdirene (PT), fez, na última segunda-feira (8), um pronunciamento na tribuna em tom de militância partidária. Em sua fala, apresentou uma série de argumentos sem sustentação consistente, reproduzindo narrativas que, na avaliação de seus críticos, podem contribuir para a desinformação de parte da população, nem sempre munida de informações completas sobre os fatos. O tema abordado foi o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Papo furado – Lula, mais uma vez, afirmou que os Estados Unidos pretendem atacar o Pix, numa declaração que, segundo seus críticos, tem o objetivo de confundir a população e disseminar desinformação. A narrativa sugere que a ferramenta, que ganhou impulso durante o governo Bolsonaro, estaria sob ameaça. Esse discurso é reproduzido por setores do PT como se fosse um fato consumado. Para os opositores, trata-se apenas de uma cortina de fumaça para desviar a atenção de declarações recentes do presidente sobre criminosos que, segundo ele, não podem ser classificados como terroristas.

Presentes – Em ano eleitoral, políticos têm despejado emendas parlamentares pelos municípios afora, numa movimentação que costuma se intensificar à medida que o calendário das eleições se aproxima.

Dificuldade – A escolha do candidato a vice na chapa governista encabeçada por Ricardo Ferraço (MDB) continua cercada de mistério. Vários nomes já circularam nos bastidores, mas, até o momento, nenhum foi oficialmente confirmado para compor a chapa. Até o nome do vereador Dalton Neves (SDD) foi citado.

Au Au – Baiano do Salão (Podemos), vereador de Vitória, quer saber por onde andam as ONGs de proteção animal, já que há um grande número de cães abandonados pelas ruas da cidade. Segundo ele, os animais estão abandonados não apenas por seus donos, mas também pelas ONGs que deveriam atuar em sua proteção e cuidado.

Visão da esquerda – Ana Paula Rocha (Psol), afirmou que nesse governo, o Brasil recuperou a Bandeira Nacional que estava nas mãos de golpistas. De quem ela está falando?

Podre de Rico – Elon Musk se tornou oficialmente o primeiro trilionário do mundo, nesta sexta-feira (12/6). O marco foi alcançado após a estreia da SpaceX na bolsa de Nova York, em uma oferta pública inicial (IPO) que já é apontada como a maior da história da Nasdaq, uma das principais bolsas dos Estados Unidos. US$ 1 milhão por minuto.

Para não esquecer – Uma das maiores vergonhas do jornalismo brasileiro foi a comemoração de “jornalistas” da Globo quando Lula “venceu” as eleições. E com relação a partidos, o PT que vende “democracia” pediu a censura da Gazeta do Povo, Jovem Pan e a Revista Oeste. Fatos e não conjecturas.

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Bola Dentro

Flávio Bolsonaro (PL) no encontro com o presidente Donald Trump e autoridades americanas. Mostrou um prestígio que o presidente do Brasil parece não ter com o “Tio Sam”.

Bola Fora

Presidente Lula (PT) que se irritou com a decisão do governo americano de classificar “os nossos criminosos como terroristas”. Além de desejar o enforcamento do seu adversário, do jeito que morreu Tiradentes.

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Reflexão

“Vencedores não são pessoas que nunca falham, são pessoas que nunca desistem”.

Autor desconhecido

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OPINIÃO

Editorial / Um País Complicado

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O Brasil está de ponta-cabeça. Instituições pouco confiáveis, autoridades envolvidas em situações pouco republicanas, um tecido social corroído por uma disputa ideológica cada vez mais intensa e uma cultura do politicamente correto que transforma simples opiniões em motivo para judicialização.

Como se tudo isso não bastasse, temos um governo que, ao longo destes quatro anos, não realizou entregas relevantes ou impactantes para o desenvolvimento do País. As narrativas ocupam o espaço dos resultados, enquanto as relações exteriores levam o Itamaraty a se afastar da posição de excelência que sempre ocupou no cenário diplomático mundial. Multiplicam-se as viagens sem resultados expressivos, especialmente quando se considera o alto custo dessas comitivas numerosas, financiadas com recursos públicos. Sem contar os deslocamentos da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, frequentemente criticados por sua pouca utilidade prática.

O presidente Lula adota, muitas vezes, um discurso marcado pelo revanchismo, desqualifica adversários políticos, faz chacota com o presidente da maior potência mundial e, ao mesmo tempo, demonstra complacência com ditadores.

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Estamos em um ano eleitoral, e a tendência é de acirramento das disputas. O brasileiro comum — aquele que trabalha para sustentar a família, paga uma carga tributária elevada e espera receber serviços públicos de qualidade em contrapartida — acompanha tudo isso com indignação. Ao mesmo tempo, sente-se amedrontado diante do que considera ser a imposição da censura e do poder concentrado na caneta de um ministro do STF.

Que País é este?

Dizem que o brasileiro não desiste nunca, mesmo quando seus governantes parecem ter desistido dele. Ainda assim, muitos continuam buscando o poder para si e para seus apaniguados.

O Brasil merece algo melhor do que aquilo que estamos assistindo diariamente.

Salvemos o nosso País.

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O Editor

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